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Dona de Ford EcoSport 2021 leva carro para revisão em concessionária autorizada e, semanas depois, relata vazamento, superaquecimento e rompimento da correia dentada em plena viagem, até receber orçamento de R$ 40 mil para trocar o motor, enquanto a montadora nega cobertura porque o veículo estava fora da garantia
Escrito por Carla Teles
Publicado em 10/09/2026 às 19:54
Atualizado em 10/09/2026 às 19:57
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Consumidora de Porto Alegre afirma que Ford EcoSport passou por revisão aos 76 mil quilômetros e, poucas semanas depois, apresentou vazamento no arrefecimento, aquecimento e ruptura da correia dentada; após o carro ficar retido na concessionária, recebeu orçamento de R$ 40 mil e resposta negativa da montadora por garantia vencida.
Uma proprietária de Ford EcoSport SE 1.5 Automático 2021, de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, afirma ter levado o veículo a uma concessionária autorizada para revisão em 18 de novembro de 2025, quando o carro tinha aproximadamente 76 mil quilômetros. Segundo seu relato, nenhuma irregularidade grave foi apontada naquele momento, mas problemas mecânicos começaram a aparecer poucas semanas depois.
O caso foi publicado no Reclame Aqui em 27 de janeiro de 2026. Na reclamação, a consumidora relatou vazamento no sistema de arrefecimento, superaquecimento e, posteriormente, rompimento da correia dentada durante uma viagem. Após o automóvel ser levado novamente à concessionária, ela afirma ter recebido orçamento de R$ 40 mil para substituição do motor. A Ford respondeu em 30 de janeiro que o reparo deveria ser custeado pela cliente porque a garantia contratual havia terminado em novembro de 2023.
Ford EcoSport havia passado por revisão poucas semanas antes dos problemas
De acordo com a proprietária, a revisão do Ford EcoSport ocorreu em 18 de novembro de 2025, dentro da rede autorizada da montadora.
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Paulo Nogueira
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O veículo estava com cerca de 76 mil quilômetros e, segundo ela, foi devolvido sem indicação de uma falha grave que exigisse intervenção imediata. A sequência posterior de problemas é justamente o ponto central da contestação apresentada pela consumidora.
Cerca de quatro semanas depois da revisão, segundo seu relato, surgiu um vazamento no sistema de arrefecimento provocado por uma mangueira. A motorista afirma que levou o veículo a uma oficina de confiança e pagou pela substituição do componente.
Para ela, a falha deveria ter sido identificada durante a inspeção anterior, entendimento que aparece como alegação da cliente e não como conclusão técnica independente apresentada na reclamação.
Vazamento foi seguido por aquecimento do motor
A proprietária afirma que o vazamento ocasionou aumento da temperatura do motor. O primeiro gasto adicional, segundo ela, surgiu justamente com a troca da mangueira, realizada fora da concessionária depois que o problema apareceu.
Na reclamação, a consumidora sustenta que o sistema de arrefecimento deveria ter recebido atenção durante a revisão por ser um conjunto crítico para o funcionamento do Ford EcoSport.
O material publicado, porém, não apresenta laudo técnico independente estabelecendo que a concessionária tenha causado o vazamento ou que existisse um defeito detectável na data da revisão.
Correia dentada teria rompido cerca de cinco semanas após a revisão
O episódio mais grave ocorreu aproximadamente cinco semanas depois do serviço, conforme a cronologia relatada pela cliente. Durante uma viagem, a correia dentada se rompeu e, segundo a proprietária, provocou danos severos ao motor. O veículo estava em deslocamento por uma estrada quando deixou de funcionar.
A consumidora também afirmou que o local não tinha sinal de celular e que precisou contar com ajuda de terceiros para conseguir assistência.
Ela relatou estar gestante na ocasião e descreveu a situação como especialmente delicada. Depois de obter um guincho, o Ford EcoSport foi encaminhado para a mesma concessionária relacionada à revisão realizada semanas antes.
Carro ficou retido na concessionária enquanto caso era analisado
Segundo a reclamação, o automóvel estava na concessionária desde 5 de janeiro de 2026, sem condições de uso, enquanto o caso era analisado. A cliente afirmou ter esperado quase um mês por uma definição e alegou que, nesse intervalo, continuou acumulando despesas relacionadas à imobilização do veículo.
