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Brookfield compra 8 parques logísticos por R$ 1,4 bilhão, assume 560 mil m² de galpões e amplia portfólio no Brasil em 55%
Escrito por Ana Alice
Publicado em 16/10/2026 às 10:02
Atualizado em 16/10/2026 às 10:04
Logística e Transporte
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Aquisição amplia a presença da Brookfield no mercado logístico brasileiro, incorpora oito empreendimentos em São Paulo e Rio de Janeiro e adiciona novos espaços para expansão futura da operação.
Segundo o UOL, a Brookfield confirmou em 15 de setembro de 2026 a aquisição de oito parques logísticos da Marq Logistics por aproximadamente R$ 1,4 bilhão. Os ativos estão divididos igualmente entre São Paulo e Rio de Janeiro e somam cerca de 560 mil m² de área bruta locável (ABL).
Com a operação, a companhia amplia em aproximadamente 55% sua área logística no Brasil e entra nesse segmento no mercado fluminense.
Os empreendimentos pertenciam a fundos imobiliários da Ares e integravam o portfólio da Marq Logistics. Além dos galpões já existentes, a transação contempla 128 mil m² de potencial construtivo adicional no Rio de Janeiro, dando à Brookfield espaço para ampliar futuramente a área disponível nos ativos adquiridos.
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Em publicação institucional sobre o negócio, a própria Brookfield informou que o conjunto reúne ativos das classes A e AAA. A empresa também confirmou o valor aproximado da transação, a área incorporada e o aumento de 55% de seu portfólio logístico brasileiro.
Brookfield passa a ter 22 ativos logísticos no Brasil
Antes da aquisição, a Brookfield já mantinha investimentos em parques logísticos no país. Com os oito novos empreendimentos, o portfólio passa a reunir 22 ativos e cerca de 1,9 milhão de m² de ABL, considerando imóveis em operação e projetos em desenvolvimento.
A expansão de aproximadamente 55% citada pela empresa se refere justamente à área bruta locável detida anteriormente. A operação também representa a entrada da Brookfield no segmento de parques logísticos no Rio de Janeiro, onde a gestora já possuía investimentos em outros segmentos imobiliários.
Segundo a Tecnologística, os imóveis comprados são majoritariamente galpões logísticos Classe A e apresentam ocupação próxima de 80%. Já o portfólio que estava sob gestão da Brookfield antes da operação operava com taxa de ocupação de 99%, conforme informações atribuídas à companhia.
Roberto Perroni, Chair da Brookfield no Brasil e responsável pelos investimentos imobiliários da companhia no país, afirmou que a estratégia para os novos empreendimentos inclui elevar a ocupação e trabalhar a gestão ativa dos imóveis.
O executivo também relacionou a aquisição à procura por infraestrutura de distribuição próxima aos grandes centros consumidores. Nesse contexto, a localização dos ativos em São Paulo e no Rio coloca os imóveis em dois dos principais mercados de consumo e circulação de mercadorias do país.
Oito parques estão distribuídos entre São Paulo e Rio de Janeiro
Em São Paulo, o portfólio adquirido é formado pelos parques Imigrantes, Vinhedo, Dutra I e Dutra II. Segundo os dados divulgados na operação, os empreendimentos possuem aproximadamente 136,5 mil m², 57,9 mil m², 58 mil m² e 6,2 mil m² de área bruta locável, respectivamente.
No Rio de Janeiro, a Brookfield passou a controlar os ativos Itatiaia, Pavuna, Campo Grande e Irajá. As áreas informadas são de cerca de 57,2 mil m² em Itatiaia, 78,9 mil m² na Pavuna, 139,2 mil m² em Campo Grande e 28,5 mil m² em Irajá.
A incorporação desses quatro empreendimentos marca a estreia da gestora no segmento logístico fluminense. A transação inclui ainda o potencial para desenvolver outros 128 mil m² no estado, o que pode elevar a área do portfólio caso os projetos previstos avancem.
A estratégia divulgada pela Brookfield para os galpões adquiridos passa pela elevação da ocupação e pela administração dos empreendimentos após a integração ao portfólio.
Negócio amplia uma operação que já vinha crescendo no país
A aquisição não representa o primeiro movimento recente da Brookfield no segmento. No histórico de investimentos divulgado pela própria companhia, a gestora registra a compra de nove parques logísticos em 2023, movimento que já havia aumentado sua escala nesse mercado.
A presença da empresa no Brasil é mais ampla do que o setor de galpões. A Brookfield informa atuar no país em áreas como infraestrutura, energia, private equity, imóveis e crédito, com US$ 38 bilhões em ativos sob gestão no mercado brasileiro. Segundo a própria companhia, sua história de investimentos no país remonta a 1899.
Na área imobiliária global, a empresa também mantém uma plataforma dedicada à logística, com atuação em armazenamento, distribuição e operações de última milha. A estratégia inclui ativos próximos a mercados consumidores e corredores de distribuição, característica que também aparece no portfólio adquirido da Marq.
Para a Marq Logistics e os fundos da Ares ligados aos imóveis, a venda representa a transferência de um conjunto relevante de ativos já operacionais para a Brookfield. A alienação também busca gerar caixa e recursos para distribuição aos investidores e desenvolvimento de novos projetos.
Com a conclusão da aquisição, a Brookfield passa a administrar cerca de 1,9 milhão de m² de área logística entre ativos em operação e desenvolvimento no Brasil. Os oito parques incorporados respondem por aproximadamente 560 mil m² desse total, enquanto o potencial adicional de 128 mil m² está concentrado no Rio de Janeiro.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Ana Alice.

