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Muro colossal se estende por centenas de quilômetros na Cisjordânia, atravessa uma das regiões mais disputadas do mundo e transforma décadas de conflito territorial em uma enorme divisão física
Escrito por Romário Pereira de Carvalho
Publicado em 09/09/2026 às 21:24
Atualizado em 09/09/2026 às 21:26
Geopolítica
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Estrutura se estende por centenas de quilômetros, corta áreas de fronteira e transforma uma divisão política em barreira física, enquanto sua expansão permanece cercada por disputas, críticas e debates sobre segurança, território, circulação de pessoas e impactos para comunidades locais
A construção do muro na Cisjordânia, iniciada nos anos 2000 por Israel, avança por centenas de quilômetros e divide o território no centro do conflito israelense-palestino, alterando a rotina de comunidades locais e gerando questionamentos na Corte Internacional de Justiça sobre suas implicações políticas e humanitárias.
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Estrutura física e variações do muro na Cisjordânia
A obra assume diferentes formatos físicos ao longo do terreno em que foi instalada. Em determinados trechos, o sistema é composto por cercas, vias para patrulhamento e obstáculos variados.
Nas áreas urbanas, a estrutura ganha a forma de um muro gigantesco composto por enormes placas de concreto alinhadas que parecem desaparecer no horizonte, transformando a paisagem local.
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Origem histórica e justificativas de segurança
O início das obras ocorreu no começo dos anos 2000, durante o período da Segunda Intifada. Israel alega que a medida visava criar uma proteção física para impedir a entrada de autores de atentados em seu território.
Por outro lado, o projeto passou a ser alvo de forte controvérsia internacional. O principal motivo é o avanço de partes do trajeto para o interior da Cisjordânia, em vez de seguir totalmente a Linha Verde.
Essa referência da Linha Verde está associada às fronteiras anteriores à Guerra dos Seis Dias, conflito ocorrido em 1967. O desvio cria divergências territoriais profundas e disputas na região.
Impactos operacionais na rotina de moradores
A presença das placas e das cercas altera diretamente o cotidiano das populações locais. Para realizar trajetos diários, moradores precisam utilizar acessos específicos ou passar por postos de controle.
Essa rotina afeta o deslocamento para áreas de trabalho, propriedades agrícolas, instituições de ensino e serviços essenciais. A estrutura interfere na mobilidade entre diferentes localidades.
Pareceres legais e relevância internacional sobre a barreira na Cisjordânia
A disputa associada à obra chegou à esfera jurídica global. A Corte Internacional de Justiça avaliou a questão e emitiu pareceres sobre o tema.
O tribunal considerou que partes da construção e do regime associado à estrutura no território palestino ocupado são contrárias ao direito internacional. Israel historicamente reitera a finalidade de segurança da barreira.
Assim, a obra se consolida como um dos elementos físicos mais reconhecíveis do conflito israelense-palestino, materializando divisões políticas, territoriais e humanitárias contínuas.
Esta matéria foi elaborada com base em informações de Diário do Litoral, com dados, números e declarações preservados conforme o material consultado.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Romário Pereira de Carvalho.

