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Brasil coloca quatro navios de guerra gigantes em produção simultânea em Santa Catarina, com entregas previstas até 2029
Escrito por Bruno Teles
Publicado em 28/10/2026 às 16:15
Atualizado em 28/10/2026 às 16:40
Indústria Naval
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A Marinha do Brasil passou a construir simultaneamente quatro fragatas da Classe Tamandaré no TKMS Estaleiro Brasil Sul, em Itajaí (SC). A primeira, a F200, chegou ao Rio de Janeiro em 16 de março de 2026, e a quarta, a Mariz e Barros, deve ser incorporada à Força em 2029.
O TKMS Estaleiro Brasil Sul, em Itajaí, Santa Catarina, está construindo ao mesmo tempo as quatro primeiras fragatas do Programa Fragatas Classe Tamandaré (PFCT), da Marinha do Brasil. São a Tamandaré (F200), a Jerônimo de Albuquerque (F201), a Cunha Moreira (F202) e a Mariz e Barros (F203). O programa prevê entregas escalonadas até 2029.
As informações foram publicadas pela Agência Marinha de Notícias em 16 de março de 2026, em texto da Primeiro-Tenente (RM2-T) Thaís Cerqueira e do Segundo-Tenente (RM2-T) Ribeiro, e pelo site Infodefensa em 14 de janeiro de 2026, em reportagem de Roberto Caiafa.
Quarta fragata começou a ser construída em 9 de janeiro de 2026
A construção da Mariz e Barros (F203) começou na sexta-feira, 9 de janeiro de 2026, com o corte da primeira chapa de aço. Participaram a Marinha do Brasil, a Empresa Gerencial de Projetos Navais (Emgepron) e a Sociedade de Propósito Específico Águas Azuis (SPE AAz).
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Segundo a Marinha, com o início dessa fragata o estaleiro de Itajaí atingiu o auge da produção do programa. As quatro primeiras embarcações passaram a ser construídas simultaneamente no Brasil, com alto índice de conteúdo local.
Chapas de cerca de 3 milímetros podem formar navio de mais de 3.500 toneladas
As chapas de aço usadas na fragata têm cerca de três milímetros de espessura. A partir delas, pode nascer um navio de mais de 3.500 toneladas, segundo o Infodefensa.
O primeiro corte marca a passagem da fase de projeto para a fase de fabricação. Para chegar a esse ponto, o projeto detalhado precisa estar completo e aprovado, com engenharia, planejamento e logística prontos para a produção.
Mariz e Barros deve ser lançada em 2027 e incorporada em 2029
A fragata Mariz e Barros poderá atingir 25 nós, o equivalente a cerca de 47 km/h. A previsão é de que ela seja lançada ao mar em 2027 e incorporada à Marinha do Brasil em 2029.
O batimento de quilha da F203 está previsto para ainda este ano, de acordo com a Marinha.
Nome homenageia oficial morto na Guerra da Tríplice Aliança em 1866
A F203 leva o nome do Primeiro-Tenente Antônio Carlos de Mariz e Barros, herói da Guerra da Tríplice Aliança. Ele comandou o Encouraçado Tamandaré, um dos três primeiros navios com couraça construídos no Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro e incorporados pela Marinha do Brasil.
Em 1866, durante o bombardeio ao Forte de Itapiru, o Tamandaré foi atingido pelos paraguaios. O projétil se fragmentou e atingiu 34 militares, entre eles o comandante, que morreu no dia seguinte em razão dos ferimentos.
Jerônimo de Albuquerque fará testes de mar no segundo semestre de 2026
A segunda fragata do programa, a Jerônimo de Albuquerque (F201), vai iniciar a etapa de testes de mar no segundo semestre de 2026.
A embarcação já aparece atracada ao lado da Tamandaré em imagens divulgadas pela Marinha no estaleiro de Itajaí.
Cunha Moreira tem lançamento ao mar previsto para 17 de junho
A terceira fragata, a Cunha Moreira (F202), está na fase de conclusão da montagem do casco. A cerimônia de Lançamento ao Mar está prevista para 17 de junho de 2026.
Construção da Tamandaré começou em 2022 e terminou em 2026
A Fragata Tamandaré (F200), primeira do programa, teve a construção iniciada em 2022, com o corte da primeira chapa de aço. O navio foi lançado ao mar em 9 de agosto de 2024 e passou por testes de mar em 2025.
