13 min de leitura
Shell compra 30% do prospecto Conifer no Golfo do México e 50% do Tupinambá no Brasil, enquanto BP mantém operação e mira novas perfurações offshore
Escrito por Roberta Souza
Publicado em 03/09/2026 às 17:48
Atualizado em 03/09/2026 às 17:53
Petróleo e Gás
Canal
Seja o primeiro a reagir!
Prefira o CPG no Google
Acordos aproximam duas das maiores petroleiras do mundo em duas áreas consideradas estratégicas para exploração em águas profundas. Shell entrará em cinco concessões do Conifer, enquanto dividirá em partes iguais com a BP o bloco Tupinambá, na Bacia de Santos, próximo à região onde a britânica anunciou a descoberta Bumerangue.
A Shell decidiu entrar em duas novas apostas exploratórias operadas pela BP, uma no Golfo do México e outra no offshore brasileiro. Pelo acordo anunciado em 2 de setembro de 2026, a Shell Offshore adquirirá 30% do prospecto Conifer, enquanto a Shell Brasil Petróleo ficará com 50% do bloco Tupinambá, na Bacia de Santos. A BP permanecerá como operadora dos dois ativos e conservará participações de 70% em Conifer e 50% em Tupinambá.
Os valores financeiros das transações não foram divulgados. Entretanto, a movimentação chama atenção porque coloca Shell e BP lado a lado em duas regiões nas quais as companhias vêm reforçando suas carteiras de petróleo e gás. A Reuters observa que as duas majors passaram a priorizar novamente o crescimento de longo prazo do upstream, depois de anos de investimentos pesados em renováveis e outros negócios de menor carbono.
ARTIGO CONTINUA ABAIXO
Veja também
Recomendado para você
Economia
Demissão em massa: Uber anuncia corte de 3,3 mil funcionários no maior enxugamento desde a pandemia
Maior demissão da empresa desde a pandemia elimina 3,3 mil vagas, enxuga a estrutura corporativa e revela a ameaça que pode transformar o aplicativo em algo muito diferente
A Uber anunciou…
Paulo Nogueira
0
No Brasil, a operação ganha peso adicional pela localização do Tupinambá. O bloco fica no sul da Bacia de Santos e próximo de Bumerangue, descoberta que a BP descreveu anteriormente como sua maior em 25 anos e que, segundo informações divulgadas em 2026, contém cerca de 8 bilhões de barris de líquidos.
Shell entra com 30% em cinco concessões do prospecto Conifer
No Golfo do México, a Shell adquirirá 30% de cinco concessões que formam o prospecto exploratório Conifer, enquanto a BP manterá os outros 70% e continuará comandando o projeto. O ativo está localizado na província geológica Paleógena de águas profundas, uma das áreas que concentram grandes investimentos exploratórios na região.
Quatro concessões que compõem o prospecto foram obtidas pela BP em agosto de 2023, durante a Lease Sale 259. Já a quinta entrou na carteira em fevereiro de 2026, após uma nova rodada de concessões. Com o acordo, a Shell passará a participar de todas as cinco áreas que compõem Conifer.
O primeiro poço exploratório do prospecto está previsto para 2027. Portanto, a aquisição não significa que Conifer já possua reservas comercialmente comprovadas ou produção em andamento; Shell e BP ainda precisam testar o potencial geológico da área por meio de perfuração.
Conifer fica a cerca de 400 km de Nova Orleans e próximo ao projeto Kaskida
Informações complementares da Oil & Gas Journal localizam Conifer em Keathley Canyon, aproximadamente 250 milhas, ou cerca de 400 quilômetros, a sudoeste de Nova Orleans. O prospecto também fica próximo ao desenvolvimento Kaskida, outro ativo importante da BP em águas profundas.
Essa proximidade pode se tornar estratégica caso uma descoberta comercial seja confirmada. Projetos offshore precisam combinar poços, sistemas submarinos, plataformas, dutos e rotas logísticas, e a presença de infraestrutura regional pode influenciar profundamente o custo de um desenvolvimento futuro.
Por enquanto, entretanto, Conifer permanece na fase exploratória. Assim, a notícia central é a entrada da Shell em uma participação de 30%, e não a confirmação de um novo campo produtor.
Golfo responde por cerca de 15% da produção de petróleo dos Estados Unidos
A aposta ocorre em uma região que continua essencial para a indústria petrolífera norte-americana. Segundo a Reuters, o Golfo do México responde por aproximadamente 15% da produção de petróleo bruto dos Estados Unidos.
A Shell já possui uma presença particularmente forte nessa bacia. Seu relatório anual mais recente lista 285 concessões offshore federais ativas operadas pela própria companhia, além de 29 concessões nas quais participa como sócia não operadora. A empresa também opera dez grandes centros de produção, entre eles Mars, Olympus, Auger, Perdido, Appomattox, Vito, Stones e Whale.
