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184 drones com câmera térmica que enxerga no escuro e voa 49 minutos vão para as polícias dos 27 estados, numa compra de R$ 6,3 milhões contra o crime organizado
Escrito por Maria Heloisa Barbosa Borges
Publicado em 24/10/2026 às 02:27
Atualizado em 24/10/2026 às 02:28
Ciência e Tecnologia
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O Ministério da Justiça e Segurança Pública comprou 128 drones Matrice 4T e 56 Avata 2, com entrega no Gama (DF), para o combate ao crime organizado.
O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) investiu R$ 6,3 milhões em 184 drones. A informação está na nota oficial do MJSP, publicada em 23 de outubro de 2026. A compra é da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) e abrange as 27 unidades da Federação. A entrega foi feita na sexta-feira (23), no Gama, no Distrito Federal.
 *Drone da série Matrice 4, da DJI, mesma linha do modelo 4T comprado pelo MJSP (imagem de divulgação).*
Os drones são voltados ao enfrentamento do crime organizado. A nota cita inteligência policial, policiamento preventivo e apoio a operações integradas, incluindo a Respad (Resposta em Ações Integradas para Atuação em Situações de Desastres). Entre os usos citados estão acompanhar movimentações suspeitas, monitorar áreas de risco, apoiar investigações, localizar pessoas e reduzir a exposição dos policiais.
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Quanto custou cada drone?
Os 184 aparelhos são de dois modelos da DJI. Os 128 Matrice 4T somam cerca de R$ 5,78 milhões, e os 56 Avata 2 somam cerca de R$ 541,5 mil. Dividindo o valor pelo número de unidades, cada Matrice 4T sai por volta de R$ 45 mil. Cada Avata 2 fica perto de R$ 9,7 mil. Esses valores são divisão própria, não número oficial. Pela mesma conta, um Matrice 4T custa perto de 4,7 vezes um Avata 2.
O que o Matrice 4T enxerga à noite?
O Matrice 4T é o modelo principal da compra, com 128 unidades. A nota cita câmeras de alta resolução, sensores térmicos, visão noturna e medição de distância a laser. A ficha técnica oficial da DJI traz os números. A câmera infravermelha tem resolução de 640 × 512 pixels, que sobe para 1280 × 1024 com super-resolução ativada. O zoom digital da câmera térmica chega a 28 vezes, e o telêmetro a laser mede distâncias de até 1.800 metros.
A autonomia máxima é de 49 minutos com hélices padrão e sem vento. Com hélices de redução de ruído, o tempo cai para 46 minutos.
 *Tela do controle da série Matrice 4 no modo de rastreamento de alvo (imagem de divulgação).*
Para que serve o Avata 2, o drone de pilotagem em primeira pessoa?
O Avata 2 é o modelo compacto da compra. A câmera grava vídeo em 4K, e o piloto controla o voo com visão em primeira pessoa (FPV). A nota o indica para reconhecimento em ambientes que exigem agilidade. O texto oficial não diz em quais operações cada modelo será usado.
Quantos drones cada estado recebe?
A nota não informa a divisão entre os estados. Como conta de referência, 184 drones divididos por 27 unidades da Federação dão menos de 7 aparelhos por estado, se a divisão fosse igual. Essa média serve só de referência, porque a distribuição real pode ser diferente e o texto oficial não diz quantos drones vão para cada polícia.
 *Entrega dos 184 drones no Gama (DF), em 23 de outubro (imagem de divulgação).*
O que vem depois com os antidrones?
A compra de drones vem junto com sistemas antidrones. A previsão é contemplar 7 estados até dezembro de 2026, com expansão para as demais unidades a partir de 2027. Somadas, as aquisições de drones e de antidrones passam de R$ 37 milhões. A nota diz que o total passa desse valor. Por dedução simples (R$ 37 milhões menos R$ 6,3 milhões), a parte antidrone fica acima de R$ 30 milhões.
Faltam dois números: quantos drones ficam com cada polícia e quais são os 7 estados da primeira leva de antidrones.
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Drones
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Maria Heloisa Barbosa Borges.

