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Confeiteiro japonês chega aos 92 anos trabalhando todos os dias, abre a massa das tortas à mão, recebe 40 caixas de maçãs de uma vez e vende cada unidade por 230 ienes, mesmo após retirar o estômago, enfrentar problemas nos pulmões, audição e visão e quase desistir depois da morte da esposa
Escrito por Carla Teles
Publicado em 12/09/2026 às 23:33
Atualizado em 12/09/2026 às 23:34
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Aos 92 anos, o confeiteiro japonês continua trabalhando na loja da família, abre manualmente a massa das tortas, recebe 40 caixas de maçãs de uma vez e mantém a rotina mesmo com problemas nos pulmões, audição e visão, depois de quase abandonar o negócio familiar com a morte da esposa.
Um confeiteiro japonês que estava prestes a completar 92 anos continuava participando diariamente da produção de doces na loja da família, preparando massas à mão, trabalhando com grandes quantidades de maçãs e seguindo receitas que aprendeu ao longo de décadas. Ele próprio afirma ter nascido em 1932.
Segundo vídeo publicado pelo canal Japanese Food Craftsman, no YouTube, em 3 de setembro de 2023, o confeiteiro mostra sua rotina na loja da família, fala sobre saúde, memória, trabalho e receitas e relembra que chegou a pensar em desistir após a morte da esposa, mas decidiu continuar depois da reação do filho.
Confeiteiro ainda abre a massa das tortas à mão
Uma das tarefas que ele continua realizando é justamente uma das mais físicas da produção: abrir a massa das tortas. Mesmo com a idade avançada, o confeiteiro prefere trabalhar manualmente, usando força e técnica para alcançar a espessura desejada.
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A escolha não aparece apenas como hábito. Ele explica que acredita que determinadas máquinas pressionariam a massa dos dois lados e poderiam alterar o comportamento da manteiga. Por isso, sustenta que o trabalho manual produz o resultado que procura nas tortas.
Massa fria exige força mesmo aos 92 anos
Durante a preparação, o próprio idoso reconhece que a massa fria fica dura e exige esforço. Em determinado momento, outra pessoa se oferece para assumir parte da tarefa, mostrando que a família adapta o trabalho às condições dele.
A lógica, segundo os familiares, é deixar que o confeiteiro participe principalmente das atividades que ainda consegue realizar com segurança. Quando há mais trabalho ou períodos de maior movimento, outras pessoas próximas ajudam na produção.
Loja recebe 40 caixas de maçãs de uma só vez
As tortas de maçã ocupam espaço importante na rotina da confeitaria. O idoso afirma que a qualidade da fruta varia conforme a época e demonstra preferência pelas maçãs de novembro, que considera mais adequadas para o sabor que procura.
Quando os pedidos chegam, a escala chama atenção. A confeitaria recebe 40 caixas de maçãs de uma vez, quantidade que surpreende até os funcionários responsáveis pelas entregas e transforma o simples trabalho de descascar as frutas em uma tarefa demorada.
Tortas são preparadas para venda no mesmo dia
Depois do preparo, os produtos passam por resfriamento, embalagem e fechamento dos sacos com um selador operado pelo pé. O equipamento, segundo o relato, já estava na loja havia muitos anos.
As tortas são vendidas no próprio dia em que são produzidas. A rotina mantém características artesanais e reforça a proposta descrita pelo confeiteiro como a de uma confeitaria simples, diferente das lojas mais sofisticadas.
Memória faz receitas ficarem anotadas ao lado da bancada
A idade também trouxe mudanças práticas. O idoso reconhece que sua memória já não é a mesma e, para reduzir o risco de esquecer ingredientes ou etapas, consulta anotações enquanto prepara algumas receitas.
Em um dos momentos da gravação, ele verifica os ingredientes antes de continuar o preparo de donuts. A estratégia permite que permaneça ativo mesmo reconhecendo as limitações que passaram a fazer parte da rotina.
