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A Sergas tem 347 km de gasodutos, quer pôr biometano na rede e ainda não há nenhuma usina do combustível em operação no estado
Escrito por Bruno Teles
Publicado em 24/10/2026 às 16:00
Atualizado em 24/10/2026 às 16:01
Biocombustíveis Renováveis
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A Sergas, companhia de gás natural de Sergipe, quer usar a rede que já existe para levar biometano aos consumidores. Segundo o Governo de Sergipe, a companhia tem cerca de 347 quilômetros de gasodutos e atende mais de 52 mil usuários.
Só que o estado ainda não produz esse combustível. Como não há usinas de biometano em operação em Sergipe, a estratégia é estimular novas unidades produtoras, inclusive com a iniciativa privada.
Como a Sergas quer pôr biometano na rede?
A companhia fez um estudo sobre o potencial de produção de biometano no estado. Também lançou uma chamada pública para receber propostas de fornecedores. O combustível sai da purificação do biogás, que vem de resíduos orgânicos, e pode entrar na rede de gás natural desde que atenda às especificações técnicas e regulatórias.
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A vantagem, segundo a própria Sergas, é não precisar construir uma rede separada só para o combustível renovável. A companhia também prevê mecanismos de rastreabilidade, para identificar a origem renovável do gás que vende aos consumidores. Fonte: Governo de Sergipe
Quando o gás chega a Barra dos Coqueiros?
A obra do gasoduto de Barra dos Coqueiros, na região metropolitana de Aracaju, está na fase final. A travessia da ponte já foi concluída, e os trabalhos agora se concentram na interligação com a rede local e nos últimos testes. A previsão é começar a operar até o fim de 2026. Depois disso, condomínios, restaurantes, padarias e pequenas indústrias poderão contar com o gás natural canalizado. Fonte: Bahia Econômica
Hoje a rede atende principalmente Aracaju, Nossa Senhora do Socorro, São Cristóvão, Laranjeiras, Itaporanga d’Ajuda, Estância, Rosário do Catete e Carmópolis. Com Barra dos Coqueiros, a companhia amplia a presença fora dos corredores que já atende.
E Lagarto, o que muda por lá?
Em Lagarto, a Sergas já abastece uma indústria, a Maratá, com gás natural comprimido levado por caminhão até uma estação de descompressão. A companhia pretende implantar em 2027 uma rede estruturante no município, para atender outros consumidores comerciais e industriais. Fonte: Governo de Sergipe
O Corredor Azul também serve ao biometano?
O plano inclui dois postos de abastecimento ao longo da BR-101, com estrutura para caminhões movidos a gás natural. O diretor-presidente da Sergas disse que a estrutura poderá servir ao biometano no futuro: “No futuro, essa mesma estrutura poderá ser utilizada para o abastecimento com biometano”. Fonte: entrevista publicada pelo Governo de Sergipe
O Estado tem hoje o controle total da companhia. A compra veio em duas etapas: no fim de 2024, com a participação da Norgás, e em julho de 2026, com a participação da Mitsui. A chamada pública é o primeiro passo concreto para o biometano: ela busca fornecedores interessados em vender o combustível. Fonte: Governo de Sergipe
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biometano, Sergas, gasoduto, Sergipe
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Bruno Teles.

