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Empresas catarinenses têm potencial para fornecer tecnologias ao setor de defesa, revela Almirante da Marinha do Brasil
Escrito por Andriely Medeiros de Araújo
Publicado em 09/10/2026 às 13:10
Indústria
Canal
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Empresas catarinenses podem ampliar sua atuação no mercado de defesa com tecnologias de uso dual e uma nova plataforma preparada pelo Ministério da Defesa.
Uma ferramenta em desenvolvimento pelo Ministério da Defesa poderá abrir um novo canal de contato entre as Forças Armadas e empresas catarinenses que possuem produtos com aplicação também na área militar. A plataforma deverá permitir o cadastro das soluções fabricadas ou fornecidas pela indústria e tem previsão de chegar a um modelo pronto até o fim do ano, depois de passar por uma etapa de testes.
A iniciativa ganha relevância em Santa Catarina porque parte da produção já existente no estado pode atender tanto ao mercado civil quanto às necessidades de defesa. Essa possibilidade foi discutida em Itajaí, durante reunião do Conselho Temático da Indústria de Defesa e Segurança da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC).
Tecnologia já utilizada no mercado civil pode encontrar outra aplicação
O potencial identificado não está restrito a fabricantes dedicados exclusivamente ao setor militar.
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Segundo o almirante Alfredo Martins Muradas, assessor de Ciência, Tecnologia e Inovação da Marinha, Santa Catarina reúne companhias de áreas como tecnologia da informação, eletroeletrônica, materiais, automação e indústria metalmecânica capazes de trabalhar com produtos de uso dual.
Esse conceito permite que uma mesma tecnologia encontre aplicações nos dois mercados.
Entre as áreas citadas durante a discussão estão:
- automação;
- cibersegurança;
- conectividade;
- inteligência artificial;
- sensores;
- sistemas autônomos.
Para as companhias que já atuam nessas frentes, a possibilidade apresentada está justamente em avaliar se soluções existentes em suas linhas de produção também atendem a demandas do setor de defesa.
Cadastro poderá aproximar fornecedores das Forças Armadas
A plataforma preparada pelo Ministério da Defesa pretende organizar informações sobre produtos desenvolvidos ou comercializados por empresas brasileiras.
Paulo Sérgio Camillo de Toledo, capitão-de-mar-e-guerra da reserva e representante do ministério, explicou que a ferramenta está sendo criada para tornar mais efetivo o contato entre a indústria e potenciais compradores dentro da estrutura de defesa.
Inicialmente, o sistema deverá atender às três Forças.
A proposta prevê ainda integração com a Receita Federal, ampliando as informações utilizadas para identificar os fornecedores cadastrados.
Projeto-piloto será realizado antes da versão definitiva
Antes que a plataforma chegue ao formato previsto para o fim do ano, o Ministério da Defesa pretende submetê-la a um teste.
Essa etapa será conduzida com a Associação Brasileira das Indústrias de Defesa e Segurança (ABIMDE) e deverá avaliar tanto o funcionamento quanto a segurança da ferramenta.
Somente depois desse processo está prevista a consolidação do modelo.
Há ainda uma etapa posterior no planejamento: a possibilidade de disponibilizar a plataforma às 27 secretarias estaduais de Segurança Pública. Essa ampliação não faz parte do primeiro momento de utilização, que ficará concentrado nas Forças Armadas.
Empresas catarinenses podem ganhar maior visibilidade
O novo sistema também poderá facilitar a localização de companhias cujas tecnologias tenham aplicação em demandas de defesa, mesmo quando sua atuação principal esteja em outros mercados.
Essa característica dialoga diretamente com o perfil destacado durante a reunião da FIESC. Em vez de exigir que uma empresa tenha origem exclusivamente militar, o uso dual permite considerar soluções desenvolvidas para diferentes finalidades.
Para as empresas catarinenses, a perspectiva apresentada é de maior visibilidade para produtos já fabricados no estado e que possam atender simultaneamente a necessidades civis e militares.
Fonte
FIESC
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Andriely Medeiros de Araújo.

