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Petrobras fura o poço Morpho no Amapá com navio-sonda de 238 metros e torre de 64 m que se mantém parado sem âncora sobre 2.886 m de água
Escrito por Maria Heloisa Barbosa Borges
Publicado em 04/10/2026 às 14:24
Atualizado em 04/10/2026 às 14:25
Setor Offshore
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O navio-sonda NS-42, que a Foresea chama de ODN II, mede mais de dois campos de futebol e segura a posição sem âncora. Os 12.195 m da ficha são capacidade do equipamento, não a profundidade do Morpho.
Em 2 de outubro de 2026, a Petrobras anunciou novo intervalo com petróleo no poço Morpho (água de 2.886 m). Quem o fura, no Amapá, é o navio-sonda NS-42, da Foresea: 238 m de comprimento e torre de 64 m.
Que navio-sonda fura o poço Morpho, no Amapá?
É a NS-42, segundo a Agência Petrobras. A legenda da foto do comunicado diz que a sonda opera no poço Morpho.
A Foresea descreve o ODN II numa ficha técnica do seu site. No nome do arquivo da foto da Petrobras, com crédito à Foresea, os dois nomes vêm juntos: NS-42 (ODN-II).
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Construído em 2012, o navio-sonda é de 6ª geração, informa a Foresea. A ficha lista a Petrobras como cliente, com contrato de 2023 a 2026.
A empresa declara 98,6% de uptime operacional no último triênio, o tempo em que o navio esteve disponível para operar.
Quanto mede o navio-sonda NS-42?
São 238 metros de comprimento total, diz a ficha da Foresea.
Pela conta da redação, 238 dividido por 105 dá 2,3. Com o campo de futebol em 105 m, o navio-sonda tem mais de dois, de ponta a ponta.
A torre de perfuração da NS-42 tem 64 m de altura, detalha a Foresea. Deitada no gramado, ficaria quase do tamanho do lado curto de um campo, que mede 68 m.
A capacidade da torre é de 2.000.000 libras, diz a ficha. Pela conta da redação, são cerca de 907 toneladas.
A bordo, o alojamento do navio-sonda comporta 180 pessoas, segundo a Foresea.
Como o navio-sonda se mantém parado sem âncora sobre 2.886 m de água?
A ficha da Foresea traz o sistema de posicionamento dinâmico DP3, da Kongsberg. Na prática, sensores medem a posição, um computador calcula e propulsores corrigem o navio o tempo todo.
Quanto maior a classe (DP1, DP2, DP3), mais redundância o sistema tem para não perder a posição.
A ficha cita supressores de vórtice (fairings) e um perfilador acústico, o correntômetro, para operar onde as correntes forçam os equipamentos submarinos.
O limite do navio é 3.000 m de lâmina d’água, informa a Foresea. Pela conta da redação, o poço Morpho usa 96,2% disso (2.886 dividido por 3.000), e sobram 114 m.
A lâmina d’água do poço é de 2.886 m, afirma a Petrobras. Para visualizar, são cerca de 27 campos de futebol e meio, de 105 m, empilhados.
Até onde a coluna de perfuração do navio-sonda pode chegar?
A ficha da Foresea lista 12.195 m como profundidade de perfuração. É capacidade do equipamento, não a profundidade do Morpho.
A conta de escala usa o que cada fonte informa: 12.195 dividido por 2.886 dá 4,2. Pela conta da redação, o alcance máximo do navio-sonda passa de quatro vezes a lâmina d’água do poço.
Entre os equipamentos de segurança está o BOP, que veda o poço numa emergência. A ficha da Foresea destaca que o da NS-42 é da classe de 15 mil psi, com seis gavetas de vedação.
Pela conta da redação, 15 mil psi passam de mil vezes os 14,7 psi do ar ao nível do mar.
A Foresea explica que o diferencial é o MPD, a perfuração com pressão controlada, para poços de extrema complexidade.
Como a Petrobras sabe que achou petróleo antes de produzir?
O intervalo foi identificado por perfis elétricos, indícios em rocha e amostras de fluidos, afirma a Petrobras. Perfis são medições feitas dentro do poço.
Isso caracteriza uma nova descoberta no bloco FZA-M-59, na Bacia da Foz do Amazonas, relata a Petrobras. As informações coletadas serão caracterizadas depois, em análises de laboratório.
O mapa do comunicado mostra o bloco FZA-M-59 com 100% da Petrobras.
O que vem agora no poço Morpho?
A Petrobras informa que concluirá a perfuração do poço Morpho e seguirá avaliando as formações identificadas. A perfuração continuou depois da descoberta de agosto de 2026, para avaliar intervalos mais profundos.
As análises da descoberta de agosto já confirmam a boa qualidade do petróleo, registra a Petrobras. As informações do intervalo novo ainda serão caracterizadas em análises de laboratório.
A Amaralina Star, sonda de 218 metros que a Petrobras prevê usar na Foz do Amazonas, tem matéria própria no CPG.
A Petrobras afirma que a atuação no bloco está alinhada à estratégia de recompor as reservas de petróleo e gás.
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Foz do Amazonas
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Maria Heloisa Barbosa Borges.

