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Novo BYD Atto 2 foi lançado por R$ 149.990, faz até 15,8 km/l com gasolina, supera 1.000 km de autonomia com tanque cheio e bateria carregada e chega como o SUV híbrido plug-in flex mais acessível da marca
Escrito por Valdemar Medeiros
Publicado em 24/09/2026 às 10:51
Atualizado em 24/09/2026 às 11:10
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BYD Atto 2 combina motor 1.5 flex, até 197 cv, autonomia superior a 1.000 km, porta-malas de 455 litros e produção nacional.
O BYD Atto 2 DM-i Flex chegou ao Brasil em 2026 como o primeiro SUV híbrido plug-in flex da fabricante chinesa no mundo, colocando gasolina, etanol e eletricidade no mesmo conjunto mecânico. No lançamento, a versão GL foi anunciada por R$ 149.990 na modalidade de venda direta, enquanto a GS chegou por R$ 169.990. A configuração mais potente alcança 197 cv, 30,6 kgfm e autonomia combinada declarada de até 1.045 km com gasolina e bateria carregada.
Segundo a própria BYD, o Atto 2 também marca a estreia mundial de sua tecnologia DualMode 5.0 adaptada para combustível flex. O SUV tem 4,33 metros de comprimento, entre-eixos de 2,62 metros, porta-malas de 455 litros e baterias Blade de até 18,03 kWh. A estratégia é colocar um híbrido plug-in nacional diretamente no território de SUVs compactos tradicionais como Hyundai Creta, Volkswagen T-Cross, Chevrolet Tracker e Toyota Yaris Cross.
R$ 149.990 foi o preço de lançamento do Atto 2 GL
O número de R$ 149.990 chamou atenção porque aproximou uma tecnologia híbrida plug-in de preços praticados por SUVs compactos convencionais. A própria BYD informou no lançamento de junho de 2026 que o Atto 2 GL partiria de R$ 149.990 em venda direta, enquanto a versão GS custaria R$ 169.990.
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O cenário de preços mudou nos meses seguintes. Em levantamento publicado em setembro de 2026, a Quatro Rodas registrou o Atto 2 GL por R$ 166.660, após o encerramento da condição inicial de R$ 149.990. Portanto, aquele valor representa a oferta de estreia e não necessariamente o preço atual praticado no varejo.
Mesmo com o reajuste, o modelo permanece em uma faixa agressiva para um híbrido plug-in. O carro combina um motor flex, propulsão elétrica e possibilidade de recarga externa, além de equipamentos como seis airbags, câmera de 360 graus e sistemas de assistência à condução.
Atto 2 pode rodar até 1.045 km com gasolina
A versão GS pode chegar a 1.045 km com gasolina, considerando tanque cheio e bateria completamente carregada. A GL alcança até 1.000 km nas mesmas condições. Esses números seguem o ciclo internacional NEDC utilizado pela BYD para a autonomia combinada.
Com etanol, o alcance declarado chega a 770 km. A diferença ocorre pela menor densidade energética do combustível vegetal, ainda que o etanol permita ao Atto 2 utilizar uma fonte renovável amplamente disponível no Brasil.
A autonomia superior a mil quilômetros não significa que o veículo faça todo esse percurso apenas com um tanque de combustível. O cálculo considera combustível mais a energia armazenada na bateria, característica fundamental de um híbrido plug-in.
Inmetro confirma até 15,8 km/l com gasolina
Depois do lançamento, o Atto 2 entrou oficialmente na tabela do Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular do Inmetro.
Na versão GL, o SUV registrou 15,8 km/l na cidade e 13,5 km/l na estrada com gasolina. Com etanol, os números são de 11,7 km/l no ciclo urbano e 10,5 km/l no rodoviário.
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A versão GS alcançou 15,5 km/l na cidade e 13,9 km/l na estrada com gasolina. Usando etanol, são 11,8 km/l em percurso urbano e 10,7 km/l em rodovia. As duas configurações receberam classificação A tanto na categoria quanto na comparação geral do PBEV, além do Selo Conpet.
Esses dados permitem medir a eficiência do modelo pelo padrão brasileiro, sem depender apenas da autonomia NEDC divulgada no lançamento.
Híbrido plug-in usa motor 1.5 flex e prioriza eletricidade
O sistema DM-i foi projetado para deixar o motor elétrico responsável por movimentar o veículo durante grande parte do uso. O propulsor 1.5 aspirado flex trabalha principalmente na geração de energia e pode se conectar mecanicamente às rodas em situações específicas de maior demanda.
O motor a combustão produz 72 kW, cerca de 98 cv, e 124 Nm de torque. A BYD informa eficiência térmica de até 46,06%, índice elevado para um motor de combustão interna e importante para reduzir o desperdício de energia na transformação do combustível em movimento e eletricidade.
A possibilidade de recarregar a bateria na tomada também diferencia o Atto 2 de híbridos convencionais. Quem faz percursos curtos diariamente pode aproveitar mais o modo elétrico e deixar o motor flex desligado por períodos maiores.
Versão GL entrega 177 cv e GS chega a 197 cv
Embora tenha foco em eficiência, o Atto 2 não utiliza uma configuração de baixa potência.
A versão GL entrega 177 cv de potência combinada e 300 Nm, equivalentes a aproximadamente 30,6 kgfm. A aceleração de 0 a 100 km/h ocorre em 8,5 segundos.
Na GS, a potência sobe para 197 cv, mantendo os mesmos 300 Nm. O 0 a 100 km/h cai para 8,4 segundos e a velocidade máxima declarada pela fabricante é de 180 km/h.
