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Jovem que perdeu completamente a visão supera barreiras, forma-se em Direito e entra para a história como a primeira mulher cega a atuar na Suprema Corte da Índia
Escrito por Caio Aviz
Publicado em 12/09/2026 às 09:59
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A advogada perdeu totalmente a visão devido à Retinopatia da Prematuridade, conseguiu aprovação no CLAT, entrou na NLSIU e fez sua primeira atuação na Suprema Corte da Índia em 6 de junho de 2025
Aanchal Bhateja entrou na Suprema Corte da Índia em 6 de junho de 2025 para realizar sua primeira atuação diante do principal tribunal do país. A estreia marcou um acontecimento histórico em sua trajetória profissional.
Naquela data, Aanchal tornou-se a primeira mulher cega a argumentar um caso perante a Suprema Corte indiana. O feito ocorreu depois de uma caminhada marcada pela perda completa da visão, estudos e formação jurídica.
A advogada nasceu com visão reduzida devido a complicações no nascimento e posteriormente perdeu totalmente a capacidade de enxergar por causa da Retinopatia da Prematuridade. Mesmo diante da mudança, ela continuou os estudos e chegou ao Direito.
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A perda completa da visão aconteceu pouco antes dos exames escolares
Aanchal conviveu com baixa visão desde o nascimento. A condição estava relacionada a complicações ocorridas ainda no período neonatal e posteriormente evoluiu até a perda completa da capacidade visual.
A causa foi a Retinopatia da Prematuridade, conhecida pela sigla ROP. A perda total da visão aconteceu pouco antes de seus exames escolares, criando um obstáculo adicional naquele momento da formação.
Ela, porém, não abandonou os estudos. A continuidade da vida acadêmica acabou permitindo que Aanchal avançasse para uma das etapas mais importantes de sua trajetória educacional.
Aprovação no CLAT abriu caminho para a formação jurídica
O passo seguinte foi enfrentar o Common Law Admission Test, o CLAT, processo utilizado para selecionar estudantes para importantes instituições de Direito na Índia.
Aanchal conseguiu aprovação e conquistou uma vaga na National Law School of India University, a NLSIU, em Bengaluru.
Com a admissão, ela se tornou a primeira estudante com deficiência visual a ingressar na instituição. O resultado colocou Aanchal dentro de uma das principais etapas de sua formação profissional.
A passagem pela universidade preparou o caminho que posteriormente a levaria à advocacia e, anos depois, à Suprema Corte da Índia.
Primeira atuação na Suprema Corte ocorreu em junho de 2025
O momento mais marcante dessa trajetória profissional aconteceu em 6 de junho de 2025. Aanchal compareceu à Suprema Corte para realizar sua primeira argumentação perante o tribunal.
Ela representou o autor de uma ação relacionada ao processo de recrutamento do Uttarakhand Judicial Service.
A discussão envolvia especificamente a seleção para o cargo de Civil Judge – Junior Division. O processo havia sido especialmente listado para análise naquela data.
Assim, a estreia de Aanchal diante da Suprema Corte ocorreu durante um caso ligado diretamente ao acesso a uma carreira dentro do sistema judicial indiano.
Atuação transformou a estreia em um marco no Judiciário indiano
A primeira participação de Aanchal na Suprema Corte chamou atenção porque ela se tornou a primeira mulher cega a argumentar um caso perante o tribunal.
O acontecimento reuniu, no mesmo dia, sua estreia profissional naquela corte e um marco relacionado à presença de pessoas com deficiência no sistema jurídico.
A trajetória anterior ajuda a dimensionar o significado daquele momento. Antes de chegar ao tribunal, Aanchal precisou continuar os estudos depois de perder completamente a visão e posteriormente conquistar uma vaga no ensino jurídico.
Trajetória passou da perda da visão à principal corte da Índia
O caminho de Aanchal Bhateja foi construído em diferentes etapas. Primeiro veio a perda completa da visão provocada pela Retinopatia da Prematuridade. Depois, a continuidade dos estudos abriu espaço para objetivos acadêmicos maiores.
A aprovação no CLAT permitiu o ingresso na NLSIU, onde ela se tornou a primeira estudante com deficiência visual admitida pela instituição.
Mais tarde, a formação jurídica a levou à advocacia. Em 6 de junho de 2025, essa sequência alcançou a Suprema Corte da Índia.
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Caso passou a representar inclusão e oportunidade dentro do Direito
A história de Aanchal reúne educação, formação profissional e inclusão em uma mesma trajetória. A perda da visão não interrompeu sua passagem pela escola, pelo processo seletivo universitário e posteriormente pela carreira jurídica.
Sua primeira atuação na Suprema Corte mostrou até onde esse percurso chegou. O episódio foi registrado em informações divulgadas por The Better India, The Logical Indian e pela Suprema Corte da Índia.
O caso também colocou em evidência a importância de oportunidades para pessoas com deficiência dentro das carreiras jurídicas, sem alterar o critério central de formação e qualificação profissional.
Você considera que a trajetória de Aanchal Bhateja pode incentivar maior inclusão de pessoas com deficiência nas carreiras jurídicas? Deixe sua opinião e compartilhe a história.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Caio Aviz.

