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Mergulhador afunda mais de 30 barcos aposentados no mar da Europa e transforma fundo arenoso em enorme paraiso para peixes, polvos, lagostas e outras espécies
Escrito por Romário Pereira de Carvalho
Publicado em 10/09/2026 às 13:51
Atualizado em 10/09/2026 às 13:55
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Criado a partir de uma ideia do mergulhador Eric Shaw, o projeto começou em 1973, transformou embarcações descartadas em estruturas submarinas e hoje abriga peixes, polvos, moreias, lagostas e outros organismos marinhos locais em Gibraltar
O recife artificial de Gibraltar começou a tomar forma em 1973, após uma proposta do mergulhador Eric Shaw para criar novos abrigos em áreas arenosas do fundo do mar. Desde então, mais de 30 embarcações foram intencionalmente submersas para favorecer a colonização por organismos marinhos.
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Recife artificial de Gibraltar começou após testes com pneus e pedras
A ideia surgiu diante das características do fundo marinho próximo a Gibraltar. Grandes áreas de areia ofereciam menos superfícies rígidas, cavidades e espaços protegidos onde organismos pudessem se instalar e animais encontrassem abrigo.
Eric Shaw pretendia criar uma espécie de “oásis” submarino. Segundo declaração dele citada pelo jornal britânico The Guardian, essas estruturas permitiriam que espécies marinhas se estabelecessem, reproduzissem e colonizassem a área.
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Antes dos barcos, foram realizados testes com pneus presos por correntes. A solução, porém, não funcionou como esperado, porque os pneus podiam ser deslocados pelas correntes ou acabar enterrados pela areia.
Pedras também foram testadas. Posteriormente, embarcações que já não eram necessárias passaram a ser consideradas uma alternativa mais eficiente para criar estruturas permanentes no fundo do mar.
Duas barcaças afundadas em 1974 deram início ao projeto
Os primeiros barcos utilizados foram doados localmente para os testes. Em 1974, duas barcaças foram intencionalmente afundadas em Camp Bay, operação apontada como responsável pela criação do primeiro recife artificial da Europa.
O projeto continuou nas décadas seguintes. Mais de 30 embarcações acabaram submersas, ampliando a quantidade de estruturas disponíveis para servir como superfície de colonização e área de proteção para diferentes formas de vida.
Os cascos criaram estruturas tridimensionais em áreas anteriormente dominadas pela areia. Cavidades e espaços internos passaram a funcionar como abrigos para animais menores, enquanto partes externas puderam ser ocupadas por algas e outros organismos.
Barcos submersos atraem peixes, polvos, lagostas e outras espécies
Com maior disponibilidade de alimento e abrigo, diferentes peixes e invertebrados passaram a frequentar os pontos onde estão os naufrágios que formam o recife artificial de Gibraltar.
Os locais são associados atualmente à presença de atuns, polvos, moreias, congros, lagostas e caranguejos.
A diversidade encontrada em torno das embarcações também tornou esses pontos conhecidos entre mergulhadores.
Um dos exemplos é o Sea Hawk, embarcação de madeira com 25 metros de comprimento. O barco foi afundado em meados de 2002 e permanece a uma profundidade de 27 metros.
Mais de três décadas depois dos primeiros testes, o conjunto de embarcações passou a representar uma extensa rede de superfícies rígidas e espaços protegidos no ambiente marinho de Gibraltar.
Esta matéria foi elaborada com base nas informações do material fornecido e em declarações de Eric Shaw citadas pelo The Guardian, com dados, números e declarações preservados conforme o conteúdo consultado.
Fonte
https://www.diariodolitor
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Romário Pereira de Carvalho.