Essa presença ajuda a explicar por que Conifer se encaixa na estratégia da companhia. Em vez de abrir uma nova fronteira completamente desconectada de suas operações, a Shell amplia exposição em uma bacia onde já possui décadas de experiência, equipes, infraestrutura e produção relevante.
Shell havia acabado de confirmar nova descoberta no próprio Golfo
O acordo acontece poucos meses depois de a Shell anunciar outra descoberta em águas profundas da região. Em julho, a empresa e a INEOS confirmaram petróleo no prospecto Far South, perfurado a grandes profundidades no Golfo.
O CPG acompanhou esse avanço e mostrou como a Shell e a INEOS encontraram petróleo de alta qualidade no prospecto Far South, a quase oito quilômetros abaixo do leito marinho. A descoberta reforça o interesse da companhia em manter uma carteira contínua de novos projetos exploratórios na bacia.
Portanto, a entrada em Conifer acontece dentro de uma estratégia mais ampla. A Shell combina campos maduros, projetos em desenvolvimento e novas oportunidades exploratórias para tentar sustentar sua produção na próxima década.
Shell também está vendendo ativos que considera menos estratégicos
A estratégia não consiste simplesmente em acumular participações. Em junho de 2026, a companhia concordou em vender sua participação de 50% na plataforma Na Kika e nos campos associados, além de seu interesse integral no tieback Coulomb, por US$ 1,7 bilhão, sujeito a ajustes e pagamentos contingentes.
Na ocasião, a própria Shell explicou que estava reorganizando o portfólio para concentrar capital em ativos capazes de manter produção relevante e retornos competitivos no longo prazo. Assim, enquanto sai de áreas consideradas menos importantes para 2030, a empresa entra em novos prospectos como Conifer.
Essa combinação de vendas e aquisições ajuda a entender a lógica financeira da operação. A petroleira não está apenas aumentando sua presença offshore; ela procura trocar exposição em ativos maduros por posições com potencial de crescimento futuro.
Brasil entra no mesmo acordo com 50% do bloco Tupinambá
A segunda metade da transação coloca a Shell diretamente ao lado da BP no bloco Tupinambá, localizado no offshore da Bacia de Santos. A Shell adquirirá 50%, enquanto a BP manterá os outros 50% e continuará como operadora.
A BP conquistou o bloco em dezembro de 2023, na segunda rodada da Oferta Permanente de Partilha. A Pré-Sal Petróleo continuará administrando o contrato de partilha em nome do governo federal, e a conclusão da entrada da Shell ainda depende das aprovações regulatórias aplicáveis.
O primeiro poço exploratório de Tupinambá deve começar em breve, segundo as informações divulgadas pela BP. Portanto, assim como Conifer, o bloco brasileiro ainda precisa passar pela etapa decisiva de perfuração antes que seja possível saber se existe uma descoberta comercial.
Tupinambá fica próximo ao Bumerangue, mas BP alerta que são prospectos independentes
A localização imediatamente chama atenção porque Tupinambá está próximo do Bumerangue, onde a BP realizou sua maior descoberta global em 25 anos. Entretanto, proximidade geográfica não significa que os dois blocos contenham necessariamente a mesma geologia ou o mesmo potencial.
Em entrevista anterior, o presidente da BP no Brasil, Andres Guevara de la Vega, afirmou que Bumerangue e Tupinambá são prospectos independentes. Assim, seria incorreto usar os 8 bilhões de barris associados a Bumerangue como estimativa para Tupinambá.
Essa cautela é particularmente importante porque nenhum volume recuperável foi anunciado para Tupinambá. Somente os resultados da perfuração e das análises posteriores poderão indicar se a área contém hidrocarbonetos em quantidade e qualidade suficientes para justificar desenvolvimento.
Bumerangue transformou Brasil em peça central da carteira da BP
Ainda assim, a descoberta vizinha mudou o peso estratégico do Brasil para a BP. A Reuters informa que a companhia passou a tratar o país como uma pedra angular de seu portfólio upstream, depois de atribuir a Bumerangue cerca de 8 bilhões de barris de líquidos.
Quando anunciou a descoberta em 2025, a BP informou que o poço estava localizado a aproximadamente 404 quilômetros da costa do Rio de Janeiro, em lâmina d’água de 2.372 metros. A companhia já havia classificado o resultado como sua maior descoberta em cerca de 25 anos.
Tupinambá entra agora em uma carteira brasileira que já ganhou importância muito maior dentro da estratégia global da petroleira. Para a Shell, por sua vez, o acordo oferece acesso a outra oportunidade exploratória em uma bacia que a empresa conhece profundamente.
