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Cientistas conseguem observar pela primeira vez minúsculos redemoinhos magnéticos perdendo sua organização e descobrem caminho para computadores que podem funcionar como o cérebro humano
Escrito por Felipe Alves da Silva
Publicado em 29/10/2026 às 00:30
Atualizado em 29/10/2026 às 00:41
Ciência e Tecnologia
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Pesquisadores conseguiram filmar e manipular estruturas magnéticas microscópicas chamadas skyrmions, abrindo novas possibilidades para desenvolver computadores menores, capazes de processar informações de maneira semelhante ao cérebro humano e consumir menos eletricidade.
Cientistas conseguiram registrar pela primeira vez, em tempo real, a desorganização de minúsculos redemoinhos magnéticos conhecidos como skyrmions, uma descoberta que pode contribuir para o desenvolvimento de computadores mais eficientes e com funcionamento inspirado no cérebro humano.
A pesquisa foi realizada principalmente na Universidade Johannes Gutenberg de Mainz, na Alemanha, com participação da Universidade Norueguesa de Ciência e Tecnologia (NTNU). Os resultados foram destacados pelo ScienceDaily, em 26 de outubro de 2026. O estudo científico original foi publicado na revista Nature Nanotechnology em 2025.
A descoberta pode ajudar a superar desafios relacionados ao consumo de eletricidade e ao espaço necessário para armazenar e processar informações, dois fatores importantes para a evolução dos computadores.
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O que são os skyrmions e por que podem transformar os computadores?
Os skyrmions são estruturas magnéticas extremamente pequenas, formadas por padrões organizados de orientação magnética dentro de determinados materiais.
Esses redemoinhos apresentam propriedades que podem permitir o armazenamento de informações por meio do magnetismo, oferecendo uma alternativa aos sistemas eletrônicos convencionais.
Segundo Asle Sudbø, professor da NTNU e responsável pelo Centro de Spintrônica Quântica (QuSpin), essas estruturas podem possibilitar dispositivos de armazenamento muito menores e energeticamente mais eficientes.
Uma das aplicações investigadas está na chamada computação neuromórfica, que busca desenvolver sistemas capazes de processar informações de maneira semelhante às redes neurais biológicas.
Em vez de depender exclusivamente dos mecanismos tradicionais baseados em transistores, futuros computadores poderiam explorar fenômenos magnéticos para realizar determinadas operações.
A tecnologia, porém, ainda está em fase de pesquisa e não representa a criação de um computador funcional baseado em skyrmions.
Cientistas filmam pela primeira vez a desorganização de redemoinhos magnéticos
O principal avanço ocorreu quando os pesquisadores conseguiram observar, em tempo real, a desorganização de uma rede formada por skyrmions.
Em determinadas condições, essas estruturas se organizam em padrões regulares, semelhantes à disposição dos átomos em um cristal.
Durante o experimento, os cientistas acompanharam o processo de desorganização dessa rede, chamado de fusão, enquanto manipulavam individualmente os redemoinhos magnéticos.
Os pesquisadores também conseguiram modificar o tamanho e a forma dos skyrmions durante a observação.
A capacidade de controlar essas estruturas é importante porque futuras aplicações computacionais dependerão de operações magnéticas precisas e reproduzíveis.
O experimento permitiu compreender melhor como os redemoinhos se comportam quando sua organização coletiva é alterada.
Computadores inspirados no cérebro podem consumir menos eletricidade
A descoberta representa uma etapa importante para pesquisas sobre armazenamento magnético de dados, spintrônica e novas arquiteturas computacionais.
O controle dos skyrmions também pode contribuir para estudos envolvendo fenômenos quânticos topológicos.
A principal expectativa é que essas propriedades ajudem a desenvolver tecnologias menores e menos dependentes de grandes quantidades de energia elétrica.
O avanço ganha relevância diante da necessidade de aumentar a capacidade de processamento sem ampliar proporcionalmente o consumo energético dos equipamentos.
Entretanto, o estudo não apresentou percentuais específicos de economia de eletricidade nem demonstrou um processador comercial utilizando essa tecnologia.
O próximo desafio será transformar o controle experimental dos redemoinhos magnéticos em componentes capazes de executar operações computacionais de maneira estável e confiável.
A pesquisa mostra que estruturas magnéticas microscópicas podem oferecer alternativas aos métodos tradicionais de processamento, embora ainda seja necessário um longo desenvolvimento antes de sua utilização em computadores cotidianos.
Fonte: ScienceDaily — Tiny magnetic vortices could help computers work more like your brain, publicado em 26 de outubro de 2026.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Felipe Alves da Silva.

