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Europa ultrapassa China e se torna maior destino do petróleo brasileiro em setembro, recebendo 38% das exportações de óleo bruto
Escrito por Ana Alice
Publicado em 28/10/2026 às 22:23
Atualizado em 28/10/2026 às 22:51
Petróleo e Gás
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Uma mudança no destino do petróleo brasileiro marcou os embarques de setembro de 2026. O movimento aparece nos dados oficiais de comércio exterior e ajuda a explicar o avanço das vendas para mercados europeus.
A Europa ultrapassou a China e se tornou o maior destino regional do petróleo bruto exportado pelo Brasil em setembro de 2026.
Os países europeus receberam 38% de todo o volume embarcado pelo Brasil naquele mês, enquanto a participação chinesa ficou em 34%.
A mudança ocorreu em um período de crescimento das vendas brasileiras de petróleo ao mercado europeu. Em agosto, a situação era diferente: a China concentrava 39% das exportações, contra 29% destinados à Europa.
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Ao todo, o Brasil exportou 13,75 milhões de metros cúbicos de petróleo bruto em setembro, segundo dados do Comex Stat, sistema do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
Os números foram apresentados em reportagem da agência eixos, publicada em 16 de outubro de 2026. O levantamento mostra como os embarques brasileiros ganharam espaço em diferentes mercados europeus, enquanto a China permaneceu como o maior comprador individual do produto.
Europa amplia compras de petróleo brasileiro e supera participação da China
A comparação entre agosto e setembro mostra uma mudança expressiva na distribuição das exportações brasileiras de petróleo.
Em agosto de 2026, os países europeus receberam 29% do volume de óleo bruto enviado ao exterior. No mês seguinte, essa participação chegou a 38%, um avanço de nove pontos percentuais.
A China, por sua vez, passou de 39% para 34% no mesmo intervalo. Com isso, os destinos europeus ficaram quatro pontos percentuais à frente do mercado chinês em setembro.
Considerando o volume total registrado pelo Comex Stat, a participação europeia equivale a aproximadamente 5,2 milhões de metros cúbicos de petróleo bruto. Os embarques para a China corresponderam a cerca de 4,7 milhões de metros cúbicos.
Essas quantidades são estimativas calculadas a partir dos percentuais arredondados divulgados no levantamento.
Entre os compradores europeus, os Países Baixos tiveram participação relevante. O país recebeu quase 1,5 milhão de metros cúbicos de petróleo brasileiro em setembro, figurando entre os principais destinos do produto no continente.
O território neerlandês abriga o Porto de Roterdã, um dos principais centros de movimentação de petróleo da Europa. Sua estrutura portuária recebe cargas internacionais destinadas a atividades de armazenamento, refino e distribuição de produtos energéticos.
O crescimento da participação europeia ocorreu em um momento de mudanças no abastecimento internacional de petróleo, marcado por restrições comerciais e alterações nas rotas de fornecimento.
A União Europeia mantém medidas para reduzir sua dependência energética da Rússia, enquanto as tensões no Oriente Médio continuam influenciando as condições de oferta e transporte de petróleo no mercado internacional.
Nesse cenário, o Brasil participa das cadeias de abastecimento como fornecedor de petróleo bruto para refinarias e empresas que operam no comércio internacional de energia.
Exportações brasileiras de petróleo para a União Europeia crescem 139% em valor
O avanço das compras europeias também aparece nas estatísticas oficiais da balança comercial brasileira.
Segundo os dados consolidados do MDIC, as exportações de petróleo bruto do Brasil para a União Europeia somaram US$ 2,37 bilhões em setembro de 2026, diante de aproximadamente US$ 990 milhões registrados no mesmo mês de 2025.
A comparação representa um crescimento de 139% no valor comercializado em um ano.
O resultado colocou o petróleo bruto na liderança entre os produtos brasileiros exportados para a União Europeia em setembro, respondendo por aproximadamente 34,1% das receitas obtidas com as vendas ao bloco.