Shell já movimenta bilhões e projetos de longo prazo na Bacia de Santos
A presença da Shell no pré-sal brasileiro também não começa com Tupinambá. A companhia participa de grandes ativos produtores e possui diferentes posições exploratórias e de desenvolvimento na costa brasileira.
Em fevereiro de 2026, por exemplo, a companhia reorganizou a participação no Projeto Orca, também na Bacia de Santos. O CPG mostrou como a Shell vendeu 20% do projeto Orca para a KUFPEC, manteve a operação e preservou 50% do ativo, cuja produção está prevista para o final da década.
A estratégia apresenta semelhança com a movimentação em Conifer e Tupinambá. A Shell compartilha risco e capital com parceiros, mas tenta permanecer exposta aos ativos que considera mais competitivos e com capacidade de gerar produção no longo prazo.
Duas concorrentes passam a dividir risco exploratório
Exploração em águas profundas exige investimentos elevados antes que exista qualquer garantia de produção. Primeiro, as empresas compram direitos sobre os blocos, processam grandes volumes de dados sísmicos e escolhem alvos. Depois, contratam sondas capazes de perfurar quilômetros abaixo da superfície marítima.
Um único poço pode consumir dezenas ou centenas de milhões de dólares, dependendo da localização, profundidade e complexidade. Além disso, mesmo uma descoberta precisa passar por avaliação antes de chegar a uma decisão final de investimento.
Ao dividir Tupinambá em 50% para cada companhia e Conifer em 70% para BP e 30% para Shell, as duas majors também dividem parte dos riscos financeiros da exploração. Ao mesmo tempo, cada empresa mantém exposição ao potencial de uma eventual descoberta.
BP continuará tomando as decisões operacionais nos dois ativos
Apesar da entrada da Shell, a BP continuará operando tanto Conifer quanto Tupinambá. Isso significa que a companhia seguirá responsável por conduzir as atividades técnicas, contratar serviços e coordenar as campanhas exploratórias dentro dos acordos estabelecidos entre os parceiros.
Para a Shell, portanto, as participações serão inicialmente não operadas. Esse formato é comum na indústria offshore porque permite que uma companhia participe economicamente de determinado ativo sem precisar comandar diretamente cada etapa do projeto.
A própria Shell possui dezenas de posições não operadas em diferentes regiões, enquanto assume a liderança em outros empreendimentos. Essa combinação ajuda as grandes petroleiras a distribuir capital entre mais oportunidades.
Shell e BP voltam a colocar petróleo e gás no centro do crescimento
O negócio também chama atenção pelo contexto estratégico. Shell e BP passaram anos prometendo ampliar investimentos em renováveis, eletrificação e negócios de baixo carbono, mas ambas vêm reforçando novamente a importância de petróleo e gás para geração de caixa e crescimento.
A Reuters afirma que as empresas estão priorizando crescimento de longo prazo em seus portfólios de óleo e gás. Isso não significa que abandonaram completamente os investimentos de transição energética, mas indica uma mudança no equilíbrio entre diferentes áreas de negócio.
No caso da Shell, a empresa declarou recentemente que pretende formar uma companhia mais focada, resiliente e orientada a retornos. Seus resultados do segundo trimestre de 2026 também enfatizaram disciplina de capital e simplificação do portfólio.
Golfo e Brasil são duas das regiões offshore mais importantes para a Shell
A própria Shell descreve o Golfo e o Brasil como dois dos ambientes de produção offshore mais importantes de seu portfólio. No Golfo, a companhia opera grandes plataformas em águas profundas; já no Brasil, participa de alguns dos principais projetos do pré-sal.
Essa estratégia também aparece em decisões de investimento recentes. Enquanto a companhia vende posições menores ou maduras, mantém participação em ativos de maior escala e procura adicionar novas oportunidades exploratórias.
No Golfo, o CPG já mostrou como a Shell ampliou a produção associada ao complexo Perdido com novos poços capazes de acrescentar até 25 mil barris de óleo equivalente por dia. Embora a expansão seja anterior ao atual acordo, ela ilustra a estratégia de aproveitar grandes centros offshore para sustentar produção e incorporar novos volumes.
Conifer está perto de uma infraestrutura que BP já desenvolve
Outro detalhe relevante é a proximidade entre Conifer e Kaskida, projeto no qual a BP tomou decisão final de investimento em 2024. A localização pode aumentar as opções técnicas caso Conifer seja bem-sucedido, embora nenhuma solução de desenvolvimento tenha sido anunciada para o prospecto.
Na indústria offshore, descobertas localizadas próximas a plataformas ou futuros centros de produção podem eventualmente usar tiebacks submarinos. Essa solução conecta poços a uma instalação já existente ou planejada, evitando construir uma plataforma totalmente independente.
Entretanto, afirmar que Conifer será conectado a Kaskida seria prematuro. Antes de qualquer decisão dessa natureza, BP e Shell precisam perfurar, confirmar recursos e analisar a melhor arquitetura de desenvolvimento.
