O ex-prefeito de Rio Branco e candidato do PSDB ao governo do Acre, Tião Bocalom, afirmou que pretende levar para os demais municípios do Estado o modelo de desenvolvimento que, segundo ele, ajudou a transformar Acrelândia e Rio Branco. A declaração foi dada durante visita ao grupo J. Cruz, onde participou de uma reunião com médicos e colaboradores da empresa.
Ao comentar a visita, Bocalom destacou a trajetória do empresário Edson Cruz e afirmou que a expansão da empresa representa um motivo de orgulho para o Acre.
“Olha só, primeiro de tudo é sempre para mim um orgulho poder vir aqui e ver alguma coisa que deu muito certo. Um empresário acreano do Perrachado, que vem de Tarauacá, se instala em Rio Branco e graças a Deus é uma referência para nós na Amazônia e principalmente aqui no nosso estado do Acre. O nosso querido Edson Cruz é uma referência. Então, essa é a empresa dele aqui, que cresceu, que se expandiu pelo estado todinho. Se Deus quiser, teremos expansão no futuro para o Brasil todo. É um orgulho para nós, acreanos”, afirmou.
Bocalom disse que aproveitou a visita para conversar com o empresário, de quem afirmou ser amigo há muitos anos, e relatou ter percebido disposição dos colaboradores em relação à sua proposta de governo. Segundo ele, mais de 500 pessoas participaram presencialmente ou de forma virtual da reunião.
“Então, eu vim para conversar com ele porque são amigos de muito tempo. E o que eu vi aqui foi uma coisa espetacular. Mais uma vez nas reuniões que eu tenho feito, hoje cheguei aqui 6h15 da manhã, mais uma vez eu vejo que a população quer mudança. Eu vi os colaboradores deles, os que estavam aqui na reunião, mas também os que estavam online, no estado inteiro. Mais de 500 colaboradores participaram desta reunião nossa presencial e virtual. E todos muito animados, todos falando a mesma língua, a nossa, e dizendo que produzir para empregar, se não roubar o dinheiro, agora precisa se instalar no Acre. Agora o Acre precisa deste projeto para gerar emprego, para gerar renda”, destacou.
Na sequência, o candidato voltou a citar Acrelândia como principal exemplo de sua proposta econômica. Ele afirmou que a cidade, que possui cerca de 14 mil habitantes, conseguiu ampliar a atividade comercial e agropecuária a partir da produção rural.
“Porque eles conhecem a história minha desde Acrelândia. Eles conhecem como está Acrelândia hoje. O município de 14 mil habitantes que tem cinco bancos. O município de 14 mil habitantes que tem 16 casas agropecuárias. O município de 14 mil habitantes que todos os dias saem caminhões carregados de café, saem caminhões carregados de banana, caminhões carregados de leite, melancia, e tudo se produz lá”, afirmou.
Para Bocalom, a movimentação econômica gerada no campo é responsável por impulsionar o comércio e os serviços na área urbana.
“Toda essa riqueza do campo é que vem para a cidade e faz com que a Acrelândia realmente seja hoje uma ilha de desenvolvimento nesse estado. Ali é a minha grande vitrine”, ponderou.
O candidato também apresentou sua gestão em Rio Branco como outro exemplo que pretende usar em sua campanha ao governo. Segundo ele, apesar do período de pandemia, a capital passou por mudanças durante os cinco anos em que esteve à frente da prefeitura.
“Depois eu vim para Rio Branco em apenas cinco anos, apesar de dois anos de pandemia, mas Rio Branco mudou e mudou muito, só não vê quem não quer. Então é essa cara que eu dei a Acrelândia, essa cara que eu dei aqui a Rio Branco, que eu quero levar para o estado inteiro”, afirmou.
Bocalom afirmou que o desenvolvimento dos municípios seria, em sua avaliação, determinante para melhorar a situação econômica do Estado.
“Todos os municípios ricos, o estado será rico. Agora, se todos os municípios continuarem pobres, evidentemente que o Estado será pobre”, destacou.
O candidato classificou como seu principal desafio a situação econômica do Acre e afirmou que pretende combater o que considera resultado de políticas econômicas equivocadas adotadas ao longo das últimas décadas.
“E o grande desafio que eu vou enfrentar, e nós vamos vencer, é exatamente o Estado do Acre ser hoje o Estado mais pobre desse país. Já foi o quarto lá atrás, há 30 anos atrás, caiu para o terceiro, caiu para o segundo. Hoje é o primeiro mais pobre desse país. Não pode resultado de políticas erradas, políticas econômicas erradas que implantaram esse Estado, com governadores que não tinham noção do que é o verdadeiro desenvolvimento, como teve Rondônia, como teve Mato Grosso, que o estado é mais velho que Rondônia, e, no entanto, nós ficamos para trás com desenvolvimento em Rondônia e estamos aqui ainda na pior pobreza desse país”, ressaltou.
Ao final, Bocalom afirmou que pretende fazer do desenvolvimento econômico a principal marca de uma eventual gestão estadual e associou o crescimento da produção à melhoria da renda e da alimentação das famílias acreanas.
“E eu quero ser o grande governador que vai fazer essa grande diferença e que a gente vai resgatar o Acre dessa pobreza. O nosso povo vai poder ter dinheiro na mesa, dinheiro no bolso, comida na mesa. As nossas crianças não vão mais chorar de fome, querendo comer um pão e não tem, querendo comer um leite e não tem, que eu já ouvi e vejo isso sempre que eu ando, não só na capital, também no interior”, pontuou.
Bocalom encerrou a fala afirmando que considera injusta a situação econômica do Estado diante do potencial produtivo e da disposição para o trabalho da população.
“Então, gente, isso não é justo. Uma terra tão rica, um povo tão trabalhador, e a gente ter o estado mais pobre desse país, e o povo, muitos deles, até passando fome, não é justo. Não é justo com o povo acreano, que é um povo guerreiro, que lutou para ser Brasil, não é justo. E nós vamos resgatar isso aí. Eu tenho fé em Deus”, finalizou.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Ecos da Notícia por ac24horas.

