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Antes de plantar na Lua, NASA e parceiros vão preparar um laboratório agrícola na Terra

Antes de plantar na Lua, NASA e parceiros vão preparar um laboratório agrícola na Terra

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Antes de plantar na Lua, NASA e parceiros vão preparar um laboratório agrícola na Terra

Escrito por Maria Heloisa Barbosa Borges

Publicado em 03/10/2026 às 13:42

Atualizado em 03/10/2026 às 13:43

Agronegócio

Canal

A estufa EDEN ISS, do DLR, num registro de arquivo. A unidade passou cinco anos na Antártida a partir de 2018, informa o centro alemão. Foto: DLR (CC-BY 3.0)

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Carta de intenções une NASA, Agência Espacial Canadense e DLR em torno de um laboratório agrícola de testes, que vai reproduzir condições parecidas com as previstas para uma base lunar. Obra e verba ainda não estão decididas.

A NASA, a Agência Espacial Canadense (CSA) e o centro aeroespacial alemão (DLR) assinaram uma carta de intenções, divulgada em 30 de setembro de 2026. Ela abre o preparo de um laboratório agrícola na Terra, que vai testar plantas em condições parecidas com as da Moon Base.

Fazenda funcionando na Lua não existe. E a carta, por si só, também não é obra: segundo o próprio documento, ela não é compromisso legal, não garante verba e não promete licitação nem contrato.

Que laboratório agrícola NASA, CSA e DLR querem preparar?

É o Lunar Agriculture Module-Ground Test Demonstrator, o LAM-GTD. Em tradução livre, demonstrador de testes em solo de um módulo agrícola lunar.

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Ilustração do DLR: um módulo agrícola baseado no conceito do LAM-GTD, numa base lunar imaginada. É um desenho do conceito, não uma obra existente. Foto: Ilustração: DLR/Kyunghwan

Segundo a NASA, o laboratório agrícola serve para desenvolver tecnologias de cultivo. Também vai estudar como as plantas se saem em atmosferas e ambientes controlados parecidos com os esperados nas missões da Moon Base.

Na descrição da agência, a Moon Base é o caminho para uma presença humana duradoura perto do polo sul da Lua. O laboratório agrícola vai ensaiar na Terra o cultivo de plantas para a Moon Base.

De acordo com o DLR, a ideia é investigar o comportamento das plantas também em atmosfera de pressão reduzida.

O que vai dentro desse laboratório agrícola?

Três peças, de acordo com o DLR, todas ainda no papel:

O que o DLR quer acompanhar é a conversa entre a estufa e o habitat: a troca de oxigênio, gás carbônico e água.

A carta resume o objetivo: usar esse laboratório para demonstrar tecnologias que ajudem futuros sistemas biorregenerativos de suporte à vida (BLSS, na sigla em inglês) em missões de espaço profundo.

Para que servem plantas numa base lunar?

Para comer, respirar e reciclar. Segundo a NASA, as plantas dão a equipes em missões de espaço profundo, como as da Moon Base, comida integral e mais variedade no cardápio.

Em 17 de abril de 2023, o cientista de horticultura Blake Costine ajusta sensores de umidade no projeto Advanced Plant Imaging, no Centro Espacial Kennedy, na Flórida (foto de arquivo da NASA). Foto: NASA/Isaac Watson

A agência afirma que elas também absorvem gás carbônico, produzem oxigênio e reciclam água. Essas funções ganham peso à medida que as missões se afastam da Terra, na avaliação da NASA.

A carta inclui ainda o bem-estar psicológico entre as funções esperadas do módulo.

Quem faz o quê nessa parceria?

Cada agência ficou com uma frente do laboratório agrícola. A carta divulgada pela NASA divide assim:

O DLR afirma que o projeto já tem equipes de institutos seus, da NASA e da CSA. Equipes do Conselho Nacional de Pesquisa do Canadá (NRC) também participam.

Quando o laboratório agrícola fica pronto?

Ainda não há data firme de entrega, e a decisão de construir nem foi tomada. Segundo o DLR, o trabalho preparatório vai definir se e como o demonstrador será construído, até 2032 no máximo.

A carta fala numa meta indicativa (“notional goal”, no original): uma instalação operando na Terra até 2030. Duas datas, dois documentos. Nenhuma é promessa fechada.

Outro detalhe de calendário: a carta foi assinada em agosto de 2026, conforme o DLR, mas as assinaturas do DLR e da CSA no PDF trazem datas de julho. O anúncio da NASA é de 30 de setembro.

O que isso muda para quem planta aqui na Terra?

Por enquanto, o laboratório agrícola não entrega nada que já chegue ao campo. O DLR aponta dois ganhos possíveis.

O primeiro ganho possível são projetos de estufa para regiões desérticas e secas, onde a água é rara.

O segundo é produzir alimento de forma mais eficiente e controlada. Isso pode reduzir o uso de pesticidas e melhorar a qualidade do alimento, na visão do centro.

São benefícios possíveis, não resultados medidos.

O DLR já operou uma estufa de teste em lugar hostil. Segundo o centro, a equipe da EDEN ISS passou cinco anos na Antártida, a partir de 2018. Ela coletou dados sobre produção, energia, água, segurança dos alimentos e até a psicologia do grupo.

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NASA


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Maria Heloisa Barbosa Borges.

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