5 min de leitura
Diretora de escola do Texas ouve de um aluno de 8 anos o desejo de ser adotado, decide levá-lo para casa, conclui a adoção após cerca de um ano de acolhimento e vê o menino virar um dos melhores alunos da turma, lendo no nível do 8º e 9º anos.
Escrito por Alisson Ficher
Publicado em 08/09/2026 às 12:27
Atualizado em 08/09/2026 às 12:33
Curiosidades
Canal
1 pessoa reagiu a isso.
Prefira o CPG no Google
A reportagem que acompanhou a família em San Antonio registrou a passagem de Breydan pelo sistema de acolhimento, a adaptação à nova casa e o avanço escolar que o levou, no quinto ano, a alcançar desempenho de leitura vários níveis acima da própria série.
Quando Breydan chegou à Pearce Elementary School, em San Antonio, a escola era mais um lugar em uma rotina marcada pela instabilidade. Anos depois, já adotado por Brenda Gonzales e pelo marido dela, Rey, o menino estava entre os melhores alunos da turma e apresentava desempenho de leitura muito acima do nível esperado para sua série.
A trajetória foi acompanhada pelo San Antonio Express-News, que registrou a rotina da família em 2022. Naquele momento, Breydan tinha 11 anos, concluía o quinto ano e alcançava, em avaliações de referência, níveis de leitura equivalentes aos do 8º e 9º anos.
ARTIGO CONTINUA ABAIXO
Veja também
Recomendado para você
Logística e Transporte
Bahia abre 10 licitações para pavimentar 130,5 km e inclui supervisão de dragagem portuária em pacote para 11 municípios
O governo da Bahia abriu 10 licitações para pavimentar 130,5 quilômetros e contratar serviços de infraestrutura em 11 municípios, num pacote que inclui acessos rodoviários e supervisão de dragagem portuária…
Paulo Nogueira
0
O encontro entre Breydan e Brenda havia começado quando ele tinha 8 anos e frequentava a Pearce Elementary, onde ela era diretora. O menino morava no Guiding Light, um centro residencial que recebia crianças afastadas de suas famílias e encaminhadas ao sistema de acolhimento.
Antes da adoção, Breydan havia passado aproximadamente quatro anos sob cuidados do sistema. Na escola, a insegurança aparecia em episódios de fuga, resistência à aproximação de adultos e reações intensas quando acreditava estar sendo julgado ou confrontado.
Ele também tinha dificuldade para criar vínculos porque esperava precisar deixar novamente pessoas e lugares aos quais começava a se acostumar. Essa percepção ajudava a explicar por que amizades e rotinas escolares podiam ser encaradas como relações temporárias.
Da escola para a família
A relação com Brenda deixou de se limitar ao contato entre diretora e aluno durante uma conversa sobre os interesses e os planos do menino. Ao falar do que queria para a própria vida, Breydan manifestou o desejo de ser adotado e de ter uma família permanente.
Brenda levou a situação para Rey. O casal, que não tinha filhos, decidiu avançar no processo para receber Breydan em casa, mas a mudança de endereço não eliminou imediatamente a insegurança acumulada durante os anos anteriores.
Mesmo depois de começar a viver com os Gonzales como filho acolhido, Breydan ainda interpretava alguns conflitos como sinal de que teria de voltar ao centro residencial. Brenda e Rey passaram a reforçar que aquela era sua casa e que dificuldades de comportamento não significariam uma nova separação.
A convivência ganhou uma rotina com estudo, tarefas domésticas, leitura e atividades físicas. Brenda acompanhava de perto o desempenho acadêmico e propunha exercícios adicionais, enquanto Rey reservava períodos do dia para atividades com o menino depois das aulas.
Depois de cerca de um ano de acolhimento, a adoção foi formalizada em 2019, pouco antes de Breydan completar 9 anos. O próprio menino participou da escolha do nome que passaria a usar dentro da nova família.
“Breydan” foi formado a partir dos nomes Brenda e Rey, enquanto “Pearce” foi incorporado como referência à escola onde os três haviam se encontrado. O nome completo passou a ser Breydan Pearce Gonzales.
Livros ganham espaço na rotina escolar
A leitura se tornou um dos principais interesses de Breydan. Em casa, ele acumulou livros em estantes altas e passou a preferir histórias de aventura, mitologia grega e séries juvenis, mantendo um ritmo de leitura que exigia reposição frequente.
Na escola, a mudança apareceu de forma concreta. Professores que antes lidavam com tentativas de fuga e reações intensas passaram, em alguns momentos, a pedir que Breydan guardasse o livro para prestar atenção à disciplina que estava sendo ensinada.
No quinto ano, ele acumulava a maior quantidade de pontos do programa Accelerated Reading entre os estudantes de sua série e aparecia em posições elevadas nas avaliações de referência aplicadas pela escola.
Os resultados apresentados pela família mostravam uma diferença entre a série cursada e o desempenho medido. A leitura foi classificada nos níveis correspondentes ao 8º e 9º anos, enquanto a pontuação em matemática ficou no nível do 7º ano.
O avanço acadêmico não significava o desaparecimento de todos os desafios comportamentais. Breydan ainda podia se levantar durante a aula, interromper professores e colegas ou reagir mal a situações desconfortáveis, mas a intensidade desses episódios havia diminuído ao longo dos anos.
Ao concluir o quinto ano, ele recebeu ainda reconhecimento por frequência escolar perfeita. A saída da Pearce Elementary também mudou a dinâmica entre mãe e filho, porque Brenda deixaria de acompanhá-lo diariamente no mesmo prédio em que trabalhava como diretora.
Breydan seguiria para a Losoya Middle School, onde havia previsão de cursar disciplinas avançadas e participar de atividades como banda, teatro e artes cênicas. Brenda continuaria acompanhando sua educação em casa, sem exercer ao mesmo tempo o papel de diretora responsável pela escola do filho.
A passagem para a nova etapa ocorreu com Breydan mantendo o hábito intenso de leitura e uma rotina acadêmica diferente daquela registrada em seus primeiros anos na Pearce. Na escola seguinte, ele passaria a ter outros professores e responsáveis diretamente pela organização de sua vida escolar.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Alisson Ficher.

