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Mais de 108 km de duplicações estão previstos na Rota dos Sertões, que também terá acostamentos, marginais e passarelas em trechos da BR-116 e da BR-324 no interior do Nordeste
Escrito por Maria Heloisa Barbosa Borges
Publicado em 17/10/2026 às 18:28
Atualizado em 17/10/2026 às 18:29
Logística e Transporte
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Concessão de aproximadamente 502 km reúne trechos da BR-116 na Bahia e em Pernambuco e parte da BR-324 baiana. Programa também prevê mais de 107 km de acostamentos, 44,52 km de vias marginais e estruturas para pedestres e transporte coletivo.
A Rota dos Sertões deverá receber 108,2 km de duplicações dentro de um programa de modernização que alcança cerca de 502 km de rodovias entre Pernambuco e Bahia. O sistema reúne trechos da BR-116 nos dois estados e parte da BR-324 baiana, formando um corredor utilizado por caminhões, ônibus e automóveis entre Salgueiro e a região de Feira de Santana.
Além das novas pistas, estão previstos 107,06 km de acostamentos, 44,52 km de vias marginais, 12 passarelas e 24 paradas de ônibus. O programa também inclui 5,16 km de faixas adicionais em pontos determinados do corredor.
As obras fazem parte de uma concessão formalizada em 29 de setembro de 2026. Isso, porém, não significa que os 108,2 km de duplicações já estejam prontos ou liberados ao tráfego: as intervenções serão executadas ao longo do cronograma contratual de 30 anos.
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Rota dos Sertões reúne cerca de 502 km de rodovias
O corredor concedido soma aproximadamente 502 quilômetros.
Ele conecta trechos da BR-116 em Pernambuco e na Bahia com parte da BR-324 em território baiano. A ligação atende deslocamentos entre Salgueiro e a região de Feira de Santana.
A BR-116 atravessa diferentes regiões do Brasil, mas a Rota dos Sertões corresponde apenas ao conjunto delimitado dentro desse contrato.
As melhorias, portanto, não significam a duplicação integral de toda a BR-116 no Nordeste.
As intervenções serão concentradas nos segmentos definidos pelos estudos e pelas obrigações da concessão.
Duplicações somam 108,2 km
A maior frente de ampliação prevista é a implantação de 108,2 km de duplicações.
Na prática, esses trechos passarão a contar com pistas separadas para os dois sentidos de circulação, aumentando a capacidade viária em pontos selecionados.
O programa também inclui 5,16 km de faixas adicionais.
A diferença é importante: duplicar uma rodovia significa criar uma segunda pista, enquanto uma faixa adicional amplia o espaço disponível em trechos específicos sem necessariamente transformar toda a seção em pista dupla.
Para quem utiliza o corredor, os efeitos dependerão da localização das intervenções e da forma como os novos segmentos serão conectados às pistas existentes.
Mais de 107 km de acostamentos serão implantados
Outra parte relevante do programa é a implantação de 107,06 km de acostamentos.
Essas áreas laterais podem ser utilizadas em situações de emergência e em operações de apoio, além de criar uma separação adicional entre a faixa de circulação e a borda da rodovia.
A construção precisa considerar características específicas de cada segmento, como geometria da pista, drenagem e condições do terreno.
O acostamento, porém, não desempenha a mesma função de uma via marginal.
Enquanto o primeiro serve principalmente como área lateral de segurança e apoio, a marginal é destinada a organizar acessos e movimentos locais.
Vias marginais terão 44,52 km
A concessão prevê 44,52 km de vias marginais.
Esses caminhos paralelos deverão ser implantados principalmente em regiões onde a rodovia convive com deslocamentos urbanos e acessos frequentes a bairros ou localidades.
A intenção é reduzir a necessidade de veículos entrarem diretamente na pista principal para fazer trajetos curtos.
Com isso, parte dos movimentos locais pode ser separada do tráfego de longa distância.
Essa organização é particularmente relevante em corredores utilizados intensamente por caminhões, onde entradas e saídas frequentes podem gerar conflitos com veículos que seguem viagem.
Projeto terá 12 passarelas para pedestres
O programa também prevê 12 passarelas.
Essas estruturas serão instaladas em pontos definidos pelo projeto para permitir que pedestres atravessem a rodovia sem precisar cruzar diretamente as faixas de veículos.
Em trechos próximos a áreas habitadas, esse tipo de estrutura pode reduzir a exposição de moradores ao tráfego pesado.
