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Dolly Parton doa US$ 1 milhão a pesquisadores que combatem infecções em crianças com câncer, cinco anos após entregar outro milhão ao programa que tratou sua sobrinha com leucemia
Escrito por Caio Aviz
Publicado em 09/09/2026 às 13:40
Atualizado em 09/09/2026 às 13:41
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A contribuição anunciada em junho de 2022 financiou pesquisas sobre vírus, bactérias, resistência aos antibióticos e tratamentos para pacientes pediátricos. A relação da cantora com o Vanderbilt começou décadas antes, quando Hannah Dennison recebeu quatro anos de tratamento contra leucemia na instituição.
Dolly Parton destinou US$ 1 milhão ao Vanderbilt University Medical Center, nos Estados Unidos, para apoiar pesquisas sobre doenças infecciosas pediátricas. Anunciada em 15 de junho de 2022, a contribuição ampliou uma relação construída entre a cantora, sua família e o hospital durante décadas.
O dinheiro foi direcionado à Divisão de Doenças Infecciosas Pediátricas da instituição. Os pesquisadores estudam como vírus e bactérias provocam doenças, desenvolvem formas de prevenir a resistência aos antibióticos e buscam melhorar o diagnóstico e o tratamento de infecções graves.
Parte do trabalho envolve crianças com câncer. Como a doença e determinados tratamentos podem comprometer o sistema imunológico, esses pacientes ficam mais vulneráveis a infecções capazes de dificultar a recuperação.
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Ao anunciar a doação, Dolly afirmou que amava todas as crianças e não queria vê-las sofrer. A cantora acrescentou que estava disposta a fazer sua parte para manter o maior número possível delas saudável e protegido.
A contribuição de 2022 não foi o primeiro apoio milionário da artista ao Vanderbilt. Cinco anos antes, ela havia anunciado outra doação de US$ 1 milhão, dessa vez para o programa de câncer pediátrico do Monroe Carell Jr. Children’s Hospital at Vanderbilt.
Sobrinha recebeu tratamento por quatro anos
A ligação pessoal de Dolly Parton com o hospital começou com o tratamento de sua sobrinha Hannah Dennison. Diagnosticada com leucemia ainda criança, Hannah foi atendida durante quatro anos na instituição, a partir de 1993.
Em outubro de 2017, já recuperada e aos 29 anos, Hannah retornou ao hospital ao lado da tia. As duas visitaram crianças em tratamento, conversaram com pacientes e encontraram profissionais que haviam acompanhado a família durante o período da doença.
Naquele dia, Dolly celebrava o lançamento de “I Believe in You”, seu primeiro álbum infantil. Entre as músicas estava “Chemo Hero”, composição criada especialmente em homenagem à sobrinha e à experiência enfrentada durante o tratamento contra o câncer.
Hannah também reencontrou três enfermeiras que cuidaram dela durante a infância. Segundo o relato divulgado pelo Vanderbilt, a ex-paciente pôde agradecer pessoalmente às profissionais pelo atendimento oferecido a ela e à família.
Depois de cantar para os pacientes, Dolly surpreendeu o público ao anunciar uma doação de US$ 1 milhão ao programa de câncer pediátrico. O presente foi dedicado a Hannah, aos pais da jovem e ao médico Naji Abumrad, amigo de longa data da cantora.
A artista explicou que decidiu contribuir por causa dos cuidados recebidos pela sobrinha e pelo restante de sua família. Para Dolly, a atuação dos médicos e enfermeiros havia transformado o hospital em uma instituição especialmente importante em sua trajetória.
Em maio de 2018, a unidade inaugurou o Hannah Dennison Butterfly Garden. O espaço recebeu o nome da sobrinha da cantora e foi planejado como uma área de descanso para crianças internadas e seus familiares.
Nova doação ampliou pesquisas contra infecções
A contribuição anunciada em 2022 permitiu ao Vanderbilt fortalecer pesquisas que já eram desenvolvidas havia mais de quatro décadas. Segundo o diretor da Divisão de Doenças Infecciosas Pediátricas, Mark Denison, o recurso ajudaria a acelerar estudos existentes e apoiar novas ideias.
As investigações abrangem diferentes etapas do combate às infecções, desde a identificação dos mecanismos usados por vírus e bactérias até a criação de métodos de prevenção, diagnóstico e tratamento.
Outro foco é compreender e evitar a resistência aos antibióticos. O fenômeno ocorre quando bactérias deixam de responder aos medicamentos utilizados contra elas, reduzindo as opções disponíveis para tratar determinados quadros.
Para pacientes pediátricos com câncer, esse desafio pode ser ainda mais delicado. A redução das defesas do organismo durante algumas fases do tratamento exige acompanhamento constante e respostas rápidas diante de uma possível infecção.
O hospital também informou que os estudos buscavam medir o impacto das doenças infecciosas na infância em diferentes partes do mundo. Assim, a doação poderia beneficiar pesquisas com alcance além do atendimento realizado no Tennessee.
Apoio também alcançou pesquisas sobre a Covid-19
Entre as duas contribuições voltadas diretamente às crianças, Dolly Parton realizou outra doação de US$ 1 milhão ao Vanderbilt, em abril de 2020. O dinheiro foi destinado a equipes que pesquisavam tratamentos e formas de prevenção contra a Covid-19.
O apoio foi feito em homenagem ao médico Naji Abumrad. Naquele momento, os pesquisadores avaliavam medicamentos existentes e novas terapias para reduzir os sintomas graves provocados pelo coronavírus.
A contribuição ajudou a financiar etapas iniciais de pesquisas desenvolvidas no Vanderbilt durante a pandemia. Dois anos depois, Dolly voltou a apoiar a área de doenças infecciosas, agora com atenção especial aos pacientes pediátricos.
De acordo com o Vanderbilt, as doações anteriores da cantora ao programa de câncer infantil e aos estudos de doenças infecciosas já haviam contribuído para salvar vidas. A nova verba permitiria reforçar a preparação contra ameaças futuras e ampliar a proteção oferecida às crianças.
O histórico reúne uma experiência familiar, três doações milionárias e diferentes frentes de pesquisa. O tratamento bem-sucedido de Hannah aproximou Dolly Parton do hospital, enquanto as contribuições posteriores transformaram essa ligação pessoal em apoio ao atendimento de outros pacientes.
Você acredita que histórias pessoais como a vivida por Dolly Parton e sua sobrinha podem incentivar mais artistas e empresários a investir em pesquisas médicas?
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Caio Aviz
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Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Caio Aviz.

