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Honda City 2027 estreia nova cara inspirada no Prelude, mantém motor 1.5 de 126 cv, CVT, porta-malas de 519 litros e ganha cabine mais tecnológica com Honda Sensing
Escrito por Valdemar Medeiros
Publicado em 02/10/2026 às 16:46
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Honda City 2027 terá nova frente, motor 1.5 flex de 126 cv, CVT, porta-malas de 519 litros e cabine renovada com mais tecnologia.
O Honda City apareceu novamente nas ruas com a dianteira escondida sob camuflagem, mas a direção tomada pela marca já está clara. Segundo a Quatro Rodas, o sedã 2027 está em fase de preparação para o mercado brasileiro e adotará uma frente mais agressiva, inspirada na nova identidade visual vista no Honda Prelude. A atualização já foi apresentada na Ásia e o City nacional foi flagrado em testes nas proximidades da operação da Honda em São Paulo. O lançamento brasileiro é esperado entre outubro e novembro de 2026.
Debaixo da nova carroceria, porém, a Honda não prepara uma ruptura mecânica. O City brasileiro deverá manter o motor 1.5 flex aspirado de quatro cilindros e injeção direta, com 126 cv, ligado exclusivamente ao câmbio automático CVT. O entre-eixos de 2,60 metros e o enorme porta-malas de 519 litros também permanecem como pontos centrais do sedã. A cabine deve receber equipamentos e acabamento renovados, enquanto tecnologias do pacote Honda Sensing continuarão tendo papel importante na gama.
Honda City 2027 muda novamente pouco mais de um ano depois
A Honda não esperou muito para voltar a mexer no City. A linha brasileira havia recebido uma atualização recente, mas novos protótipos começaram a circular em testes mostrando outra dianteira completamente coberta.
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A segunda reestilização tem um objetivo claro. O sedã precisa continuar relevante diante de Volkswagen Virtus, Hyundai HB20S e Chevrolet Onix Plus, enquanto a própria gama da Honda passa a contar com SUVs que ocupam faixas próximas de preço.
O modelo atual, inclusive, já começou a aparecer em concessionárias com descontos expressivos antes da chegada do novo carro. Isso reforça a expectativa de mudança entre outubro e novembro.
Nova frente aproxima City do Honda Prelude
É na dianteira que o City 2027 entrega sua maior transformação. Os faróis ficam mais estreitos, a grade muda de formato e o logotipo da Honda sobe para uma posição mais próxima do capô.
A inspiração visual vem do novo Prelude. O cupê adotou uma frente mais limpa, com faróis finos e elementos horizontais, linguagem que agora começa a aparecer em outros produtos da fabricante japonesa.
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Nas versões asiáticas, uma barra luminosa conecta visualmente os faróis. O para-choque também recebeu entradas de ar redesenhadas, deixando o sedã mais agressivo do que o City vendido atualmente no Brasil.
Modelo brasileiro terá diferenças próprias
O City apresentado na Índia não deve ser simplesmente copiado pela fábrica brasileira. Informações apuradas pela imprensa especializada indicam que a Honda trabalha em detalhes específicos para o carro produzido em Itirapina, no interior de São Paulo.
Os protótipos brasileiros mostram grade, faróis e para-choque modificados. O desenho geral seguirá a nova identidade global, mas alguns elementos deverão ser adaptados para diferenciar o City nacional.
Esse cuidado chama atenção porque a Honda normalmente não faz alterações profundas entre mercados em uma simples reestilização. Desta vez, o Brasil deverá receber uma identidade própria dentro do mesmo projeto.
Comprimento pode crescer para cerca de 4,57 metros
O novo para-choque não muda apenas a aparência. Na configuração apresentada no exterior, o comprimento total cresce aproximadamente três centímetros e chega perto de 4,57 metros.
A largura continua na casa de 1,74 metro, enquanto a altura permanece próxima de 1,47 metro. A estrutura central não muda, portanto não há uma nova plataforma escondida sob o desenho renovado.
O entre-eixos continua com aproximadamente 2,60 metros. Essa medida é importante porque influencia diretamente o espaço disponível para os passageiros, principalmente no banco traseiro.
Porta-malas continua enorme com 519 litros
A tampa traseira continua escondendo um dos números mais fortes do City. O sedã brasileiro oferece 519 litros de capacidade, valor confirmado pela própria Honda para o modelo atual.
Esse espaço é maior do que o encontrado em muitos SUVs compactos e até em sedãs de categoria superior. Para famílias que viajam com várias malas, o compartimento continua sendo um dos argumentos mais claros do City.
Como a plataforma e a estrutura central não serão alteradas, a expectativa é que o volume seja preservado na linha 2027.
Motor 1.5 flex continuará entregando 126 cv
A Honda escolheu não aproveitar a mudança visual para instalar um motor turbo no City brasileiro. O sedã continuará com o conhecido 1.5 aspirado de quatro cilindros, injeção direta e tecnologia flex.
A potência máxima é de 126 cv a 6.200 rpm, tanto com gasolina quanto com etanol. O torque chega a 15,8 kgfm com etanol e 15,5 kgfm quando abastecido com gasolina.
Esses números mostram que a atualização será muito mais concentrada em design, equipamentos e conectividade. Não há indicação de aumento de potência na linha 2027 brasileira.
