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Funcionária de 72 anos participa durante nove anos do bolão do trabalho, falta justamente no dia em que os colegas ganham US$ 16 milhões, afirma que outro empregado adiantou seu US$ 1, devolve o valor e recorre à Justiça quando o grupo se recusa a dividir o prêmio
Escrito por Maria Heloisa Barbosa Borges
Publicado em 01/09/2026 às 17:12
Atualizado em 01/09/2026 às 17:13
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Jeanette French, de 72 anos, participava havia nove anos de um bolão entre colegas na Flórida quando o grupo ganhou US$ 16 milhões sem ela presente. Seu advogado afirma que outro funcionário adiantou seu US$ 1, valor devolvido, mas os colegas recusaram dividir o prêmio e ela processou o grupo.
Jeanette French, de 72 anos, participava havia nove anos de um bolão semanal formado por funcionários do Hacienda Hills Country Club, em Villages, na Flórida. No dia em que o grupo acertou a loteria e ganhou US$ 16 milhões, ela não estava na loja de golfe onde os colegas trabalhavam e acabou excluída da divisão do prêmio.
As informações foram publicadas pela ABC News em 27 de dezembro de 2010, em reportagem de Olivia Katrandjian. Segundo o advogado de French, Tom Culmo, outro funcionário havia se comprometido a colocar o US$ 1 correspondente à participação dela naquela semana, como colegas já faziam em outras ocasiões.
Jeanette participava do bolão havia nove anos
O grupo mantinha uma rotina semanal de apostas.
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Durante nove anos, Jeanette contribuía com US$ 1 por semana para que os funcionários reunissem o dinheiro e comprassem bilhetes da loteria da Flórida.
Colegas costumavam adiantar US$ 1 uns para os outros
A ausência de um integrante não significava necessariamente ficar fora da aposta.
Tom Culmo afirmou à ABC News que, em ocasiões anteriores, quando alguém não podia entregar o dólar naquele momento, outro colega adiantava o valor.
Segundo o advogado, esse mesmo costume teria sido aplicado a Jeanette na semana do prêmio.
Outro funcionário teria colocado o dólar de Jeanette
Culmo afirmou que sua cliente havia conversado com um dos colegas antes da aposta.
Segundo ele, o funcionário disse que colocaria US$ 1 por Jeanette, garantindo a participação dela no grupo daquela semana.
Essa versão se tornou central na disputa posterior.
Grupo ganhou US$ 16 milhões sem Jeanette estar presente
Jeanette não estava na loja de golfe quando os colegas descobriram que o bolão havia acertado o prêmio máximo.
A aposta vencedora rendeu US$ 16 milhões na loteria da Flórida.
Jeanette devolveu o dólar na manhã de quinta-feira
Segundo o advogado, Jeanette devolveu posteriormente o dinheiro que havia sido adiantado.
Ela teria entregue o US$ 1 na manhã de quinta-feira e recebido o bilhete para verificar se a aposta havia sido premiada.
Bilhete foi devolvido depois da conferência
Após perceber que o grupo tinha ganhado, Jeanette devolveu o bilhete.
Culmo afirmou que ela não imaginava que entregar novamente o comprovante significaria deixar de ser considerada integrante do bolão naquela aposta.
Colegas recusaram dividir o prêmio com ela
O conflito surgiu quando os demais integrantes afirmaram que Jeanette não teria direito a parte do dinheiro.
Segundo a versão apresentada pelo grupo, ela não havia contribuído para o valor total usado na aposta vencedora.
Jeanette discordou e decidiu recorrer à Justiça.
Advogado pediu bloqueio emergencial do prêmio
A primeira medida judicial buscou impedir que todo o valor fosse distribuído antes da solução da disputa.
Culmo afirmou que apresentou um pedido de liminar de emergência para bloquear o pagamento dos US$ 16 milhões.
Tribunal concedeu a liminar
A Justiça aceitou inicialmente o pedido feito pela defesa de Jeanette.
Com a liminar, a distribuição do prêmio ficou condicionada ao andamento da disputa entre a funcionária e os demais integrantes do grupo.
Sete vencedores contrataram advogado
Na sequência, os outros integrantes do bolão passaram a atuar formalmente no processo.
Segundo Culmo, os sete vencedores restantes contrataram um advogado e iniciaram negociações sobre como parte do dinheiro poderia ser liberada enquanto o caso continuava.
Acordo permitiu liberar 1/8 para cada vencedor
As partes chegaram a um acordo provisório para que os integrantes não precisassem esperar o fim de todo o processo para receber parte do prêmio.
Culmo informou que cada um dos demais vencedores poderia receber 1/8 do valor.
Parte do dinheiro ficou retida em conta fiduciária
A quantia disputada por Jeanette não seria imediatamente entregue a nenhum dos lados.
Segundo o advogado, 8% restantes permaneceriam em uma conta fiduciária até que houvesse uma solução entre as partes ou uma decisão judicial determinando quem deveria receber o dinheiro.
Processo passou a discutir se o dólar adiantado garantia participação
O ponto central deixou de ser apenas quem entregou fisicamente o dinheiro antes da aposta.
A defesa de Jeanette sustentava que havia uma prática anterior entre os funcionários de adiantar valores uns para os outros e que um colega havia feito exatamente isso por ela naquela semana.
O grupo, por outro lado, recusou a divisão alegando que ela não havia contribuído para o montante usado na compra dos bilhetes.
Disputa ficou sem solução definitiva na época da reportagem
Quando a ABC News publicou o caso, a questão ainda não havia sido definitivamente resolvida.
Parte do prêmio foi liberada aos demais integrantes conforme o acordo alcançado, enquanto o valor reservado permaneceu em conta fiduciária à espera de uma solução ou determinação judicial.
Na sua opinião, se um bolão tem o costume de adiantar a contribuição de colegas ausentes, Jeanette deveria ser considerada participante da aposta vencedora mesmo sem ter entregue pessoalmente o US$ 1 antes do sorteio? Deixe sua opinião nos comentários.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Maria Heloisa Barbosa Borges.

