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Gigante do petróleo Exxon Mobil corta 2 mil funcionários em reestruturação global, fecha escritórios na União Europeia e concentra parte das demissões na Europa e no Canadá, mas mantém investimentos ao construir novo centro tecnológico na Bélgica em meio à pressão de custos e à queda do barril
Escrito por Carla Teles
Publicado em 07/09/2026 às 16:57
Atualizado em 07/09/2026 às 16:58
Economia
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A Exxon Mobil mantém um plano de reestruturação que prevê 2 mil cortes de empregos, fechamento de escritórios menores na União Europeia e maior impacto na Europa e no Canadá, enquanto constrói centro de tecnologia em Antuérpia, na Bélgica, diante da queda do petróleo e da pressão por eficiência operacional.
A Exxon Mobil mantém em 2026 uma reestruturação global que prevê a eliminação de cerca de 2 mil postos de trabalho, equivalente a aproximadamente 3% a 4% de sua força de trabalho. Os cortes atingem principalmente operações na Europa e no Canadá e serão acompanhados pelo fechamento de escritórios menores na União Europeia até o fim de 2027.
Segundo ND Mais em 7 de setembro de 2026, o plano havia sido divulgado inicialmente pela companhia em setembro de 2025. A reorganização combina redução de custos, concentração de equipes e fechamento de unidades administrativas com a construção de um novo Centro de Tecnologia Europeu na Bélgica.
Exxon Mobil prevê corte de 2 mil postos em diferentes países
O plano da Exxon Mobil alcança aproximadamente 2 mil empregos em escala global. A empresa vinha operando com cerca de 61 mil funcionários ao fim de 2024, segundo documentos regulatórios mencionados na reportagem.
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Paulo Nogueira
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A redução representa uma parcela limitada do quadro global em termos percentuais, mas ganha dimensão pela concentração regional. Europa e Canadá aparecem como os principais focos das demissões previstas, enquanto os Estados Unidos não têm cortes de empregos anunciados nesse plano.
Europa terá cerca de 1.200 postos eliminados até 2027
Parte importante da reestruturação será executada gradualmente. Cerca de 1.200 postos de trabalho deverão desaparecer na Noruega e na União Europeia até o final de 2027.
O cronograma indica que a reorganização não se resume a uma rodada imediata de desligamentos. A Exxon Mobil pretende reduzir estruturas ao longo dos próximos meses enquanto redesenha sua presença corporativa no continente europeu.
Canadá também concentra parte expressiva das demissões
O plano inclui trabalhadores da Imperial Oil, produtora canadense da qual a Exxon Mobil é acionista majoritária.
Segundo os dados apresentados, a operação canadense responde por aproximadamente metade das demissões confirmadas globalmente. Isso coloca o Canadá ao lado da Europa entre as regiões mais afetadas pela reestruturação.
Estados Unidos ficam fora dos cortes previstos
Apesar de a Exxon Mobil ser a maior produtora de petróleo dos Estados Unidos, o plano apresentado não prevê demissões no país.
Essa diferença mostra que a companhia está concentrando a reorganização principalmente em mercados onde identifica oportunidades de consolidar escritórios ou rever estruturas administrativas. A distribuição dos cortes, portanto, não é uniforme entre todas as regiões onde o grupo atua.
Escritórios menores serão fechados na União Europeia
Uma das medidas centrais é a redução da rede de escritórios. A Exxon Mobil pretende fechar instalações menores espalhadas pela União Europeia e reunir equipes em estruturas consideradas mais eficientes.
A empresa afirma que sua rede global foi criada ao longo de décadas sob condições diferentes das atuais. Com a reorganização, a intenção é concentrar funcionários e aproximar equipes dentro do modelo operacional adotado pelo grupo.
Bélgica receberá novo centro tecnológico
Ao mesmo tempo em que reduz postos e fecha escritórios, a companhia mantém investimentos físicos na Europa. Um novo Centro de Tecnologia Europeu será instalado em Antuérpia, na Bélgica.
O projeto funcionará em um novo escritório dentro do complexo da refinaria da Exxon Mobil na cidade. A unidade deverá receber grande parte dos funcionários atualmente baseados em Bruxelas.
Reestruturação não significa retirada completa da Europa
A construção do centro tecnológico evidencia que a estratégia não representa uma saída integral do continente europeu.
