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Em Mogi Mirim, uma fundição automatizada ocupa 255 mil m² e pode produzir 120 mil toneladas de ferro cinzento por ano para fabricantes de automóveis do Brasil e do exterior
Escrito por Alisson Ficher
Publicado em 23/10/2026 às 23:09
Atualizado em 23/10/2026 às 23:31
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A unidade da Fundição Regali tem 45.438,07 m² de área construída dentro do terreno industrial e fabrica componentes como discos e tambores de freio, volantes de motor, placas de pressão, polias e cubos de roda destinados ao setor automotivo.
A Fundição Regali mantém em Mogi Mirim, no interior de São Paulo, uma planta dedicada à fabricação de componentes de ferro fundido cinzento para a indústria automotiva. A empresa informa que a linha de produção é 100% automatizada e que a operação começou em 2000.
Na página institucional sobre a estrutura da fábrica, a companhia registra capacidade produtiva de 120 mil toneladas por ano e área total de 255 mil metros quadrados. Desse terreno, 45.438,07 metros quadrados correspondem à área construída.
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A diferença entre os dois números ajuda a dimensionar o complexo sem confundir a extensão do terreno com o espaço efetivamente edificado. Cálculo do CPG a partir dos dados divulgados pela Regali mostra que a área construída corresponde a aproximadamente 17,8% da área total.
Isso deixa cerca de 209,6 mil metros quadrados fora da área construída informada pela companhia. O número não permite definir como esse espaço é utilizado, porque a apresentação institucional não separa pátios, circulação, armazenagem, áreas livres ou outras funções dentro do terreno.
Também é necessário distinguir capacidade instalada de produção efetiva. As 120 mil toneladas anuais indicam quanto a planta declara estar apta a produzir em um ano, mas não representam automaticamente o volume efetivamente fabricado em determinado período.
Em uma divisão aritmética simples, essa capacidade anual corresponderia a uma média teórica de 10 mil toneladas por mês se fosse distribuída igualmente ao longo do ano. O cálculo não representa produção mensal realizada nem indica que a fábrica opere continuamente nesse nível.
A empresa não publica nessa apresentação produção anual recente, taxa de utilização da capacidade, quantidade de turnos ou desempenho por linha. Sem esses indicadores, não é possível determinar quanto do limite divulgado foi utilizado em um ano específico.
Componentes vão da frenagem ao motor
No catálogo oficial de produtos, a Regali informa que trabalha com componentes rotacionais de ferro fundido cinzento de até 800 milímetros de diâmetro. A relação inclui discos e tambores de freio, volantes de motor, placas de pressão para embreagem, polias de motor e cubos de roda.
Essas peças são destinadas a diferentes sistemas automotivos. Discos e tambores integram conjuntos de frenagem, enquanto placas de pressão participam do funcionamento da embreagem; cubos estão ligados ao conjunto das rodas, e volantes e polias aparecem entre os componentes associados ao motor.
O catálogo também apresenta aplicações voltadas a automóveis e caminhões. A companhia, porém, não informa quanto cada categoria representa da produção total, nem divulga o volume anual fabricado por tipo de peça.
A relação de produtos reúne, assim, componentes de diferentes conjuntos mecânicos dentro do setor automotivo. Os dados públicos disponíveis não permitem apontar qual peça concentra a maior parcela da capacidade ou da produção realizada na unidade de Mogi Mirim.
Empresa cita exportações para seis países
A Regali afirma atender a indústria automotiva nacional e internacional e cita, em seu catálogo, exportações para Argentina, México, Estados Unidos, Inglaterra, Alemanha e Itália. A lista delimita o alcance geográfico informado pela companhia além do mercado brasileiro.
As páginas institucionais não identificam quais fabricantes recebem cada componente, nem apresentam a divisão da produção entre mercado interno e exportações. Também não divulgam números de participação de mercado que permitam comparar a posição da empresa com outras fundições.
A companhia associa a tecnologia empregada na unidade brasileira à experiência acumulada por sua operação na Itália. Essa referência faz parte da apresentação institucional, sem dados específicos de produtividade, faturamento ou desempenho da fábrica instalada no interior paulista.
Na área de gestão, a página inicial da Regali lista as certificações ISO 14001 e IATF 16949. Elas estão relacionadas, respectivamente, a sistemas de gestão ambiental e a requisitos de qualidade aplicáveis à cadeia de produção automotiva.
A automação integral da linha descreve uma característica do processo industrial, mas não basta para calcular produtividade. Para chegar a esse indicador seriam necessários dados como produção realizada, número de trabalhadores, turnos e tempo efetivo de operação, que não aparecem na apresentação institucional.
Da mesma forma, a extensão total do terreno não equivale à área ocupada especificamente por fornos, moldagem, acabamento ou armazenagem. A Regali divulga a área construída de forma agregada, sem separar quanto cada etapa industrial ocupa dentro dos 45.438,07 metros quadrados edificados.
A fábrica fica no Distrito Industrial Luiz Torrani, a aproximadamente 140 quilômetros da cidade de São Paulo. A localização é informada pela própria Regali junto aos dados de estrutura e capacidade do complexo.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Alisson Ficher.

