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Bagin investe mais de R$ 10 milhões em fábrica de embalagens térmicas reutilizáveis em Goiânia
Escrito por Ruth Rodrigues
Publicado em 15/10/2026 às 20:48
Atualizado em 15/10/2026 às 20:49
Indústria
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Bagin prevê iniciar em novembro uma fábrica de embalagens térmicas reutilizáveis em Goiânia, após investimento inicial superior a R$ 10 milhões.
A Bagin prevê iniciar em novembro, em Goiânia, a operação de uma indústria dedicada à fabricação de embalagens térmicas reutilizáveis para restaurantes, deliveries, franquias e eventos. O projeto, apresentado como o primeiro do tipo no Brasil, busca atender principalmente ao mercado de food service e permitir que estabelecimentos adquiram sacolas personalizadas produzidas no próprio país.
O parque industrial recebeu mais de R$ 10 milhões em investimento inicial. Embora os equipamentos utilizados na linha produtiva sejam provenientes da China, a tecnologia aplicada à impressão das embalagens foi desenvolvida pela própria companhia.
Personalização poderá começar com 3 mil unidades
Um dos pontos centrais do projeto está na possibilidade de imprimir a identidade visual dos estabelecimentos diretamente nas embalagens.
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Segundo Luís Fernando, CEO da Bagin, a produção brasileira deverá retirar da operação etapas relacionadas à importação e reduzir o tempo de espera associado à compra do produto no exterior.
A empresa também pretende trabalhar com lotes menores. A personalização poderá ser feita a partir de 3 mil unidades, alternativa que, segundo a empresa, pretende tornar esse tipo de embalagem mais acessível aos estabelecimentos que enfrentavam dificuldades para importar produtos personalizados.
A proposta combina, portanto, três elementos dentro da nova fábrica:
- fabricação nacional das sacolas térmicas;
- impressão personalizada desenvolvida pela Bagin;
- atendimento a empresas ligadas ao consumo de alimentos fora de casa e ao delivery.
Pesquisa sobre o produto levou empresários até a China
A criação do negócio foi precedida por uma pesquisa sobre o mercado de embalagens térmicas. Luís Fernando e o sócio Roberto Lisboa chegaram a viajar à China para conhecer tecnologias utilizadas nesse tipo de produto.
Segundo Lisboa, a avaliação feita pelos empresários foi de que o Brasil não possuía produção desse modelo de embalagem e que a importação de unidades personalizadas nem sempre se mostrava viável para restaurantes.
A unidade industrial planejada para Goiânia surge como resposta da Bagin às dificuldades identificadas pelos empresários durante a pesquisa de mercado.
Empresa adiciona serviços ligados a gestão e marketing
O projeto industrial também está ligado a outras iniciativas comerciais.
A OPIS Publicidade e Negócios participa da sociedade e deverá atuar em áreas como educação profissional, gestão e marketing voltadas aos estabelecimentos atendidos.
Aline Gabriela, sócia do negócio, afirmou que a estratégia é utilizar a própria embalagem como ponto inicial de uma relação mais ampla com os clientes.
Entre as ferramentas previstas está a plataforma de educação online Bagin Startex. A empresa também planeja o podcast BaginCast e grupos de networking para aproximar estabelecimentos atendidos pela marca.
A empresa também pretende implementar o BaginMania, sistema de cashback desenvolvido para incentivar consumidores a publicar fotos das embalagens personalizadas nas redes sociais.
Empresa mira mercado de delivery de alimentos
A decisão de entrar nesse segmento ocorre diante da dimensão atribuída ao delivery de comida no país.
De acordo com os números do Statista Market Forecast, o Brasil ocupa a quarta posição mundial no consumo de delivery de alimentos, segmento que teria faturado US$ 21 bilhões em 2025.
O serviço já faria parte da rotina de 88% dos consumidores brasileiros. Para 2030, a projeção citada aponta movimentação de US$ 29,5 bilhões.
A embalagem também influencia a experiência de compra. Pesquisa da Associação Brasileira de Embalagem (ABRE) citada no material aponta que 51% dos consumidores deixam de comprar em um estabelecimento após problemas com a embalagem.
É nesse mercado que a Bagin pretende iniciar sua produção em novembro, combinando fabricação local de embalagens térmicas reutilizáveis com personalização em tiragens menores e serviços destinados aos negócios atendidos.
Fonte
empreender em goias
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Ruth Rodrigues.

