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Aena assume Galeão e anuncia R$ 1 bilhão em projetos com galpão de 120 mil m², centro da BYD, hangar da GOL e 3.860 empregos
Escrito por Ana Alice
Publicado em 13/10/2026 às 20:45
Atualizado em 13/10/2026 às 20:50
Logística e Transporte
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Nova gestão do Galeão reúne projetos privados em logística, manutenção aeronáutica, tecnologia automotiva e hotelaria, com investimentos previstos para os próximos três anos e expansão das atividades realizadas dentro do complexo aeroportuário do Rio.
A Aena Brasil apresentou nesta terça-feira (13) uma carteira de aproximadamente R$ 1 bilhão em projetos privados previstos para o Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro, poucos dias depois de assumir oficialmente a gestão do terminal.
Os empreendimentos envolvem logística, manutenção aeronáutica, tecnologia automotiva e hotelaria, com previsão de 3.860 empregos nos próximos três anos.
O anúncio ocorreu uma semana após a concessionária espanhola assumir o controle do aeroporto, em 6 de outubro. Os R$ 1 bilhão, no entanto, não correspondem exclusivamente a investimentos feitos pela própria Aena: o valor reúne projetos de empresas que pretendem ocupar e ampliar atividades dentro do complexo aeroportuário.
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O Ministério de Portos e Aeroportos detalhou a nova etapa da concessão e os empreendimentos apresentados pela administradora.
Galpões logísticos concentram R$ 484 milhões em investimentos
A logística concentra a maior parcela individual dos aportes. R$ 484 milhões estão ligados a dois projetos da Hire Capital, que prevê a construção de um novo galpão e a ampliação de uma estrutura já existente dentro do sítio aeroportuário.
O maior deles será um galpão de 120 mil metros quadrados, com investimento estimado em R$ 430 milhões. A estrutura deverá atender operações relacionadas aos mercados do Rio de Janeiro e do Espírito Santo e tem previsão de gerar cerca de 1.200 postos de trabalho.
A mesma empresa pretende ampliar o empreendimento HLOG2. Nesse caso, a área passará dos atuais 22 mil para 40 mil metros quadrados, com aporte de aproximadamente R$ 54 milhões e expectativa de criação de outros 200 empregos.
Somados, os dois projetos logísticos respondem por quase metade do volume total anunciado para o Galeão e por cerca de 1.400 vagas previstas.
Os anúncios reforçam uma frente que já vinha ganhando espaço no aeroporto. Em 2025, o Galeão processou mais de 30 milhões de remessas internacionais no primeiro ano de sua operação voltada ao comércio eletrônico dentro do programa Remessa Expressa.
O terminal também atende cadeias industriais que dependem do transporte aéreo de cargas, entre elas os setores aeronáutico e de petróleo e gás.
Centro da BYD terá investimento de R$ 300 milhões
Outro projeto previsto para o complexo é o Centro de Testes e Avaliação Automotiva da BYD. A montadora anunciou em março um investimento de R$ 300 milhões para instalar a estrutura em uma área de 183.861 metros quadrados no Galeão.
A unidade será destinada a pesquisas, desenvolvimento e validação de veículos em condições reais de utilização.
O projeto da fabricante chinesa inclui pistas para testes de velocidade, potência, resistência, durabilidade e desempenho, além de áreas destinadas a avaliações em diferentes tipos de terreno.
Segundo a BYD, as obras estão previstas para começar no fim de 2026, enquanto a inauguração é planejada para 2028.
A instalação deverá gerar 1.200 postos de trabalho, conforme os números apresentados na carteira de empreendimentos do Galeão. A empresa também pretende utilizar a unidade para obter dados de veículos submetidos às condições brasileiras e apoiar o desenvolvimento e a adaptação de tecnologias para o país e outros mercados latino-americanos.
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GOL prepara novo hangar dentro do Galeão
Na área de manutenção aeronáutica, a GOL planeja construir um novo hangar dentro do aeroporto. O empreendimento ocupará 56 mil metros quadrados, terá investimento superior a R$ 100 milhões e poderá criar aproximadamente 800 empregos.
A estrutura amplia a presença de atividades de manutenção de aeronaves no complexo, adicionando uma operação ligada diretamente à cadeia do transporte aéreo.
A carteira apresentada pela Aena inclui ainda um hotel de bandeira internacional operado pela bUP. O empreendimento prevê R$ 90 milhões em investimentos e começará com 232 quartos, podendo chegar posteriormente a 426 unidades.
A expectativa divulgada é de 460 empregos, considerando as etapas de construção e operação.
Somadas, as projeções informadas para os principais projetos chegam aos 3.860 empregos citados pela Aena: 1.400 nos dois empreendimentos logísticos, 1.200 no centro da BYD, 800 no hangar da GOL e 460 no hotel.
As estimativas representam postos associados à implantação e operação dos projetos e dependem da execução dos investimentos anunciados.
Nova gestão do Galeão começa após compra da concessão
A possibilidade de desenvolver empreendimentos comerciais dessa dimensão também está relacionada a mudanças regulatórias. Segundo o Ministério de Portos e Aeroportos, novas regras permitem contratos comerciais com prazos que ultrapassem o período restante da concessão, desde que haja análise da Secretaria Nacional de Aviação Civil sobre a viabilidade econômica e a compatibilidade com o contrato do aeroporto.
A Aena assumiu o Galeão após vencer, em março, o processo de venda assistida da concessionária com uma proposta de R$ 2,9 bilhões.
Esse montante corresponde à aquisição da sociedade concessionária e não deve ser confundido com a carteira de aproximadamente R$ 1 bilhão em projetos agora apresentada. A concessão permanece válida até maio de 2039.
Com a incorporação do aeroporto carioca, a Aena passou a administrar 18 aeroportos no Brasil. No Galeão, a empresa assume uma estrutura que movimentou 17,8 milhões de passageiros em 2025 e também mantém participação relevante no transporte aéreo de cargas.
Entre janeiro e agosto de 2026, o aeroporto recebeu 12,67 milhões de passageiros, alta de 10,9% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Nesta nova etapa, galpões logísticos, manutenção de aeronaves, pesquisa automotiva e novos empreendimentos comerciais passam a integrar os planos apresentados para o Galeão, enquanto a Aena prepara uma avaliação das necessidades operacionais do aeroporto e um plano de ação para os próximos meses.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Ana Alice.

