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Júpiter, Saturno, Urano e Netuno podem entrar em caos e colidir após o Sol esgotar seu combustível, indicam simulações
Escrito por Fabio Lucas Carvalho
Publicado em 31/10/2026 às 15:06
Atualizado em 31/10/2026 às 15:07
Ciência e Tecnologia
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Simulações indicam que a perda de massa do Sol pode alterar as órbitas de Júpiter, Saturno, Urano e Netuno, provocando colisões ou expulsões do Sistema Solar durante as etapas finais da evolução da nossa estrela.
Os planetas gigantes do Sistema Solar podem ter suas órbitas desorganizadas quando o Sol perder suas camadas. Simulações indicam que esse processo pode provocar encontros violentos e expulsões, dependendo de como a estrela liberar sua massa.
Expulsões de matéria mudam as órbitas
A pesquisa, de Konstantin Batygin, Jim Fuller e Fred C. Adams, questiona uma hipótese usada em estimativas anteriores: a de que o Sol perderia massa de maneira suave durante sua evolução.
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No estudo, os autores consideram ejeções separadas, lançadas em direções independentes. Cada uma provoca um recuo na estrela. Acumulados, esses movimentos podem alterar as órbitas de Júpiter, Saturno, Urano e Netuno, desorganizando a configuração.
A intensidade desse efeito depende da quantidade de matéria liberada em cada episódio. Os autores relacionam os parâmetros adotados a recuos observados em anãs brancas, os remanescentes compactos de estrelas que perderam suas camadas externas.
Instabilidade pode começar antes da anã branca
Nos cenários destacados pelos pesquisadores, cerca de 40% das simulações apresentam desorganização ou fortes interações gravitacionais antes da formação da anã branca. Aproximadamente 90% perdem sua configuração estável em até três bilhões de anos.
Esses percentuais descrevem resultados dos modelos, sob as condições analisadas. Não representam uma observação do futuro nem estabelecem que os quatro planetas necessariamente colidirão.
O resumo do trabalho aponta que cruzamentos de órbitas podem começar ainda na fase de gigante vermelha. A duração estimada da estabilidade do sistema externo cai, nesse quadro, para aproximadamente um bilhão de anos após a formação da anã branca.
Modelos comparam três formas de perda
Conforme a reportagem, foram realizadas 672 simulações. Os testes incluíram perda suave de massa, ejeções separadas durante toda a evolução como gigante vermelha e ejeções concentradas apenas nas etapas finais desse processo.
Com perda suave, a região externa manteve características semelhantes às previstas em estudos anteriores. Nos outros cenários, apareceram órbitas alongadas, trocas de posição e planetas lançados para fora do Sistema Solar.
Mudança solar ainda está distante
A Live Science situa o início da expansão do Sol como gigante vermelha em cerca de cinco bilhões de anos. Depois, a estrela se tornará uma anã branca. As consequências simuladas pertencem a esse futuro distante.
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Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Fabio Lucas Carvalho.