No conjunto de mercadorias, as exportações brasileiras para os países da União Europeia chegaram a US$ 6,95 bilhões no mês, uma alta de 60,1% em relação a setembro de 2025.
O desempenho também foi analisado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE), que divulgou em 15 de outubro uma nova edição do Indicador de Comércio Exterior, conhecido como Icomex.
Segundo o levantamento da FGV, o petróleo teve papel central no crescimento das exportações brasileiras para a União Europeia e contribuiu para o resultado positivo da balança comercial.
De janeiro a setembro de 2026, o Brasil acumulou superávit comercial de US$ 6,1 bilhões com a União Europeia. No mesmo período do ano anterior, o comércio com o bloco havia registrado déficit de aproximadamente US$ 1 bilhão.
A diferença representa uma mudança na relação entre os valores exportados e importados pelo Brasil nesse intervalo.
O aumento das receitas com petróleo integrou esse movimento, ao lado das vendas de outros produtos brasileiros aos mercados europeus.
Petróleo brasileiro ganha espaço no mercado europeu em meio à reorganização das importações
A presença do petróleo brasileiro nas compras europeias está relacionada ao funcionamento de um mercado internacional em que refinarias e empresas comercializadoras negociam cargas de diferentes origens.
As operações dependem de fatores como disponibilidade do produto, características do óleo, capacidade de processamento das refinarias, preços e condições de transporte.
O Brasil tem participação nesse comércio por meio da produção de petróleo bruto, especialmente dos volumes extraídos em campos marítimos.
Parte dessa produção é destinada ao mercado externo, onde o óleo brasileiro abastece compradores da Ásia, Europa e de outras regiões.
A demanda internacional também envolve diferentes tipos de petróleo. As características de cada variedade influenciam as condições de processamento nas refinarias e a produção de derivados, como diesel, gasolina e combustível de aviação.
Para as empresas importadoras, a escolha das cargas considera tanto essas características técnicas quanto as condições comerciais disponíveis em cada período.
Em setembro, a maior participação europeia nas exportações brasileiras coincidiu com o crescimento das receitas obtidas pelo Brasil nas vendas de petróleo à União Europeia.
A movimentação aparece tanto nos dados de volume do Comex Stat quanto nas estatísticas de valor divulgadas pelo MDIC, que permitem acompanhar o desempenho das vendas externas brasileiras.
China mantém posição entre os maiores compradores do petróleo brasileiro
Mesmo com a ultrapassagem registrada em setembro, a China continuou como um dos principais mercados para o petróleo produzido no Brasil.
O país asiático respondeu sozinho por 34% do volume de óleo bruto exportado naquele mês, enquanto os 38% da Europa corresponderam às compras somadas de diferentes países do continente.
A participação chinesa acompanha a importância do país no comércio exterior brasileiro, especialmente nas exportações de produtos básicos e matérias-primas.
Entre janeiro e setembro de 2026, a China também permaneceu como o principal destino das exportações nacionais quando consideradas todas as mercadorias comercializadas.
Segundo os dados do MDIC, as vendas brasileiras ao mercado chinês somaram US$ 84,68 bilhões nos nove primeiros meses do ano, crescimento de 12% em relação ao mesmo período de 2025.
Já a União Europeia comprou US$ 44,15 bilhões em produtos brasileiros entre janeiro e setembro, valor 20% superior ao registrado nos nove primeiros meses do ano anterior.
Os números refletem o peso desses dois mercados nas relações comerciais brasileiras e mostram o crescimento das vendas ao bloco europeu durante 2026.
No setor petrolífero, a distribuição dos embarques varia conforme os contratos de fornecimento, a demanda das refinarias e as condições do comércio internacional.
Em setembro, essa movimentação colocou os países europeus à frente da China no volume de petróleo bruto recebido do Brasil, com destaque para a participação dos Países Baixos entre os destinos do continente.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Ana Alice.