Em vez disso, a companhia está substituindo uma rede mais pulverizada por operações concentradas em menos locais, combinando cortes administrativos com investimentos em instalações consideradas estratégicas.
Pressão de custos pesa sobre decisões da Exxon Mobil
A companhia associa a reorganização à necessidade de controlar despesas em um momento de maior pressão sobre os resultados do setor petrolífero.
O objetivo declarado é aumentar a eficiência operacional e reduzir custos estruturais. A Exxon Mobil tenta reorganizar sua presença global em um período no qual a rentabilidade das petroleiras enfrenta novas pressões.
Queda do petróleo aumenta pressão sobre o setor
O ambiente de preços também ajuda a explicar a decisão. Segundo a reportagem, o petróleo Brent acumulava queda de aproximadamente 10,5% no ano.
Uma das razões citadas foi o aumento da produção promovido pelo grupo OPEP+, combinado a incertezas sobre a demanda mundial. Menores preços do petróleo podem limitar receitas e elevar a pressão por cortes de despesas em empresas do setor.
Ambiente regulatório europeu também entrou no cálculo
A Exxon Mobil citou ainda o ambiente regulatório da Europa como um dos elementos considerados na transformação de suas operações.
O presidente da Exxon Mobil Europe, Philippe Ducom, classificou o cenário empresarial e regulatório europeu como desafiador e afirmou que a reorganização ajudaria a companhia a competir futuramente.
Regras ambientais europeias são alvo de críticas da empresa
O CEO Darren Woods também intensificou críticas à legislação europeia relacionada à sustentabilidade corporativa.
Entre os pontos mencionados estão normas capazes de impor multas de até 5% das vendas globais a empresas que descumpram determinadas exigências ambientais em suas cadeias de suprimentos. Esse contexto foi citado pela companhia como parte do ambiente enfrentado no continente.
Exxon Mobil não é a única petroleira reduzindo pessoal
A reorganização ocorre em um cenário mais amplo de cortes na indústria internacional de petróleo e gás. Outras grandes companhias também anunciaram reduções significativas de funcionários.
A Chevron informou um plano que pode cortar até 20% de sua força de trabalho global, enquanto a ConocoPhillips anunciou redução entre 20% e 25%. As medidas mostram que a busca por eficiência não está restrita à Exxon Mobil.
Setor de petróleo também perdeu empregos nos Estados Unidos
Dados mencionados pela reportagem mostram que o mercado de trabalho petrolífero americano também enfrenta ajustes, mesmo que a Exxon Mobil não tenha incluído os Estados Unidos em seus próprios cortes.
No primeiro semestre, o mercado do Texas registrou perda de 4.700 empregos ligados à produção de petróleo e gás. A atividade petrolífera em estados produtores também apresentou leve retração em levantamento do Fed de Dallas.
Cortes convivem com investimentos em tecnologia
O aspecto mais marcante do plano é a coexistência entre redução de pessoal e novos investimentos. A Exxon Mobil fecha escritórios e elimina milhares de empregos, mas simultaneamente prepara uma estrutura tecnológica na Bélgica.
Esse contraste mostra que a estratégia não consiste simplesmente em reduzir o tamanho da companhia. O movimento busca mudar onde e como as equipes operam, concentrando determinadas funções enquanto elimina estruturas consideradas menos eficientes.
Exxon Mobil reorganiza estrutura enquanto setor enfrenta petróleo mais barato
A Exxon Mobil entra nessa etapa da reestruturação tentando equilibrar três frentes: redução de custos, adaptação ao ambiente europeu e manutenção de investimentos considerados estratégicos. Até o final de 2027, a empresa prevê menos escritórios e milhares de postos eliminados, mas uma nova estrutura tecnológica funcionando em Antuérpia.
O caso mostra como grandes empresas do petróleo podem demitir em uma região e continuar investindo bilhões ou construindo novas estruturas em áreas consideradas prioritárias, mesmo sob pressão sobre preços e lucros. Para você, faz sentido uma multinacional cortar 2 mil postos enquanto investe em novos centros tecnológicos, ou esse tipo de reorganização deveria priorizar a manutenção dos empregos? Deixe sua opinião nos comentários.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Carla Teles.

