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Empresa investe R$ 40 milhões no sul do Piauí, inaugura nova base logística no coração do Matopiba e cria mais de 50 empregos para atender produtores de grãos
Escrito por Valdemar Medeiros
Publicado em 29/09/2026 às 16:07
Atualizado em 29/09/2026 às 16:10
Agronegócio
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Kothe investe R$ 40 milhões em centro logístico de 50 mil m² em Bom Jesus, no Piauí, e cria mais de 50 empregos diretos.
Segundo a Kothe, em 11 de setembro de 2026 a empresa inaugurou uma nova unidade logística em Bom Jesus, no sul do Piauí, após investir R$ 40 milhões no empreendimento. O centro ocupa um terreno de 50 mil m², possui 11,4 mil m² construídos, 16 docas e capacidade para 15.512 posições-palete, além de ter criado mais de 50 empregos diretos no município.
A estrutura foi instalada no Cerrado piauiense para atender principalmente produtores e empresas do agronegócio do Matopiba, região formada por partes de Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. O novo centro foi preparado para armazenar sementes, defensivos agrícolas, produtos biológicos, fertilizantes especiais e outros insumos utilizados nas lavouras, reduzindo a distância entre estoques e propriedades rurais em uma área onde soja, milho e algodão avançaram nas últimas décadas.
Centro logístico ocupa terreno de 50 mil m² em Bom Jesus
O novo empreendimento foi construído para funcionar como um ponto de armazenamento, movimentação e distribuição de insumos agrícolas no sul do Piauí.
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A área total do terreno chega a 50 mil m², equivalente a aproximadamente sete campos de futebol. Dentro desse espaço, a Kothe construiu 11,4 mil m² destinados à operação logística.
O armazém possui 16 docas, utilizadas para receber e despachar caminhões. A quantidade de acessos permite que diferentes cargas sejam movimentadas ao mesmo tempo, diminuindo filas e acelerando operações em períodos de alta demanda agrícola.
Estrutura comporta mais de 15 mil posições-palete
Um dos principais números do projeto está dentro do armazém. A instalação possui 15.512 posições-palete, usadas para organizar produtos armazenados verticalmente.
Cada posição funciona como um espaço destinado a uma carga paletizada. Esse tipo de estrutura permite aproveitar a altura dos galpões e manter milhares de volumes separados por produto, lote e destino.
A unidade também foi construída com possibilidade de futuras ampliações. Isso permite aumentar a capacidade caso a demanda dos produtores e empresas agrícolas da região continue crescendo.
Sementes e defensivos poderão ficar mais perto das fazendas
O centro não foi projetado apenas para armazenar grãos colhidos. Seu foco principal está nos produtos que precisam chegar às propriedades antes e durante o plantio.
A empresa informa que o armazém poderá receber sementes, defensivos agrícolas, produtos biológicos, fertilizantes especiais e produtos químicos inflamáveis. Cada grupo exige procedimentos diferentes de controle e separação.
As sementes, por exemplo, precisam conservar condições adequadas até chegarem ao produtor. Defensivos e produtos químicos exigem áreas próprias, regras de segurança e controle rigoroso para evitar mistura entre cargas incompatíveis.
Parte do armazém terá controle de temperatura
A CNN Brasil informa que a unidade combina armazenagem convencional e climatizada. A área climatizada permite controlar melhor as condições de produtos mais sensíveis ao calor e à umidade.
Esse recurso é especialmente importante para sementes e determinados produtos biológicos. Temperatura inadequada durante o armazenamento pode comprometer qualidade e desempenho no campo.
A existência de diferentes ambientes dentro do mesmo centro também permite atender empresas com necessidades variadas sem transportar os produtos para armazéns distantes.
Estoques poderão atender produtores em raio de 300 quilômetros
A Kothe calcula que a unidade terá raio de influência direta de até 300 quilômetros ao redor de Bom Jesus. Essa distância alcança importantes áreas agrícolas do Cerrado piauiense e municípios próximos.
A ideia é manter produtos mais próximos das fazendas antes do período em que serão utilizados. No agronegócio, alguns insumos precisam chegar em janelas muito curtas, principalmente durante plantio e aplicação de defensivos.
Com estoque regional, um produtor pode depender menos de mercadorias enviadas de centros logísticos localizados a centenas ou milhares de quilômetros.
Pedidos menores também poderão ser despachados
Outro ponto previsto na operação é o atendimento de pedidos fracionados. Em vez de movimentar apenas cargas fechadas em grandes volumes, o centro poderá separar quantidades menores conforme a necessidade de cada cliente.
Isso pode ser útil quando uma propriedade precisa repor rapidamente determinado insumo sem esperar pela formação de uma carga maior.
