O Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (DHS, na sigla em inglês) afirmou que o ex-deputado federal Alexandre Ramagem (PL) está em situação migratória irregular no país e responde a um processo de deportação.
A posição foi enviada ao Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ, na sigla em inglês) e publicada na quarta-feira (21) pela Agência Pública, parceira da investigação.
Segundo o porta-voz do órgão, Ramagem entrou legalmente nos EUA em 11 de setembro de 2025, com autorização para ficar seis meses, mas “optou por permanecer ilegalmente além do prazo autorizado”.
Ramagem, que dirigia a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) durante o governo Jair Bolsonaro (PL), foi preso pelo Serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE, na sigla em inglês) em abril, mas foi solto dois dias depois. Ele aguarda o desfecho do processo.
O DHS também afastou o argumento de que o pedido de asilo político feito por Ramagem regularize sua permanência. Um pedido pendente “não confere nenhum tipo de status legal”, afirmou o DHS. O órgão acrescentou que o ex-deputado poderá ser detido ou deportado e terá direito ao devido processo legal.
Desde abril, aliados de Ramagem sustentam que o pedido de asilo em análise garantiria a permanência regular dele em território americano. A posição é sustentada, entre outros, pelo jornalista Paulo Figueiredo, interlocutor do ex-deputado Eduardo Bolsonaro nos EUA.
O processo de deportação tramita em separado do pedido de extradição que o Brasil protocolou no Departamento de Estado em dezembro do ano passado, segundo o Ministério da Justiça.
Ramagem foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 16 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado. Ele deixou o Brasil pela fronteira com a Guiana e é considerado foragido pela Justiça brasileira.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Ecos da Notícia por Infomoney.

