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Homem pescando fisga item incomum em rio: um carro roubado que estava submerso há mais de 50 anos, a 5 metros de profundidade, exige 7 horas de operação e mobiliza mais de 50 pessoas
Escrito por Alisson Ficher
Publicado em 12/09/2026 às 23:11
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O Opel Manta localizado por um pescador no fundo do Danúbio foi retirado com apoio de equipes de emergência e um guindaste. Décadas de corrosão deixaram o veículo tão frágil que uma nova movimentação pode comprometer o que resta da estrutura.
O Opel Manta retirado do Rio Danúbio depois de ser localizado por um pescador permanece exposto na Oldtimerfabrik Classic, em Neu-Ulm, no sul da Alemanha. O veículo não será restaurado porque décadas debaixo d’água deixaram sua estrutura severamente enfraquecida.
Bence Szabo encontrou o automóvel em maio deste ano, perto de Oberelchingen, enquanto usava um pequeno sonar para observar peixes, vegetação e características do fundo do rio. O equipamento registrou uma forma diferente daquilo que ele normalmente procurava.
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Paulo Nogueira
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Sonar revelou carro a cinco metros de profundidade
Na tela apareciam contornos compatíveis com um automóvel, incluindo partes semelhantes a capô, teto e janelas. Szabo percebeu que havia um veículo a aproximadamente cinco metros de profundidade e acionou a polícia.
A Polícia da Baviera informou que agentes de Neu-Ulm foram enviados ao local com bombeiros voluntários de Oberelchingen e Thalfingen e equipes de resgate aquático. Mergulhadores confirmaram a presença do carro no ponto indicado pelo sonar.
A retirada exigiu uma estrutura maior. O Technisches Hilfswerk (THW), serviço federal alemão de assistência técnica, entrou na operação porque sua unidade de Neu-Ulm dispunha de um guindaste capaz de içar o automóvel do leito do Danúbio.
Mais de 50 pessoas trabalharam por mais de sete horas na operação, conforme os dados divulgados pela polícia. Coberto por lama e afetado pela corrosão, o carro precisava ser movimentado com cuidado por causa do estado debilitado da carroceria.
Quando o veículo chegou à superfície, foi identificado como um Opel Manta com fabricação estimada em torno de 1970. A polícia avaliou que o automóvel provavelmente permanecera submerso no Danúbio por mais de meio século.
Depoimento ligou o Manta a um roubo em 1972
Depois da retirada, restava esclarecer quem havia sido o proprietário e como o carro terminara no rio. A investigação enfrentava uma dificuldade adicional porque registros policiais daquela época não estavam disponíveis nos sistemas atuais.
Uma testemunha procurou a polícia e apresentou a principal pista sobre o passado do automóvel. Ela declarou que o Manta havia pertencido ao homem com quem era casada na época e relatou que o veículo foi roubado em 1972.
O antigo marido era norte-americano e retornou aos Estados Unidos ainda naquela década. O depoimento ajudou a reconstruir parte da trajetória do carro, mas não esclareceu quem teria cometido o roubo nem de que maneira o Manta acabou no fundo do Danúbio.
A passagem de mais de 50 anos dificultou a confirmação documental desse relato. Reportagem da Tagesschau, com informações do SWR informou que o antigo proprietário não foi localizado e que os arquivos policiais analógicos necessários para confrontar a história com registros da época já não estão disponíveis.
O relato sobre o roubo em 1972, portanto, fornece a principal explicação conhecida para a origem do carro, mas não resolve as circunstâncias de sua chegada ao rio. Também permaneceu pendente a identificação formal de quem poderia reivindicar direitos sobre o automóvel.
Corrosão impede restauração do veículo
Décadas debaixo d’água modificaram profundamente a carroceria. Lama cobria grande parte do Manta quando ele foi içado, enquanto a água e a corrosão haviam consumido materiais e enfraquecido a estrutura a ponto de tornar delicada qualquer nova movimentação.
A chuva que caiu depois da retirada removeu parte do sedimento acumulado e deixou visível a pintura amarela do automóvel. O teto curvo também sofreu danos durante a operação, acrescentando novas deformações às provocadas pelo longo período de submersão.
Peter Wirsching, responsável pela Oldtimerfabrik Classic, explicou que o estado do carro praticamente impede outro transporte. Uma nova mudança de local poderia fazer o que resta da estrutura se desintegrar, razão pela qual o Manta não será restaurado.
O automóvel passou a receber visitantes interessados no modelo e nas circunstâncias da descoberta. O cupê pertence à primeira geração do Manta, apresentada pela Opel em 1970, informação compatível com a estimativa feita após a retirada sobre a época de fabricação do exemplar.
A exposição também trouxe problemas. A Tagesschau relatou que pessoas chegaram a cortar partes dos pneus à procura de um suposto ouro escondido no veículo, enquanto emblemas e a identificação “1900” desapareceram depois que o carro ficou acessível.
Bence Szabo, o pescador que encontrou o automóvel com o sonar, também visitou a Oldtimerfabrik e indicou que o Manta deveria permanecer no local. A polícia mencionou ainda que uma eventual reivindicação sobre o veículo poderia envolver parte dos custos da operação realizada para retirá-lo do Danúbio.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Alisson Ficher.
