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Ex-parceiro do cantor Daniel deixou ‘oásis’ rural em Brotas com gado de corte, ovelhas, haras e áreas de preservação; morto em 1997, ele deixou uma história familiar marcada por uma menina de 5 anos
Escrito por Alisson Ficher
Publicado em 08/09/2026 às 15:33
Atualizado em 08/09/2026 às 15:34
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Formada em Medicina Veterinária, Jéssica Renata dos Reis assumiu a administração das propriedades da família no interior paulista, onde a criação de bovinos, ovinos e cavalos se tornou parte de sua atividade profissional após a morte precoce do pai.
Jéssica Renata dos Reis transformou a ligação da família com o campo em atividade profissional. Única filha do cantor João Paulo, ela administra as propriedades rurais deixadas pelo pai em Brotas, no interior paulista, onde pecuária, criação de cavalos e manejo de animais dividem espaço com áreas de preservação.
A propriedade reúne gado de corte, ovelhas e estrutura de haras com cavalos de raça, além de currais, pastagens e instalações destinadas ao manejo. A rotina mantém as terras vinculadas à produção rural quase três décadas depois da morte do sertanejo.
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Paulo Nogueira
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João Paulo, nome artístico de José Henrique dos Reis, formou com Daniel uma das duplas sertanejas de maior projeção nos anos 1990. Fora dos palcos, mantinha uma relação próxima com o ambiente rural e com as propriedades que permaneceriam sob responsabilidade da família.
A continuidade dessa atividade ganhou um componente profissional quando Jéssica escolheu a Medicina Veterinária. A formação passou a ser aplicada diretamente no acompanhamento dos animais e em tarefas ligadas à reprodução e ao desenvolvimento dos rebanhos mantidos nas terras da família.
Formação em Veterinária levou Jéssica à rotina das propriedades
A relação de Jéssica com os animais já havia sido relatada publicamente em entrevista exibida pela Record. Ela contou que sempre teve paixão por animais, formou-se em Veterinária e passou a trabalhar com os animais da fazenda, principalmente na reprodução bovina.
Com isso, a administração do patrimônio rural deixou de representar apenas a conservação de bens herdados. O conhecimento adquirido na faculdade passou a integrar a rotina das propriedades, em uma atividade que reúne manejo, acompanhamento dos rebanhos e cuidado com os cavalos.
A estrutura rural também funciona como espaço de convivência da família. Além das áreas voltadas à criação dos animais, a propriedade possui trechos de preservação ambiental, compondo um imóvel em que produção agropecuária e áreas conservadas ocupam partes distintas do terreno.
A atividade desenvolvida pela veterinária inclui participação no cuidado com o rebanho e no funcionamento cotidiano das propriedades. A reprodução bovina aparece como uma de suas principais áreas de atuação, aproximando sua formação acadêmica das necessidades da criação mantida pela família em Brotas.
O imóvel principal também é usado como espaço de descanso da família, sem deixar de manter a estrutura de trabalho ligada à criação. Essa sobreposição de funções ajuda a explicar por que a propriedade permaneceu ativa depois da morte do cantor, em vez de ser preservada apenas como residência de campo.
Morte de João Paulo deixou filha de 5 anos e patrimônio para administrar
João Paulo morreu em 12 de setembro de 1997, aos 37 anos, em um acidente automobilístico na Rodovia dos Bandeirantes. O cantor voltava para Brotas depois de uma apresentação com Daniel quando sofreu o acidente que encerrou sua trajetória na dupla.
Jéssica tinha apenas 5 anos quando perdeu o pai. A morte deixou para a família os bens conquistados durante a carreira do sertanejo e a responsabilidade de administrar propriedades rurais enquanto a herdeira ainda era criança.
A mãe, Roseli Barbosa, ficou responsável por conduzir essa fase. Anos depois, ela relatou que enfrentou dificuldades na administração do patrimônio e chegou a perder quase R$ 200 mil após assinar documentos e participar de negócios que considerou prejudiciais.
Em reportagem publicada pelo UOL, Roseli afirmou que pessoas se aproveitaram do momento difícil vivido pela família depois da morte do cantor. A experiência levou a viúva a buscar formação para compreender melhor questões jurídicas relacionadas aos bens.
Roseli retomou os estudos após ter pouca escolaridade formal e, conforme o relato publicado pelo UOL, passou cinco anos na escola antes de cursar outros cinco anos de Direito. A formação foi uma resposta prática às dificuldades que ela havia encontrado na administração do patrimônio familiar.
Enquanto a mãe seguiu para a área jurídica, Jéssica escolheu uma formação ligada diretamente à realidade das propriedades. Os dois caminhos atenderam dimensões diferentes da herança: a proteção dos bens e a continuidade das atividades desenvolvidas no campo.
A organização familiar permitiu que as terras permanecessem produtivas em vez de serem tratadas apenas como lembrança do cantor. Bovinos, ovinos e cavalos seguem fazendo parte da estrutura rural, que combina espaços de manejo com áreas destinadas à preservação ambiental.
O trabalho de Jéssica mantém a propriedade associada à atividade que escolheu profissionalmente. A veterinária segue vinculada ao cuidado dos animais e à administração das terras que recebeu ainda criança, depois de uma perda que obrigou a família a reorganizar a própria relação com o patrimônio.
Em seu relato à Record, Jéssica também lembrou que o pai gostava da vida rural. A lembrança situa a origem dessa ligação com o campo, mantida pela filha na profissão que escolheu e na administração das propriedades de Brotas.
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Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Alisson Ficher.