Câmbio CVT segue simulando sete marchas
Toda a força continuará passando por uma transmissão automática do tipo CVT. Diferentemente de uma caixa automática convencional, ela trabalha variando continuamente a relação para tentar manter o motor em uma faixa eficiente.
A programação consegue simular sete marchas. Nas versões mais equipadas, o motorista também encontra aletas atrás do volante para comandar essas relações de forma manual.
A Honda deve manter a calibração atual. Isso significa que quem esperava um novo câmbio ou uma combinação mecânica mais esportiva provavelmente terá de aguardar outra geração.
City híbrido existe fora do Brasil, mas não está previsto agora
Na Índia, a história é diferente. O City renovado também aparece com um conjunto híbrido e capaz de entregar números de consumo muito superiores aos da versão puramente a combustão.
Essa configuração não está prevista para acompanhar a reestilização brasileira. Para o nosso mercado, as informações disponíveis apontam para a manutenção do 1.5 flex aspirado.
A própria Honda, porém, está acelerando seus projetos híbridos globalmente. A fabricante informou em 2026 que passará a concentrar mais recursos no desenvolvimento desse tipo de motorização nos próximos anos.
Multimídia maior é uma das novidades esperadas na cabine
No modelo apresentado na Ásia, a antiga central dá lugar a uma tela flutuante maior. A configuração revelada no exterior utiliza multimídia de 10,1 polegadas, substituindo o equipamento de 8 polegadas encontrado no City brasileiro atual.
Apple CarPlay e Android Auto continuam entre os recursos esperados. A posição elevada da nova tela facilita a visualização sem exigir que o motorista abaixe tanto os olhos.
A adoção da tela de 10,1 polegadas no Brasil ainda depende da definição final das versões. Até o lançamento nacional, portanto, esse equipamento precisa ser tratado como uma novidade do modelo internacional que poderá integrar a especificação brasileira, não como item já confirmado em todas as versões.
Câmera 360 graus e bancos ventilados aparecem no modelo asiático
O City renovado vendido na Ásia sobe bastante o nível de equipamentos. Entre as novidades aparecem câmera com visão de 360 graus e bancos dianteiros ventilados.
A câmera combina imagens ao redor do veículo para facilitar manobras em vagas apertadas. Já a ventilação dos bancos movimenta ar através do revestimento para reduzir o desconforto em dias quentes.
Ainda não existe confirmação de que esses dois recursos chegarão ao City brasileiro. A Honda poderá alterar a lista conforme versão, preço e posicionamento diante dos concorrentes.
Honda Sensing continuará sendo peça importante do pacote
O City vendido hoje no Brasil já oferece o pacote Honda Sensing em várias versões. Entre os recursos estão controle de cruzeiro adaptativo, frenagem autônoma de emergência e sistemas de auxílio à permanência em faixa.
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Na linha renovada, esse conjunto continuará sendo um dos principais argumentos de segurança. A imprensa especializada aponta ampliação de equipamentos nas configurações mais acessíveis, mas a divisão exata do Honda Sensing entre as versões 2027 brasileiras ainda depende do lançamento oficial.
Atualmente, o site da Honda destaca Honda Sensing nas versões EX, EXL e Touring, enquanto a LX ocupa uma posição mais simples na gama.
Seis airbags permanecem na estrutura de segurança
Além da assistência eletrônica, o City atual conta com seis airbags, distribuídos entre bolsas frontais, laterais e de cortina. Controle eletrônico de estabilidade e tração também integra o pacote.
Há ainda assistente de partida em rampa e monitoramento da pressão dos pneus. Esses sistemas trabalham em situações diferentes, desde uma saída em aclive até uma possível perda de aderência.
A atualização de 2027 não deve alterar a estrutura básica do automóvel. Por isso, a expectativa é manter esses equipamentos e ampliar a presença de tecnologias adicionais conforme a versão.
Versão de entrada deverá ficar mais equipada
Uma das mudanças mais interessantes pode acontecer justamente na parte mais barata da gama. A imprensa especializada aponta que a configuração LX deverá receber chave presencial com destravamento sem retirar o dispositivo do bolso e partida por botão.
Hoje, a LX ocupa a base da linha e tem uma lista mais simples do que EX, EXL e Touring. A nova estratégia aproximaria o acabamento e a conveniência das configurações superiores.
O movimento também ajudaria a justificar possíveis reajustes. Com SUVs compactos invadindo a faixa dos sedãs, deixar o City básico simples demais poderia reduzir sua atratividade.
City 2027 troca potência extra por mais tecnologia e aparência
A Honda poderia ter colocado turbo, híbrido ou um câmbio completamente novo no City. Até agora, nada indica que seguirá esse caminho na linha brasileira 2027.
Em vez disso, o sedã continuará apostando no 1.5 flex de 126 cv, CVT e porta-malas de 519 litros. A transformação aparece principalmente na frente inspirada no Prelude, na cabine mais moderna e na expectativa de ampliar equipamentos de conveniência e segurança.
Com Virtus, HB20S e Onix Plus disputando o mesmo comprador, o City tenta prolongar a vida desta geração sem abandonar a mecânica que já conhece.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Valdemar Medeiros.

