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Robô pintor cobre até 237 m² por hora, aplica tinta e massa corrida sozinho e usa IA para desviar de vigas e instalações na obra
Escrito por Ruth Rodrigues
Publicado em 21/09/2026 às 10:45
Atualizado em 21/09/2026 às 10:50
Construção
Canal
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Um robô autônomo para pintura e massa corrida alcançou até 237 m² por hora em testes e usa IA para mapear obras, adaptar trajetórias e reduzir desperdícios.
Um robô desenvolvido para assumir etapas de acabamento em canteiros de obras atingiu uma produção máxima de 237 m² por hora durante a renovação de um hotel em Atenas, na Grécia. O equipamento da Legend Robot aplica látex e massa corrida, utiliza inteligência artificial para se adaptar ao ambiente e foi apresentado na BATIMAT 2026 como uma alternativa para acelerar reformas diante da escassez de profissionais qualificados na Europa.
O teste grego colocou a tecnologia diante de condições menos previsíveis do que as encontradas em demonstrações controladas. O sistema precisou trabalhar sobre superfícies com imperfeições produzidas manualmente e executar acabamentos em diferentes configurações internas.
Robô passou por 19 layouts diferentes durante reforma de hotel
Ao longo do projeto para o Gnosis Investments Group, o equipamento trabalhou em 19 configurações de cômodos. Dependendo da área, aplicou duas ou três demãos de látex e precisou ajustar a execução às características encontradas em cada ambiente.
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A experiência serviu como demonstração prática de uma proposta que vai além de automatizar movimentos repetitivos. A máquina precisa compreender onde está, calcular o percurso da aplicação e manter distância adequada das superfícies mesmo quando o espaço não segue um padrão único.
Outro resultado apresentado foi a redução de até 15% no desperdício de material, indicador relacionado tanto ao custo de execução quanto às metas ambientais adotadas em projetos europeus.
IA permite que robô altere percurso durante o trabalho
A próxima etapa de desenvolvimento apresentada na BATIMAT concentra-se no aumento da autonomia.
Sensores identificam elementos como vigas, tubulações e obstáculos que surgem durante a operação. Com essas informações, o sistema pode recalcular sua trajetória sem depender constantemente de um operador para orientar cada movimento.
O robô também combina digitalização espacial em 3D com planejamento algorítmico. A leitura do ambiente fornece uma representação da área de trabalho, enquanto o software decide como executar o acabamento dentro daquele espaço.
A Legend Robot pretende ainda utilizar informações coletadas nos próprios canteiros para ajustar velocidade, percurso e distância de segurança. A meta anunciada é alcançar 30% mais produtividade em comparação com as unidades de terceira geração da empresa.
Robô tenta levar automação a uma etapa ainda dependente de mão de obra
Pintura e acabamento exigem repetição, regularidade e trabalho em grandes superfícies, mas os canteiros apresentam diferenças que dificultam uma automação rígida.
É justamente nessa variação que a empresa concentra o desenvolvimento. Em vez de programar uma trajetória fixa para todos os ambientes, a proposta é fazer a máquina interpretar as condições encontradas e modificar sua execução.
Jason Liang, diretor de marketing da Legend Robot, afirmou que a empresa pretende combinar autonomia, eficiência e exigências ambientais em projetos de construção europeus.
A tecnologia foi desenvolvida em parceria estratégica com a suíça ROBOSWISS AG e segue normas CE aplicáveis na União Europeia.
BATIMAT apresenta próxima geração de robô para construção
A apresentação ocorreu na BATIMAT 2026, em Paris, feira que adotou como tema “Le bâtiment en mouvement”, ou “A construção em movimento”.
Para a Legend Robot, o caminho passa por transformar equipamentos tradicionais de acabamento em máquinas capazes de perceber o espaço, planejar o serviço e reagir ao que muda durante a execução.
Assista o vídeo
Os resultados obtidos no hotel grego ainda representam uma aplicação específica, enquanto a nova geração terá de comprovar esses ganhos em obras com condições variadas.
Se a evolução prevista for confirmada, o robô poderá ocupar uma função cada vez menos restrita à pulverização: além de aplicar materiais, deverá interpretar o ambiente, recalcular movimentos e tomar decisões operacionais durante o próprio trabalho.
Fonte
PR Newswire
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Ruth Rodrigues.