Pulmões, audição e visão já causam dificuldades
Ao falar diretamente sobre a própria saúde, o confeiteiro não tenta esconder os problemas. Ele relata dificuldades nos pulmões, afirma que não ouve bem e também menciona limitações na visão.
Mesmo assim, diz que continuar trabalhando faz diferença na forma como percebe o tempo. Para ele, passar o dia sem fazer nada seria muito mais difícil do que manter uma rotina tranquila de trabalho, porque as horas passam rapidamente enquanto está ocupado.
Cada dia da semana mantém um doce diferente
A confeitaria fecha às segundas e terças-feiras. Nos demais dias, a produção segue uma organização que inclui diferentes especialidades, como canelé e pudim em dias determinados.
Segundo o idoso, essa rotina de oferecer produtos diferentes ao longo da semana existe há cerca de 50 anos. A longevidade desse modelo ajuda a mostrar como receitas e hábitos foram mantidos mesmo com mudanças na família e na própria loja.
Filho, nora e neto passaram a dividir a rotina da confeitaria
Hoje, o trabalho não depende apenas dele. O filho, a nora e o neto aparecem envolvidos na operação, formando uma estrutura familiar que permite ao idoso continuar participando sem assumir sozinho todas as tarefas.
O confeiteiro demonstra satisfação ao falar deles e afirma sentir que é cuidado pela própria família. Para os parentes, manter pessoas próximas por perto também traz tranquilidade quando ele está trabalhando na loja.
História com os doces começou há cerca de 50 anos
O idoso conta que participou de um curso de palestras aproximadamente cinco décadas atrás e que o aprendizado daquele período acabou contribuindo para sua entrada no universo da cozinha.
Com o passar dos anos, a atividade deixou de ser apenas uma experiência e se transformou em parte central de sua vida. Décadas depois, ele ainda aparece preparando massas, verificando receitas e recebendo clientes pessoalmente.
Morte da esposa quase encerrou a trajetória na loja
A esposa também fez parte dessa história. Depois que ela morreu, o idoso conta que pensou seriamente em abandonar a confeitaria, especialmente em um período em que o negócio também passava por mudanças.
A reação do filho pesou na decisão. Ao perceber a frustração dele diante da possibilidade de encerramento, o confeiteiro decidiu continuar por mais algum tempo e manter a produção mesmo após a mudança da loja para outro local.
Mudança de endereço trouxe dúvida sobre retorno dos clientes
Assista o vídeo
A transferência da confeitaria criou outra incerteza: ele não sabia se os antigos clientes estariam dispostos a viajar até o novo endereço. O receio era de que a mudança afastasse justamente o público construído durante tantos anos.
A gravação mostra, porém, consumidores retornando e relatando que já conheciam os produtos da loja anterior. Alguns clientes dizem ter esperado a oportunidade de voltar a comprar as tortas depois da mudança.
Confeiteiro diz que trabalha também para fazer o dia passar
Aos 92 anos, a atividade deixou de ser explicada apenas por dinheiro ou produtividade. O próprio idoso afirma que produzir doces em um ritmo tranquilo é uma maneira de ocupar o tempo e continuar se movimentando.
Ele reconhece que o modelo da confeitaria não foi montado para maximizar lucro e descreve os próprios bolos como produtos simples, feitos para serem acessíveis às famílias. Para o confeiteiro, continuar trabalhando parece ter se tornado tão importante quanto continuar vendendo.
Rotina de quase cinco décadas continua dentro da família
Entre massas abertas à mão, receitas consultadas em anotações e dezenas de caixas de maçãs chegando de uma só vez, o confeiteiro mantém uma rotina construída ao longo de décadas e agora compartilhada com filho, nora e neto.
Mesmo enfrentando problemas de saúde e tendo cogitado parar depois da morte da esposa, ele decidiu permanecer na cozinha. O que mais chama sua atenção nessa história: continuar trabalhando aos 92 anos, ainda preparar as tortas manualmente ou ter retomado a confeitaria depois de pensar em desistir? Conte nos comentários.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Carla Teles.