A localização das passarelas será determinante para o resultado, já que a utilidade depende da proximidade com os trajetos realmente utilizados pela população.
Vinte e quatro paradas de ônibus também estão previstas
A Rota dos Sertões deverá receber ainda 24 paradas de ônibus.
Essas estruturas atendem outra necessidade do corredor: o transporte coletivo utilizado por moradores das regiões próximas.
Passarelas e pontos de ônibus cumprem funções diferentes, mas podem trabalhar de forma complementar.
Enquanto as passarelas permitem atravessar a rodovia com maior separação do fluxo de veículos, as paradas organizam pontos de embarque e desembarque.
O projeto, assim, não se limita ao tráfego interestadual.
Ele também considera a relação entre a rodovia e as comunidades localizadas ao longo do trajeto.
Duplicações, acostamentos e marginais têm funções diferentes
As principais intervenções podem parecer semelhantes quando resumidas apenas em quilômetros, mas têm objetivos distintos.
As duplicações, com 108,2 km, criam novos segmentos de pistas separadas e ampliam a capacidade.
Os 107,06 km de acostamentos acrescentam espaço lateral destinado principalmente à segurança e às situações operacionais.
Já os 44,52 km de marginais devem organizar deslocamentos locais e reduzir a necessidade de acessos diretos à pista principal.
Por isso, não é correto somar todas essas extensões e tratá-las como quilômetros de nova rodovia duplicada.
Cada intervenção modifica um componente diferente do corredor.
Contrato foi formalizado em setembro de 2026
A concessão da Rota dos Sertões foi formalizada em 29 de setembro de 2026, depois do leilão e da homologação do resultado.
A assinatura do contrato colocou o projeto em uma nova etapa, mas não representa a conclusão das obras.
As duplicações, melhorias, conservação e demais serviços são obrigações que deverão ser executadas conforme o planejamento e os prazos da concessão, estabelecida por 30 anos.
Esse ponto é importante porque grandes projetos rodoviários passam por diferentes fases antes de uma nova pista ser aberta.
Há etapas de projeto, preparação, execução física e liberação dos segmentos ao tráfego.
Primeiras mudanças podem aparecer antes das grandes duplicações
Nem todas as melhorias têm o mesmo prazo de implantação.
Intervenções de conservação, sinalização e ajustes locais podem se tornar perceptíveis antes de obras maiores.
Duplicações exigem projetos mais complexos e intervenções físicas de maior porte.
Por isso, os usuários poderão perceber mudanças progressivamente, sem que todos os 108,2 km sejam entregues de uma única vez.
O acompanhamento do cronograma será necessário para distinguir o que está apenas previsto, o que já entrou em execução e aquilo que efetivamente foi concluído e aberto aos veículos.
Projeto busca reorganizar circulação entre cidades do interior
A importância da Rota dos Sertões está relacionada ao perfil do tráfego.
Os trechos atendem deslocamentos regionais e interestaduais e recebem simultaneamente caminhões, ônibus, automóveis e veículos utilizados por moradores das localidades próximas.
Em segmentos desse tipo, aumentar apenas o número de faixas não resolve todas as situações.
Os acostamentos criam espaço para emergências, as marginais ajudam a separar os movimentos locais e as passarelas protegem travessias de pedestres.
A combinação dessas estruturas pode reduzir encontros entre fluxos muito diferentes, desde que as obras sejam implantadas nos pontos adequados e integradas aos acessos existentes.
Mais de 108 km de duplicações ainda são uma previsão contratual
O número central do projeto, 108,2 km de duplicações, deve ser entendido como uma obrigação prevista na concessão.
Não são quilômetros já concluídos.
O mesmo vale para os 107,06 km de acostamentos, os 44,52 km de marginais, as 12 passarelas e as 24 paradas de ônibus.
A concessão já foi formalizada, mas o benefício concreto para quem percorre a BR-116 e a BR-324 dependerá da execução das obras e da abertura progressiva dos novos trechos.
Quando implantado conforme o planejamento, o conjunto deverá alterar não apenas a capacidade das rodovias, mas também a maneira como o tráfego pesado, os deslocamentos locais e os pedestres compartilham esse corredor do interior do Nordeste.
Na sua opinião, quais trechos da BR-116 e da BR-324 deveriam receber as obras primeiro? Deixe sua opinião nos comentários.
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Rota dos Sertões
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Maria Heloisa Barbosa Borges.