A CNN também informa que a unidade foi preparada para entregas expressas, retirada direta pelo cliente e uma doca destinada a operações rápidas.
Tecnologia controla cada produto dentro do armazém
O novo centro utiliza o sistema SAP EWM, plataforma voltada ao gerenciamento de armazéns. A tecnologia registra entrada, posição, movimentação e saída das mercadorias.
A empresa informa que também utiliza controle digital e rastreabilidade de ponta a ponta. Assim, cada lote pode ser acompanhado durante sua permanência na estrutura.
Os processos de qualidade também foram digitalizados. Em uma operação com sementes, defensivos e outros insumos agrícolas, saber exatamente onde está cada produto reduz erros de separação e facilita o controle de estoque.
Mais de 50 empregos diretos foram criados no município
A implantação resultou em mais de 50 empregos diretos, segundo a Kothe. As funções estão ligadas à operação do armazém, movimentação de cargas, logística, administração e atividades necessárias para manter o centro funcionando.
O número ganha peso quando comparado ao tamanho de Bom Jesus. O município tinha 28.796 moradores no Censo de 2022 e população estimada em 30.965 pessoas para 2026.
Dados do IBGE também apontam 5.962 pessoas ocupadas em postos formais no município em 2023, último dado desse indicador apresentado no painel municipal.
Bom Jesus está cercada por uma das grandes áreas agrícolas do país
A escolha da cidade está ligada ao crescimento agrícola do Matopiba. A região reúne 337 municípios e aproximadamente 73 milhões de hectares, de acordo com a Embrapa.
Soja, milho e algodão estão entre as principais culturas. O Cerrado ocupa cerca de 91% da área definida como Matopiba, criando uma extensa faixa de produção que atravessa os quatro estados.
Bom Jesus aparece dentro do sudoeste piauiense, uma das áreas onde a agricultura mecanizada ganhou espaço. O crescimento das lavouras aumenta não apenas a produção, mas também a quantidade de fertilizantes, sementes, defensivos, máquinas e peças que precisam circular pela região.
Produção maior exige mais caminhões e armazéns
A instalação acompanha um movimento de crescimento da produção agrícola. A CNN informou que, em 2025, a produção de milho do Piauí avançou 22,5%, enquanto o estado alcançou recorde de área cultivada com soja.
Esse aumento coloca pressão sobre a logística antes e depois da porteira. Antes do plantio, caminhões precisam entregar sementes, fertilizantes e defensivos. Depois da colheita, começa o transporte de soja, milho, algodão e outros produtos para armazéns, indústrias, terminais ferroviários e portos.
Quanto maior a produção, maior também é a necessidade de manter estoques regionais capazes de responder rapidamente às demandas das fazendas.
Projeto Raízes amplia presença da empresa no Matopiba
O investimento de Bom Jesus faz parte do Projeto Raízes, programa utilizado pela Kothe para expandir sua infraestrutura logística na região.
A empresa pretende integrar armazenagem, transporte e distribuição. Isso permite receber produtos de fabricantes, manter estoques no Piauí e depois distribuir as cargas conforme os pedidos dos clientes.
Segundo a companhia, sua estrutura nacional reúne mais de 3 mil colaboradores, mais de 1.500 veículos próprios e mais de 33 filiais no Brasil. A instalação piauiense passa a integrar essa rede.
Centro aproxima indústria de insumos das propriedades rurais
A distância é um dos principais custos na cadeia agrícola. Uma semente produzida em outro estado, por exemplo, precisa percorrer rodovias até chegar ao agricultor no momento correto.
Quando grandes estoques são colocados dentro da região produtora, parte desse caminho pode ser antecipada. O fabricante envia produtos ao centro logístico antes do pedido final e a mercadoria permanece armazenada mais perto do campo.
A partir daí, viagens regionais menores fazem a última etapa. Essa lógica permite à empresa concentrar cargas em trajetos longos e depois distribuir volumes menores para diferentes clientes.
Investimento acompanha nova escala do agro no sul do Piauí
A unidade de Bom Jesus coloca R$ 40 milhões em infraestrutura física voltada diretamente ao agronegócio, com armazém multiprodutos, áreas climatizadas, 16 docas e espaço para mais de 15 mil posições-palete.
A operação também adiciona mais de 50 empregos diretos a uma cidade de aproximadamente 31 mil habitantes e cria um ponto de distribuição capaz de alcançar produtores em um raio de até 300 quilômetros.
Enquanto soja, milho e outras culturas ampliam a movimentação no Cerrado piauiense, o crescimento passa a exigir uma segunda camada de investimentos fora das fazendas. Armazéns, caminhões, sistemas digitais e centros de distribuição precisam acompanhar o volume produzido para que sementes e insumos cheguem ao campo dentro da janela correta.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Valdemar Medeiros.