Primeiro poço de Conifer só deve chegar em 2027
O cronograma ajuda a separar expectativa de fato. A BP prevê perfurar o primeiro poço exploratório de Conifer em 2027, enquanto Tupinambá deve receber um poço antes disso, com início indicado como próximo pela empresa.
Portanto, os próximos meses serão mais importantes para o ativo brasileiro. Uma campanha bem-sucedida em Tupinambá poderia adicionar outra descoberta à Bacia de Santos justamente depois do impacto provocado por Bumerangue.
No Golfo, Conifer exigirá mais tempo. A Shell entra agora na sociedade, mas a resposta geológica deverá aparecer somente depois que a sonda alcançar os reservatórios-alvo.
Nenhum valor foi divulgado pelas companhias
Apesar da dimensão das duas empresas, Shell e BP não divulgaram quanto a Shell pagará pelas participações. Também não foram informados compromissos específicos de investimento ou valores associados aos próximos poços.
Isso impede calcular quanto cada percentual representa financeiramente. Também não existe base para afirmar que se trata de uma aquisição bilionária apenas pela localização offshore dos ativos.
O valor econômico só poderá ser melhor dimensionado quando houver mais informações sobre custos exploratórios, resultados dos poços e eventual quantidade de hidrocarbonetos recuperáveis.
A entrada da Shell não altera o controle operacional da BP
Gordon Birrell, vice-presidente executivo de Upstream da BP, afirmou que Brasil e Golfo são regiões importantes para a companhia e que reunir duas operadoras experientes pode ajudar a destravar o potencial das oportunidades.
Do lado da Shell, a avaliação também é positiva. A companhia considera o Golfo uma bacia de classe mundial e continua procurando oportunidades para reforçar sua posição na região.
Assim, o acordo cria uma parceria, mas não uma transferência de comando. A BP preserva a operação e a maior participação em Conifer, enquanto divide igualmente Tupinambá com a nova sócia.
Exploração brasileira pode ganhar um novo capítulo depois de Bumerangue
Para o Brasil, o principal ponto de atenção está no que acontecerá quando o poço de Tupinambá for perfurado. A proximidade com Bumerangue aumenta a curiosidade do mercado, mas os próprios executivos da BP já alertaram que os prospectos precisam ser analisados individualmente.
Se a perfuração não encontrar volumes comerciais, a entrada da Shell permanecerá como um investimento exploratório sem desenvolvimento. Caso haja uma descoberta relevante, porém, as duas companhias poderão iniciar uma nova sequência de avaliação, delimitação e estudos econômicos.
É justamente essa incerteza que caracteriza exploração offshore. Antes de qualquer plataforma, FPSO ou produção, existe uma etapa na qual bilhões de barris podem aparecer em estimativas — ou um poço pode simplesmente não confirmar a tese geológica.
Shell troca participação em ativos enquanto monta carteira para a próxima década
Quando diferentes anúncios recentes são colocados lado a lado, surge uma estratégia clara. A Shell vendeu 20% do Orca no pré-sal, anunciou a venda de 50% de Na Kika no Golfo, confirmou petróleo em Far South e agora entra em Conifer e Tupinambá.
Isso mostra que a empresa não está simplesmente escolhendo entre “comprar” ou “vender” petróleo. Ela reorganiza continuamente o portfólio, reduzindo participação em alguns ativos e usando capital para aumentar exposição em outros.
No caso de Conifer e Tupinambá, a aposta está claramente no futuro. Nenhum dos dois produz petróleo hoje, e ambos dependem de perfuração para confirmar seu potencial.
Brasil e Golfo passam a unir Shell e BP em duas apostas simultâneas
O acordo termina com uma estrutura simples, mas estrategicamente relevante. No Conifer, a BP ficará com 70% e a Shell com 30%. No Tupinambá, cada empresa terá 50%, enquanto a BP continuará operando os dois ativos.
A primeira resposta deverá vir do Brasil, onde a perfuração de Tupinambá é esperada em breve. Depois, em 2027, Conifer deverá receber seu primeiro poço no Golfo do México.
Assim, Shell e BP passam a dividir o risco em duas das regiões offshore mais importantes de suas carteiras. Se as perfurações confirmarem hidrocarbonetos comercialmente relevantes, as participações adquiridas agora poderão se transformar em projetos que produzam durante décadas. Caso contrário, permanecerão como parte do risco inerente à exploração — justamente o risco que as duas majors decidiram compartilhar.
E você, acredita que Shell e BP acertam ao voltar a reforçar grandes projetos de petróleo e gás em águas profundas, ou considera que esse capital deveria ser direcionado com mais intensidade para fontes renováveis e novas tecnologias energéticas?
Fonte
Reuters
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Roberta Souza.

