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Exportações brasileiras de petróleo saltam 75,6% no início de setembro, chegam a 5,25 milhões de toneladas em duas semanas e acompanham produção recorde do país
Escrito por Noel Budeguer
Publicado em 19/09/2026 às 08:24
Atualizado em 19/09/2026 às 08:33
Petróleo e Gás
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Nas duas primeiras semanas de setembro, o Brasil embarcou 5,25 milhões de toneladas de petróleo, com média diária de 656,2 mil toneladas e ritmo 75,6% superior ao de um ano antes, após produção nacional atingir recordes.
As exportações brasileiras de petróleo aceleraram de forma intensa no início de setembro de 2026. Em apenas duas semanas, o país embarcou 5,25 milhões de toneladas de óleo bruto, volume equivalente a uma média de 656,2 mil toneladas por dia útil, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior reunidos pela Reuters.
Na comparação com o ritmo diário de setembro de 2025, o avanço foi de 75,6%. O salto ocorreu depois de a produção brasileira de petróleo bater recorde em julho pelo segundo mês consecutivo, ampliando a disponibilidade de óleo para exportação num momento de demanda externa elevada.
Brasil colocou 5,25 milhões de toneladas no exterior em duas semanas
O número impressiona pelo intervalo curto. Com 5,25 milhões de toneladas embarcadas nas duas primeiras semanas do mês, a média diária chegou a 656,2 mil toneladas. Se mantido, esse ritmo colocaria setembro entre os meses mais fortes do ano para o comércio externo de petróleo.
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O resultado parcial ainda pode mudar até o fechamento do mês. Embarques de óleo bruto dependem da programação de navios, operação de terminais, disponibilidade de cargas e condições comerciais, fazendo com que os volumes oscilem bastante de uma semana para outra.
Produção recorde aumentou a oferta disponível para exportação
O avanço dos embarques ocorre depois de novos recordes de produção no país. O pré-sal segue como principal motor, com grandes unidades offshore elevando a oferta em campos das bacias de Santos e Campos e permitindo que o Brasil consolide o petróleo entre seus itens mais relevantes de exportação.
Quanto maior a produção acima da necessidade das refinarias domésticas, maior tende a ser o volume destinado ao mercado externo. O perfil do petróleo brasileiro, especialmente cargas de baixo teor de enxofre produzidas no pré-sal, também encontrou demanda consistente em refinarias de diferentes regiões do mundo.
Receita de setembro também acelerou no balanço preliminar
Os dados preliminares do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços mostram forte aumento do valor exportado de petróleo bruto em setembro. O resultado em dólares acompanha tanto a maior quantidade embarcada quanto as condições de preço vigentes no mercado internacional.
Quantidade e receita, porém, medem coisas diferentes. O crescimento de 75,6% citado para as duas primeiras semanas se refere ao ritmo físico de embarques em toneladas, enquanto o valor financeiro pode variar também com o preço médio de cada carga e com o câmbio.
Petróleo ganhou peso decisivo na balança comercial brasileira
O óleo bruto passou a disputar as primeiras posições entre os produtos exportados pelo Brasil. A combinação de grandes reservas do pré-sal, produtividade elevada e expansão de plataformas transformou o setor em uma fonte relevante de dólares e de superávit comercial.
Em agosto de 2026, antes da aceleração observada em setembro, o país já havia exportado aproximadamente 8,4 milhões de toneladas de petróleo bruto, segundo dados consolidados do comércio exterior. O valor dessas vendas ficou próximo de US$ 4,83 bilhões.
Navios petroleiros conectam produção offshore a refinarias estrangeiras
Grande parte do petróleo produzido no mar segue para terminais e navios capazes de transportar cargas de centenas de milhares ou milhões de barris. A logística depende de FPSOs, dutos, embarcações de apoio, terminais e petroleiros, formando uma cadeia que vai do poço até o comprador internacional.
O crescimento das exportações também aumenta a importância de portos, terminais e capacidade de armazenamento. Gargalos logísticos podem limitar a velocidade dos embarques mesmo quando há produção suficiente, enquanto novas infraestruturas ajudam a sustentar volumes maiores.
China e outros grandes compradores seguem estratégicos
A China permanece entre os principais destinos do petróleo brasileiro, mas o país também envia cargas para Europa, Estados Unidos e outros mercados. A diversificação de compradores reduz a dependência de um único destino e permite aproveitar diferenças de preço entre regiões.
A competitividade brasileira depende ainda de frete, qualidade do óleo, distância até as refinarias e condições do mercado global. Mudanças geopolíticas, sanções, guerras e decisões da Opep+ podem alterar rapidamente o valor e a rota das cargas.
Setembro pode consolidar novo patamar para o petróleo brasileiro
Os 5,25 milhões de toneladas embarcados em duas semanas mostram como a expansão do pré-sal está se traduzindo em comércio exterior. O fechamento mensal dirá se o ritmo de 75,6% acima do ano anterior será mantido ou moderado pelas últimas semanas de setembro.
Mesmo antes do resultado definitivo, a combinação de produção recorde e embarques acelerados confirma o peso crescente do petróleo na economia brasileira. Você acredita que o país deveria ampliar ainda mais a produção para exportação ou direcionar uma parcela maior para refino interno? Deixe sua opinião nos comentários.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Noel Budeguer.

