Faça um comentário
4 min de leitura
Brasil abre 452,6 mil pequenos negócios em setembro, e MEIs, microempresas e empresas de pequeno porte representam 96,5% dos novos CNPJs
Escrito por Andriely Medeiros de Araújo
Publicado em 16/10/2026 às 18:54
Atualizado em 16/10/2026 às 19:40
Economia
Grupo
Seja o primeiro a reagir!
Prefira o CPG no Google
Brasil registrou 452,6 mil pequenos negócios em setembro de 2026, com alta de 5,5% em um ano e forte participação dos microempreendedores individuais.
A criação de pequenos negócios no Brasil atingiu 452,6 mil registros em setembro de 2026, com participação de 96,5% no total de novos CNPJs do país. O resultado reúne microempreendedores individuais (MEI), microempresas (ME) e empresas de pequeno porte (EPP) e representa um crescimento de 5,5% em relação ao mesmo mês de 2025, quando essas categorias somaram 428,9 mil aberturas.
O avanço também aparece no balanço dos nove primeiros meses do ano. Entre janeiro e setembro, foram constituídos 4.391.539 pequenos negócios, com predominância dos MEIs. Nesse período, São Paulo concentrou a maior participação nas aberturas, enquanto o setor de Serviços liderou os registros de setembro.
Serviços respondem por quase dois terços das novas empresas em setembro
A maior quantidade de novos pequenos negócios em setembro ficou concentrada nas atividades de prestação de serviços. O segmento contabilizou 288.076 CNPJs, o equivalente a 64% das aberturas registradas no mês.
ARTIGO CONTINUA ABAIXO
Veja também
Comércio e Indústria também tiveram participação no resultado, mas em proporções menores. A distribuição entre os três setores foi a seguinte:
- Indústria: 37.451 novos negócios, correspondentes a 8% do total;
- Comércio: 93.508 registros, com participação de 21%;
- Serviços: 288.076 empresas abertas, representando 64%.
A diferença entre os setores mostra que a quantidade de empresas criadas em Serviços foi superior à registrada individualmente no Comércio e na Indústria. Os percentuais se referem exclusivamente às aberturas de pequenos negócios em setembro.
São Paulo concentra quase 30% das aberturas acumuladas no ano
O levantamento dos nove primeiros meses de 2026 também revela diferenças na distribuição dos registros empresariais entre os estados brasileiros.
São Paulo reuniu 29,7% de todos os pequenos negócios abertos entre janeiro e setembro, ficando na primeira posição nacional. Minas Gerais respondeu por 10,2% do acumulado, enquanto o Rio de Janeiro alcançou 8,2%.
Juntos, os três estados do Sudeste representaram 48,1% das novas empresas dessas categorias no período. A participação expressiva dessas unidades da Federação diz respeito à quantidade de registros, não necessariamente às maiores taxas de crescimento em comparação com 2025.
Microempreendedores individuais representam 77% dos novos negócios
Na divisão por porte empresarial, os microempreendedores individuais foram responsáveis por mais de três quartos das aberturas realizadas de janeiro a setembro.
Do total de 4,39 milhões de pequenos negócios criados no Brasil, 77% pertenciam à categoria MEI. As microempresas ficaram com 19%, enquanto as empresas de pequeno porte representaram os 4% restantes.
Além da participação majoritária no acumulado, os MEIs apresentaram aumento de 14% no número de novos registros em relação aos nove primeiros meses de 2025.
Esse crescimento nacional, porém, ocorreu em proporções diferentes entre as unidades da Federação, com alguns estados registrando variações percentuais bastante superiores à média do país.
Amapá registra alta de 42,6% na criação de MEIs
Entre os estados que apresentaram maior crescimento proporcional na abertura de microempreendedores individuais, o Ceará alcançou 25,2%, enquanto o Maranhão registrou 25,7%.
O maior avanço foi observado no Amapá, com crescimento de 42,6% na comparação entre janeiro e setembro de 2026 e o mesmo intervalo de 2025.
O desempenho das micro e pequenas empresas também foi positivo no período. Considerando esse grupo, a quantidade de novos negócios aumentou 11,5% no país em relação ao ano anterior.
Nesse recorte, o Paraná registrou expansão de 21,6%, seguido por Mato Grosso do Sul, com 23,6%. O Distrito Federal apresentou o maior crescimento entre os destaques informados, chegando a 24,3%.
Os resultados evidenciam uma diferença entre participação no total de aberturas e velocidade de expansão. Enquanto São Paulo liderou o volume acumulado, outras unidades da Federação registraram os maiores avanços percentuais nas categorias analisadas.
Pequenos negócios chegam ao último trimestre com mais de 4,3 milhões de aberturas
O balanço até setembro reúne dois movimentos do segmento empresarial brasileiro: o crescimento das novas inscrições em relação a 2025 e a forte presença dos negócios de menor porte entre os CNPJs criados.
A predominância dos microempreendedores individuais aparece no acumulado anual, enquanto o levantamento de setembro identifica os Serviços como principal atividade econômica entre as novas empresas.
Fonte
Sebrae
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Andriely Medeiros de Araújo.

