4 min de leitura
Universitário perdeu anel no mar e acreditou que nunca mais o veria, mas mergulhador encontrou a joia e devolveu 56 anos depois
Escrito por Fabio Lucas Carvalho
Publicado em 02/09/2026 às 06:36
Atualizado em 02/09/2026 às 06:41
Automotivo
Canal
Seja o primeiro a reagir!
Prefira o CPG no Google
Após desaparecer nas águas de Long Island em 1969, joia de formatura foi localizada por detector de metais e devolvida ao médico aposentado graças a uma inscrição interna com seu nome completo que continuava legível
Um anel perdido nas águas do estreito de Long Island, nos Estados Unidos, voltou às mãos de seu proprietário 56 anos depois. A joia, ligada à formatura de Alfred “Al” DiStefano na Universidade Fordham, foi encontrada por David Orlowski enquanto ele procurava objetos metálicos em Cedar Beach, no estado de Nova York.
Segundo a ABC7 New York, DiStefano perdeu o anel em 1969, pouco antes de concluir a graduação. Mais de cinco décadas depois, a inscrição existente na parte interna da peça permitiu identificar o antigo dono e transformar uma descoberta casual em um reencontro considerado por ele um “milagre”.
Anel escorregou do dedo e desapareceu na água
DiStefano tinha 21 anos quando estava em um píer próximo a Cedar Beach, em maio de 1969. O anel, que era um pouco maior do que o tamanho ideal para seu dedo, escorregou e caiu nas águas escuras do Long Island Sound.
ARTIGO CONTINUA ABAIXO
Veja também
Recomendado para você
Economia
BNDES aprova R$ 300 milhões para a Electrolux desenvolver 26 produtos com inteligência artificial e cortar em 40% o consumo de energia de refrigeradores
O financiamento BNDES Electrolux destina R$ 300 milhões ao desenvolvimento de 26 produtos, à aplicação de inteligência artificial e a projetos de eficiência energética, incluindo refrigeradores capazes de consumir até…
Paulo Nogueira
0
O jovem viu a joia desaparecer, mas não conseguiu recuperá-la. Produzido em ouro branco de 14 quilates, com uma pedra granada, o anel havia custado US$ 110, quantia elevada para ele naquele período. Sem dinheiro para comprar outro, DiStefano preferiu não substituí-lo.
De acordo com a Fordham University, a perda aconteceu poucas semanas antes da formatura. Posteriormente, DiStefano cursou medicina, mudou-se para Arlington, no Texas, e trabalhou durante mais de 40 anos como oncologista. Ele se aposentou em 2023.
Mesmo após construir sua carreira e deixar Nova York, o médico continuou pensando ocasionalmente no anel perdido e no destino que a peça teria encontrado no fundo do estreito.
Detector de metais indicou objeto enterrado profundamente
A história começou a mudar quando David Orlowski levou seu detector de metais a Cedar Beach. Ele realiza esse tipo de busca como passatempo e já encontrou diferentes joias nas praias e lagos de Long Island.
Durante a maré baixa, com a água aproximadamente na altura dos joelhos, Orlowski recebeu um sinal forte do equipamento. Ele cavou na areia por mais de 30 centímetros até retirar uma joia grande e surpreendentemente bem preservada.
A peça trazia referências à turma de 1969 da Universidade Fordham, além do brasão e do símbolo da instituição. O detalhe decisivo estava em seu interior: o nome completo “Alfred R. DiStefano” havia sido gravado na parte interna.
Diferentemente de outras joias encontradas sem qualquer identificação, aquele anel perdido oferecia pistas suficientes para uma tentativa de localizar seu proprietário.
Grupo de ex-alunos ajudou a encontrar o dono
Orlowski procurou na internet um grupo da turma de 1969 da Fordham e entrou em contato com a moderadora Karen Manning. Com a ajuda de outros ex-alunos, ela conseguiu localizar DiStefano, que vive a cerca de 2.500 quilômetros do local da descoberta.
A esposa de Orlowski, Denise, também teve participação importante na decisão de devolver a joia. Ela perguntou ao marido se ele gostaria de receber seu próprio anel de volta caso estivesse na mesma situação. A resposta encerrou qualquer dúvida sobre o destino da peça.
Conforme relatado pela CBS News, o anel poderia ter sido vendido por milhares de dólares devido ao metal empregado em sua fabricação. Orlowski, entretanto, decidiu enviá-lo ao verdadeiro proprietário.
Reencontro foi registrado em vídeo no Texas
Avisado de que receberia uma encomenda especial, DiStefano pediu ao responsável pela entrega que registrasse em vídeo o momento em que ele abriu o pacote.
Quando retirou o anel da embalagem, encontrou a joia em condições muito melhores do que esperava após 56 anos na água e sob a areia.
O médico aposentado voltou a colocar o anel no dedo e afirmou que não pretendia mais tirá-lo. Para ele, a recuperação foi praticamente impossível de explicar de outra maneira que não como um milagre.
O anel perdido também trouxe de volta lembranças de seus anos como estudante em Fordham. Como agradecimento, DiStefano decidiu enviar presentes do Texas a Orlowski, reconhecendo o esforço e a honestidade de quem encontrou uma peça valiosa, procurou seu dono e garantiu que ela finalmente voltasse para casa.
Tags
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Fabio Lucas Carvalho.

