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Produção florestal do Brasil bate recorde de R$ 47,9 bilhões em 2025, cresce 6,7% e tem eucalipto em 78,6% da área plantada, segundo levantamento divulgado pelo IBGE
Escrito por Carla Teles
Publicado em 24/09/2026 às 20:45
Atualizado em 24/09/2026 às 20:50
Agronegócio
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Eucalipto ocupa 78,6% das florestas plantadas do país, enquanto produção florestal alcança R$ 47,9 bilhões em 2025 e silvicultura responde por 85,6% do valor total.
A produção florestal brasileira atingiu R$ 47,9 bilhões em 2025, maior valor da série histórica da pesquisa Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura. O resultado ficou 6,7% acima do registrado em 2024 e teve nas florestas plantadas sua principal fonte de receita, com o eucalipto ocupando 78,6% da área cultivada no país.
Os dados foram divulgados pela CNN Brasil em 24 de setembro de 2026, com base no levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A pesquisa mostra que a silvicultura movimentou R$ 41 bilhões, enquanto a extração vegetal alcançou R$ 6,9 bilhões. Os valores são correntes e, portanto, não representam uma comparação corrigida pela inflação.
Silvicultura movimenta R$ 41 bilhões e concentra 85,6% do valor produzido
A silvicultura, atividade baseada no cultivo de florestas plantadas, respondeu por 85,6% de toda a produção florestal brasileira em 2025. O valor gerado pelo segmento chegou a R$ 41 bilhões, crescimento de 8,6% na comparação com o ano anterior. O resultado reforçou a diferença econômica existente entre o cultivo comercial de árvores e a extração realizada em áreas de vegetação natural.
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Essa distância vem sendo construída há décadas. Segundo o IBGE, a silvicultura supera o extrativismo em valor de produção desde 1998. Entre 2019 e 2025, o valor econômico das florestas plantadas aumentou 165%. O instituto relaciona parte desse avanço à incorporação de tecnologias no setor, em uma cadeia que abastece atividades industriais de diferentes segmentos.
Eucalipto ocupa quase quatro quintos das florestas plantadas no Brasil
A área de florestas plantadas no país chegou a 10,4 milhões de hectares em 2025, segundo a pesquisa. Desse total, o eucalipto respondeu por 78,6%, tornando-se de longe a principal espécie cultivada. Isso significa que quase quatro de cada cinco hectares destinados às florestas comerciais brasileiras estavam ocupados por plantações de eucalipto no período analisado.
O eucalipto é utilizado principalmente como matéria-prima em cadeias industriais ligadas à madeira e à celulose. A produção das florestas cultivadas também abastece segmentos de papel, carvão vegetal e outros derivados. O peso da espécie na área plantada ajuda a explicar sua participação central na atividade florestal brasileira e no resultado econômico registrado em 2025.
Minas Gerais lidera silvicultura e Três Lagoas alcança R$ 1,8 bilhão
No recorte por estado, Minas Gerais apresentou o maior valor da produção de silvicultura do Brasil. Foram R$ 9,2 bilhões em 2025, equivalentes a 22,5% do total nacional dessa atividade. O estado também apareceu em posição de destaque na produção de carvão vegetal, um dos produtos vinculados à exploração econômica das florestas plantadas.
Entre os municípios, Três Lagoas, em Mato Grosso do Sul, registrou o maior valor da produção florestal, chegando a R$ 1,8 bilhão. O resultado representou crescimento de 216,3% em relação ao ano anterior. O município concentra grandes instalações industriais ligadas ao setor de celulose, atividade diretamente associada ao cultivo comercial de eucalipto.
Extração vegetal recua 3,1% e fica com 14,4% do valor total
Enquanto a silvicultura avançou, a extração vegetal registrou movimento contrário. O valor produzido por atividades realizadas em áreas de vegetação natural caiu 3,1% em 2025 e terminou o ano em R$ 6,9 bilhões. O segmento respondeu por 14,4% dos R$ 47,9 bilhões movimentados pela produção florestal brasileira.
Mesmo com a queda geral, produtos não madeireiros continuam representando uma parcela relevante da atividade extrativista em diferentes regiões. Somente os produtos alimentícios retirados das florestas movimentaram R$ 2,2 bilhões no período. Essa categoria reúne cadeias que funcionam de forma diferente da produção industrial baseada em florestas plantadas de eucalipto e outras espécies comerciais.
Açaí responde por cerca de metade do valor dos alimentos extrativos
Dentro da produção alimentícia originada da extração vegetal, o açaí teve participação de destaque. A produção alcançou 251 mil toneladas, e o produto respondeu por aproximadamente metade dos R$ 2,2 bilhões movimentados pelos itens alimentícios do extrativismo. O Pará concentrou cerca de dois terços de todo o volume produzido no país.
A erva-mate apareceu em seguida entre os produtos destacados pelo levantamento, com valor de produção de R$ 562,3 milhões em 2025. O Paraná concentrou 88,4% do volume nacional. Os números mostram como a atividade florestal brasileira reúne realidades distintas, desde grandes plantações comerciais de eucalipto até cadeias extrativistas ligadas a produtos regionais.
Produção florestal foi registrada em 4.889 municípios brasileiros
A pesquisa do IBGE identificou atividade florestal em 4.889 municípios do Brasil em 2025, o que mostra a extensão territorial das cadeias de silvicultura e extrativismo. O levantamento considera tanto produtos provenientes de florestas cultivadas quanto aqueles retirados de vegetação natural, permitindo acompanhar a evolução econômica das duas atividades.
Os R$ 47,9 bilhões informados representam valores correntes, ou seja, calculados com base nos preços praticados no próprio ano de referência. Por isso, o crescimento nominal de 6,7% em relação a 2024 não corresponde automaticamente a um avanço de igual tamanho em termos reais, já que os números não foram corrigidos pela inflação.
Eucalipto fica no centro de uma produção florestal que alcançou novo recorde
Os números de 2025 colocaram novamente as florestas plantadas na maior parcela da atividade. A silvicultura respondeu por R$ 41 bilhões dos R$ 47,9 bilhões registrados, enquanto o eucalipto ocupou 78,6% dos 10,4 milhões de hectares plantados. Ao mesmo tempo, a extração vegetal caiu para R$ 6,9 bilhões e ficou com 14,4% do valor total.
O levantamento também mostra diferenças regionais importantes: Minas Gerais liderou a silvicultura, Três Lagoas apresentou o maior valor municipal e Pará e Paraná concentraram grande parte das produções de açaí e erva-mate, respectivamente. Qual desses números mais chamou sua atenção: os R$ 47,9 bilhões movimentados, o domínio do eucalipto ou a diferença entre silvicultura e extrativismo? Deixe sua opinião nos comentários.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Carla Teles.