Além do reparo anterior da mangueira, ela relata ter desembolsado dinheiro com guincho e aluguel de outro automóvel para conseguir prosseguir a viagem.
Esses custos são apresentados pela consumidora como consequências da sequência de falhas enfrentada pelo Ford EcoSport, mas os valores individuais dessas despesas não foram informados no material.
Orçamento para substituir o motor chegou a R$ 40 mil
Após a avaliação do automóvel, a proprietária afirma ter recebido um orçamento de R$ 40 mil para a substituição do motor. O montante tornou-se o principal impacto financeiro citado na reclamação e levou a consumidora a pedir que a Ford analisasse tecnicamente o caso e assumisse integralmente ou majoritariamente o reparo.
Ela argumentou ainda que o carro não estava sem manutenção e afirmou, com base em sua interpretação do manual, que a correia não tinha troca programada antes de uma quilometragem superior à registrada pelo veículo.
A reclamação também reconhece que a correia dentada não é totalmente visível sem desmontagem, mas sustenta que uma concessionária especializada deveria avaliar componentes associados e informar eventuais limitações da inspeção.
Ford informou que garantia havia terminado em novembro de 2023
Em resposta publicada no Reclame Aqui em 30 de janeiro de 2026, a Ford afirmou ter analisado o caso com seus setores internos e informado à cliente que havia necessidade de substituição de peça, porém o custo do reparo deveria ficar com a consumidora.
A empresa justificou a posição destacando que sua política de garantia contratual é de três anos e que, naquele Ford EcoSport, a cobertura havia terminado em novembro de 2023.
A resposta disponibilizada no Reclame Aqui não apresentou, no trecho fornecido, uma análise técnica detalhada sobre a relação entre a revisão de novembro de 2025, o vazamento posterior e o rompimento da correia.
Consumidora diz que discussão não era apenas sobre garantia
A resposta da montadora não encerrou a reclamação. Em 2 de fevereiro de 2026, a cliente publicou uma réplica criticando o posicionamento recebido e dizendo já saber que o veículo estava fora da garantia. Para ela, esse não era o ponto central da contestação.
A discussão levantada pela proprietária é sobre a qualidade da revisão realizada semanas antes das falhas, e não simplesmente sobre a existência de cobertura contratual para um veículo de 2021. Na reclamação original, ela pediu análise técnica do caso pela Ford Brasil, responsabilização da concessionária pelo serviço que considera inadequado e participação da empresa no custo do reparo.
Revisão recente e falha posterior não comprovam sozinhas relação de causa
A proximidade temporal entre uma revisão e um defeito mecânico pode gerar questionamentos, mas não basta, isoladamente, para determinar tecnicamente a causa de uma quebra.
No material publicado, a cliente apresenta sua sequência de acontecimentos e seus argumentos, enquanto a Ford sustenta que o reparo não está coberto pela garantia contratual.
Também não aparece no conteúdo fornecido um laudo técnico independente capaz de estabelecer se o vazamento já existia durante a revisão, se poderia ter sido identificado naquele momento ou qual foi exatamente a causa do rompimento da correia dentada. Por isso, atribuir definitivamente responsabilidade a uma das partes iria além das informações disponíveis.
Caso deixa discussão sobre o que consumidor espera de uma revisão autorizada
O caso do Ford EcoSport coloca frente a frente duas questões diferentes: de um lado, uma proprietária que afirma ter procurado uma concessionária autorizada justamente para manter o carro revisado e que, semanas depois, enfrentou uma sequência de problemas; de outro, uma montadora que ressalta que a garantia contratual do automóvel já havia terminado.
Entre a revisão de novembro, a quebra durante a viagem e o orçamento de R$ 40 mil para o motor, permanece a divergência sobre até onde deveria ir a responsabilidade pelo serviço realizado anteriormente. Na sua opinião, uma falha grave poucas semanas depois de uma revisão autorizada deveria obrigatoriamente levar a uma investigação técnica mais detalhada antes de o custo ser repassado ao proprietário? Deixe sua opinião nos comentários.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Carla Teles.

