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Com 17 mil toneladas de força, prensa gigante da Doosan tem 29 metros de altura, molda lingotes aquecidos e integra fábrica capaz de produzir 80 mil toneladas de peças forjadas por ano.
Escrito por Alisson Ficher
Publicado em 13/10/2026 às 19:15
Atualizado em 13/10/2026 às 19:40
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Instalada em Changwon, na Coreia do Sul, a máquina entrou em operação comercial em 2017 e permanece ligada à produção de componentes de grande porte para geração de energia; em 2026, a fabricante a citou na fabricação de peças destinadas a uma usina nuclear chinesa.
A força de uma prensa de forjamento descreve a pressão que o equipamento consegue aplicar sobre o metal, não o peso da própria máquina. Em Changwon, a Doosan usa esse princípio para deformar lingotes aquecidos em componentes de grande porte destinados a aplicações industriais e de energia.
A máquina de 17 mil toneladas mede 29 metros de altura e 9 metros de largura. Ao iniciar sua operação comercial, em 2017, a Doosan informou que a instalação elevaria para 80 mil toneladas por ano a capacidade da fábrica associada à nova prensa.
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No forjamento pesado, lingotes de aço são aquecidos e submetidos a sucessivas etapas de pressão. Diferentemente de processos de usinagem que chegam à forma desejada pela retirada de material, a prensa modifica o volume metálico por deformação controlada entre ferramentas.
Esse tipo de componente é usado quando a peça precisa suportar cargas elevadas durante a operação de equipamentos industriais e sistemas de geração. O forjamento permite que o metal seja conformado sem depender apenas da retirada de material para produzir a geometria necessária.
A classificação de 17 mil toneladas representa a força nominal de prensagem. Quando apresentou o equipamento, a Doosan comparou essa pressão à ação simultânea de 240 mil pessoas sobre o metal, analogia usada pela própria fabricante para representar a escala da máquina.
O que significam 17 mil, 80 mil e 140 mil toneladas
A instalação exigiu mudanças físicas na fábrica de Changwon. A companhia informou que a área destinada ao forjamento foi ampliada em aproximadamente 34%, alcançando 73.748 metros quadrados com a chegada do novo equipamento.
A prensa de 17 mil toneladas substituiu uma máquina de 13 mil toneladas que, segundo a empresa, havia permanecido em operação durante 35 anos. A troca fez parte do projeto de ampliação que antecedeu a entrada comercial do equipamento maior.
Os números de produção divulgados pela Doosan precisam ser lidos em recortes diferentes. As 80 mil toneladas anuais foram apresentadas para a fábrica associada à nova prensa de 17 mil toneladas, e não como a capacidade total de todos os equipamentos de forjamento instalados no complexo.
A unidade também operava duas outras prensas, com capacidades nominais de 4.200 e 1.600 toneladas. Consideradas em conjunto, as três máquinas permitiam produzir até 140 mil toneladas de produtos de aço forjado por ano, conforme informou a companhia.
A diferença entre os dois valores separa a capacidade comunicada para a fábrica com a maior prensa daquela atribuída ao conjunto das três máquinas. Também evita tratar a força nominal de um equipamento como se fosse, por si só, uma medida de produção anual.
A capacidade anual depende de uma cadeia que vai além da etapa de compressão. Preparação do lingote, aquecimento, reposicionamento durante a deformação e operações posteriores de tratamento e acabamento fazem parte do fluxo necessário para transformar o aço em um componente industrial de grandes dimensões.
Durante a prensagem, o lingote pode ser reposicionado e comprimido repetidamente, porque a forma final não é obtida em uma única aplicação de força. A sequência permite modificar gradualmente o material antes das etapas posteriores de tratamento térmico, inspeção e ajuste dimensional.
Contrato para usina chinesa envolve peças de até 130 toneladas
A aplicação da prensa aparece novamente em comunicado da Doosan Enerbility divulgado em julho deste ano. A empresa informou ter contratado o fornecimento de oito peças forjadas de grande porte para geradores de vapor das unidades 5 e 6 da usina nuclear de Laiyang, na província chinesa de Shandong.
O pedido envolve quatro channel heads, componentes que formam passagens para o fluido refrigerante do reator, e quatro tube sheets. Estas últimas sustentam milhares de tubos responsáveis pela transferência de calor e fazem parte da separação entre o circuito do reator e o sistema secundário.
De acordo com a empresa, as peças previstas no contrato podem alcançar cinco metros de diâmetro e cerca de 130 toneladas. A Doosan citou sua prensa de 17 mil toneladas entre os equipamentos empregados na fabricação de componentes nucleares dessa escala.
O trabalho continua depois que a peça sai da prensa. Tratamentos térmicos são usados para obter propriedades determinadas para o aço, inspeções verificam a integridade do componente e a usinagem remove material nas etapas de acabamento necessárias para atingir as medidas especificadas.
No projeto de Laiyang, a Doosan informou que as oito peças serão fornecidas em entregas sucessivas até 2029. As unidades 5 e 6 utilizarão reatores CAP1400.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Alisson Ficher.