São números que colocam o SUV acima de muitos modelos 1.0 turbo em potência, ao mesmo tempo em que preservam a proposta de baixo consumo.
Bateria Blade muda bastante entre GL e GS
Uma das maiores diferenças entre as duas versões está debaixo da carroceria.
O Atto 2 GL utiliza uma Bateria Blade de 7,85 kWh, enquanto o GS recebe um pacote bem maior, de 18,03 kWh. A capacidade adicional explica boa parte da diferença de autonomia elétrica.
Pelo padrão NEDC divulgado pela BYD, a GL pode percorrer até 45 km sem ligar o motor flex. A GS chega a 110 km. Já pelo ciclo brasileiro do Inmetro, mais rigoroso, os números homologados são 33 km para a GL e 75 km para a GS.
A potência de carregamento AC também muda. A configuração de entrada aceita até 3,3 kW, enquanto a GS trabalha com até 6,6 kW.
São 4,33 metros de comprimento e 455 litros de porta-malas
O Atto 2 não depende apenas da mecânica para chamar atenção.
A carroceria mede 4,33 metros de comprimento, 1,83 metro de largura e 1,67 metro de altura, com distância entre os eixos de 2,62 metros. As medidas colocam o BYD no centro do segmento de SUVs compactos.
O porta-malas oferece 455 litros, capacidade relevante para um modelo eletrificado desse porte. Com os bancos traseiros rebatidos, o volume pode chegar a 1.365 litros.
As rodas têm 17 polegadas e utilizam pneus 215/60. No teto, a capacidade declarada para o bagageiro chega a 75 kg.
GS traz tela de 12,8 polegadas e Google integrado
Por dentro, a configuração GS é a que concentra o maior pacote tecnológico.
A central multimídia tem 12,8 polegadas, enquanto a GL usa uma tela de 10,1 polegadas. Há Apple CarPlay, Android Auto, câmera com visão de 360 graus e painel digital de 8,8 polegadas.
Na GS, a BYD ainda integra o Google Automotive Services, permitindo utilizar Google Maps e Google Assistant diretamente no sistema do veículo. A lista inclui carregamento sem fio de 50 W para smartphones, banco do motorista com ajuste elétrico e teto panorâmico.
A função V2L também permite retirar energia da bateria para alimentar equipamentos externos. Na prática, o carro pode funcionar como fonte de eletricidade para determinados aparelhos compatíveis.
ADAS inclui piloto automático adaptativo e frenagem de emergência
A segurança ativa aparece como outro ponto importante.
O Atto 2 oferece frenagem automática de emergência e controle de velocidade inteligente. A versão GS amplia o conjunto com monitoramento de ponto cego, assistência de permanência em faixa, alerta de colisão traseira e sistemas de alerta e frenagem para tráfego cruzado traseiro.
Também há seis airbags, controles eletrônicos de estabilidade e tração, freio de estacionamento eletrônico e sensores dianteiros e traseiros.
O pacote aproxima o Atto 2 de SUVs de segmentos superiores em quantidade de assistentes eletrônicos, especialmente na configuração GS.
Atto 2 é produzido em Camaçari
O lançamento também possui peso industrial para a BYD.
A fabricante informa atualmente que o Atto 2 DM-i é produzido no Brasil, no complexo de Camaçari, na Bahia, unidade que recebeu investimentos superiores a R$ 5,5 bilhões.
O modelo tem importância adicional porque estreou globalmente a combinação entre a tecnologia DM-i da empresa e um motor capaz de utilizar gasolina ou etanol.
A escolha do Brasil para essa estreia está diretamente relacionada à presença do biocombustível na matriz brasileira e à estratégia de ampliar a nacionalização dos veículos da empresa.
Garantia da bateria chega a oito anos
A BYD oferece seis anos ou 200 mil km de garantia para o veículo. Para a Bateria Blade, a cobertura é de oito anos ou 200 mil km.
As revisões dos híbridos plug-in da marca são previstas a cada 12 mil km ou 12 meses. Na tabela válida desde setembro de 2026, a primeira revisão do Atto 2 custa R$ 1.033, incluindo peças previstas, fluidos e mão de obra.
A manutenção segue intervalos menores que os dos elétricos puros justamente porque o Atto 2 continua possuindo um motor de combustão, com óleo, filtro e demais componentes associados.
Atto 2 coloca híbrido plug-in na faixa dos SUVs compactos
O principal impacto do Atto 2 está menos em um único número e mais na combinação de características.
Quando foi apresentado por R$ 149.990 na versão GL, o SUV colocou 177 cv, sistema híbrido plug-in flex, câmera 360 graus, seis airbags e mais de 1.000 km de autonomia combinada declarada em uma faixa de preço normalmente ocupada por utilitários compactos puramente a combustão.
A GS vai além com 197 cv, bateria de 18,03 kWh, até 75 km de autonomia elétrica homologada pelo Inmetro, teto panorâmico e pacote ADAS ampliado. A autonomia combinada divulgada pela BYD chega a 1.045 km com gasolina e bateria cheia, enquanto o Inmetro confirma consumo rodoviário de 13,9 km/l e urbano de 15,5 km/l com gasolina.
O preço de estreia de R$ 149.990 já não corresponde ao valor apontado nas referências mais recentes de setembro, mas mostra a estratégia adotada pela empresa para introduzir o modelo. O Atto 2 chegou ao mercado brasileiro como uma das portas de entrada da BYD no universo dos SUVs híbridos plug-in e, sobretudo, como o primeiro produto da marca a combinar globalmente eletricidade, gasolina e etanol em um sistema DM-i flex.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Valdemar Medeiros.

