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Chile prepara mina de cobre de US$ 870 milhões com energia solar, água do mar e capacidade para produzir 46 mil toneladas por ano
Escrito por Roberta Souza
Publicado em 15/10/2026 às 20:21
Atualizado em 15/10/2026 às 20:22
Mineração
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Projeto Tovaku reúne Codelco e Pucobre em investimento bilionário na região de Antofagasta, com previsão de iniciar a produção em 2030 e operar durante 21 anos.
O Chile prepara um projeto de mineração de cobre que combina investimento de US$ 870 milhões, energia solar e utilização de água do mar. Segundo comunicado da Codelco, publicado em 25 de agosto de 2026, a estatal chilena e a mineradora Pucobre formalizaram uma parceria para desenvolver o projeto Tovaku, na região de Antofagasta. A futura operação poderá produzir 46 mil toneladas de cátodos de cobre por ano, com início previsto para 2030.
Projeto de cobre prevê investimento de US$ 870 milhões e operação por 21 anos
O projeto Tovaku fica aproximadamente 70 quilômetros a leste de Tocopilla, no norte do Chile, uma das principais regiões mineradoras do país.
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A parceria estabelece que a Pucobre terá 60% de participação na sociedade, enquanto a Codelco ficará com os outros 40%.
Além disso, as empresas dividirão responsabilidades. A Codelco contribuirá com as concessões minerais, enquanto a Pucobre ficará responsável pelos estudos e pelo financiamento das etapas de desenvolvimento e construção.
O investimento estimado alcança US$ 870 milhões. Desse total, aproximadamente US$ 650 milhões correspondem ao empreendimento mineral, enquanto outros US$ 220 milhões estão associados ao parque solar fotovoltaico previsto para o projeto.
Segundo a Pucobre, Tovaku possui 633 milhões de toneladas de reservas minerais e poderá operar durante 21 anos.
Entretanto, a produção ainda não começou. As empresas precisam concluir etapas de engenharia, obter autorizações e avançar na implantação da infraestrutura.
O investimento ocorre em um momento de interesse por projetos de cobre na América Latina. Em reportagem do CPG, foi noticiado como a Colômbia busca destravar investimentos de até US$ 4 bilhões no setor mineral até 2030.
Mina utilizará água do mar e terá parque solar fotovoltaico
Um dos diferenciais de Tovaku está na combinação de recursos naturais e infraestrutura energética.
Segundo a Codelco, o projeto utilizará água do mar sem dessalinização em suas operações. Dessa forma, a empresa pretende reduzir a pressão sobre as fontes de água doce em uma região marcada pelo clima desértico.
Além disso, a iniciativa contempla um parque solar fotovoltaico, com investimento estimado em US$ 220 milhões.
A proposta combina geração de energia renovável e mineração em grande escala. Entretanto, as empresas ainda precisam concluir as etapas necessárias para implantar as instalações previstas.
Outro fator favorável envolve as características do depósito. Segundo a Codelco, parte dos minerais aparece em profundidades relativamente pequenas, o que favorece a proposta de uma mina a céu aberto.
Além disso, o minério apresenta características que permitem projetar um consumo relativamente baixo de ácido durante o processamento.
Essas condições podem contribuir para a eficiência operacional, embora os resultados efetivos dependam da implantação e do desempenho futuro da mina.
O uso de energia renovável também ganha espaço em outras operações minerais. Em reportagem publicada no CPG, Roberta Souza apresentou uma instalação solar com baterias que fornece energia continuamente a um grande complexo de cobre na África.
Produção de cobre poderá começar em 2030 e gerar oportunidades de emprego
A expectativa das empresas é iniciar a produção de Tovaku em 2030, com capacidade estimada de 46 mil toneladas anuais de cátodos de cobre.
Esses cátodos são produtos de cobre refinado, utilizados como matéria-prima em diferentes atividades industriais.
O metal desempenha um papel importante na fabricação de fios elétricos, motores, transformadores e equipamentos utilizados em sistemas de energia.
Por isso, projetos como Tovaku despertam interesse em um cenário de expansão das redes elétricas e da eletrificação de diferentes setores.
Segundo informações da Pucobre, a construção poderá mobilizar aproximadamente 1.000 trabalhadores no período de maior atividade. Já a operação deverá contar com cerca de 700 pessoas.
Entretanto, essas estimativas não representam vagas abertas neste momento. A contratação dependerá do avanço do empreendimento.
Antes disso, as empresas precisam obter as licenças necessárias e concluir a preparação para a construção.
Além disso, o investimento evidencia a importância econômica do cobre. Entenda como funciona a extração e o processamento do cobre e por que o metal possui tantas aplicações industriais.
No caso de Tovaku, a parceria entre Codelco e Pucobre busca transformar um depósito mineral em uma operação de longo prazo, com infraestrutura energética própria e utilização de água do mar.
Entretanto, os US$ 870 milhões representam um investimento previsto, e as 46 mil toneladas anuais correspondem à capacidade projetada. A concretização dessas metas dependerá das licenças, da construção e do início efetivo das operações.
Fonte
Codelco
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Roberta Souza.