A viagem ao Rio de Janeiro, em março de 2026, marcou a conclusão da fase de construção, segundo a Marinha.
F200 navegou cerca de 765 quilômetros de Itajaí ao Rio
A Tamandaré deixou Itajaí pelo Rio Itajaí-Açu na sexta-feira, 13 de março. Depois de cerca de 765 quilômetros e dois dias e meio de navegação, chegou à capital fluminense na segunda-feira, 16.
Na Baía de Guanabara, a F200 foi recebida pela Fragata Defensora.
Incorporação da Tamandaré está prevista para 24 de abril
No Rio de Janeiro, a fragata será preparada para a Cerimônia de Mostra de Armamento, prevista para 24 de abril. A data vai marcar a incorporação oficial do navio à Marinha do Brasil.
No mesmo dia da chegada, a Base Naval do Rio de Janeiro entregou novas instalações para que parte dos 143 militares da tripulação também possa atuar em terra.
Fragata foi construída com transferência de tecnologia e faz parte do Novo PAC
A Tamandaré foi integralmente construída no Brasil, com mão de obra local e por meio de um processo de transferência de tecnologia. Segundo a Marinha, isso contribui para fortalecer a indústria naval nacional.
O navio é a primeira fragata desse projeto nacional de construção naval, que integra o Novo PAC do Governo Federal.
Navio pode fazer guerra antiaérea, antissubmarino e de superfície ao mesmo tempo
A Tamandaré está preparada para conduzir missões de guerra antiaérea, antissubmarino e de superfície de forma simultânea. Segundo o chefe de Operações do navio, Capitão de Corveta Tiago Lino Henriques, o principal sensor para contatos acima d’água é o radar de busca volumétrica, que detecta embarcações a longas distâncias, aeronaves e drones.
A fragata também tem sensores de monitoramento de guerra eletrônica, capazes de acompanhar emissões eletromagnéticas e de radiofrequência. De acordo com o oficial, isso permite antecipar a detecção de contatos.
Sistema de combate foi desenvolvido pela Atech e pela alemã Atlas Elektronik
O Sistema de Gerenciamento de Combate (CMS) das Fragatas Classe Tamandaré foi desenvolvido em parceria pela brasileira Atech e pela alemã Atlas Elektronik GmbH. Ele reúne os dados dos sensores e dos armamentos do navio.
Segundo a Marinha, o CMS usa algoritmos para identificar e classificar ameaças e definir a melhor combinação de sensores e armas para neutralizá-las, ajudando o operador a tomar decisões com rapidez.
Marinha avalia munições da CBC para as fragatas
A Marinha do Brasil firmou um protocolo de intenções com a Companhia Brasileira de Cartuchos (CBC) para avaliar se munições nacionais são compatíveis com os sistemas de armas das Fragatas Classe Tamandaré, incluindo a F200.
O objetivo, segundo a Força, é reduzir a dependência de fornecedores externos e fortalecer a cadeia logística necessária para a prontidão da Força Naval.
Comandantes ligam fragatas à proteção da Amazônia Azul
As Fragatas Classe Tamandaré são consideradas estratégicas para o controle e o monitoramento da Amazônia Azul, área marítima sob jurisdição brasileira com mais de 5,7 milhões de quilômetros quadrados.
“Temos o papel central na proteção da nossa Amazônia Azul”, afirmou o comandante da F200, Capitão de Fragata Gustavo Cabral Thomé. Para o Comandante de Operações Navais, Almirante de Esquadra Eduardo Machado Vazquez, a chegada do navio é “um momento histórico para a Marinha e para o País”.
Programa prevê entregas escalonadas até 2029
Depois da incorporação da Tamandaré, prevista para 24 de abril, o programa segue com os testes de mar da Jerônimo de Albuquerque no segundo semestre, o lançamento da Cunha Moreira em 17 de junho e o batimento de quilha da Mariz e Barros ainda em 2026.
A Mariz e Barros, última das quatro fragatas em construção em Itajaí, deve ser lançada em 2027 e incorporada à Marinha do Brasil em 2029.
Na sua opinião, construir as fragatas no Brasil, com transferência de tecnologia, é o melhor caminho para renovar a Marinha? Deixe sua opinião nos comentários.
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Fragatas Classe Tamandaré
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Bruno Teles.

