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Ponte destruída pelas enchentes de 2024 é reconstruída por R$ 8,27 milhões no RS, com 67 metros e projeto preparado para enfrentar novas cheias.
Escrito por Valdemar Medeiros
Publicado em 28/10/2026 às 10:54
Atualizado em 28/10/2026 às 10:55
Construção
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Enchente destruiu ponte no Rio Grande do Sul e engenheiros construíram nova estrutura de 67 metros acima do nível das cheias para evitar outra tragédia
Uma ponte destruída pela força das águas em 2024 voltou a receber carros e caminhões em agosto de 2026, mas com uma diferença importante: a nova estrutura foi construída acima do nível de inundação considerado pelos engenheiros. A obra fica sobre o Arroio Marcondes, em Sinimbu, no interior do Rio Grande do Sul, uma das regiões castigadas pelas enchentes históricas. Segundo o Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer), em publicação de 7 de outubro de 2026, a reconstrução recebeu R$ 8,27 milhões e resultou em uma ponte de 67 metros de comprimento, 12 metros de largura e duas pistas.
O projeto foi desenvolvido com apoio de estudos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), considerando o risco de novas chuvas extremas.
A força das enchentes de 2024 destruiu a antiga travessia sobre o Arroio Marcondes
Em 2024, a água avançou sobre estradas, pontes e comunidades do Vale do Rio Pardo. Em Sinimbu, a antiga passagem sobre o Arroio Marcondes não resistiu.
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A estrutura ficava no quilômetro 83 da RSC-471, uma rodovia importante para a circulação regional. A destruição interrompeu uma ligação utilizada por moradores e produtores rurais.
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A ponte antiga possuía apenas uma pista de circulação. Com a perda da travessia, a reconstrução passou a integrar os projetos de recuperação da infraestrutura atingida pelas enchentes.
O governo estadual decidiu substituir a estrutura por uma nova ponte, com duas pistas e características planejadas para enfrentar cheias futuras.
Nova ponte de 67 metros foi construída com duas pistas de circulação
O novo projeto possui 67 metros de extensão e 12 metros de largura. A estrutura foi dimensionada para permitir a passagem de veículos nos dois sentidos.
A antiga ponte tinha pista única, o que limitava a circulação. A nova configuração oferece mais espaço para carros, caminhões e veículos de serviço.
A obra foi executada pelo Daer, órgão responsável por parte da infraestrutura rodoviária estadual.
Além da construção da estrutura principal, a intervenção exigiu a preparação dos acessos necessários para conectar a travessia à rodovia existente.
A ponte foi inaugurada oficialmente em 26 de agosto de 2026, com a presença do governador Eduardo Leite e de autoridades municipais. Prefeitura Sinimbu
Engenheiros elevaram a construção acima da cota de inundação
A principal mudança não está apenas no tamanho da ponte. O projeto levou em consideração os níveis que a água pode alcançar durante enchentes.
Os engenheiros trabalharam com uma referência chamada cota de inundação. Ela representa um nível de água utilizado nos estudos para avaliar o risco de alagamento.
A nova estrutura foi posicionada acima dessa referência, conforme os critérios adotados no projeto. Essa medida busca diminuir a possibilidade de a água atingir diretamente a pista durante futuras cheias.
A altura exata da elevação em relação à antiga ponte não foi informada pelo Daer. Por isso, não é possível afirmar quantos metros a estrutura foi levantada.
Universidade Federal do Rio Grande do Sul participou dos estudos
O planejamento da reconstrução utilizou estudos do Instituto de Pesquisas Hidráulicas (IPH), ligado à Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
Os trabalhos consideraram o comportamento da água e os riscos associados a chuvas intensas, incluindo eventos semelhantes aos registrados em 2024.
Esses estudos ajudam os responsáveis pelo projeto a avaliar como o rio pode reagir quando recebe volumes elevados de chuva.
Os cálculos também orientam decisões sobre a altura da estrutura e as condições necessárias para permitir a passagem da água.
A nova ponte foi planejada a partir desse conhecimento, em vez de simplesmente repetir as características da construção destruída.
Investimento de R$ 8,27 milhões veio de fundo criado para reconstruir o estado
Os recursos utilizados na reconstrução foram destinados por meio do Fundo do Plano Rio Grande, conhecido como Funrigs. O governo estadual informou, em outubro de 2026, investimento de R$ 8,27 milhões na nova travessia.
O fundo financia ações relacionadas à recuperação dos danos provocados pelos eventos climáticos extremos.
Na infraestrutura rodoviária, esses recursos permitem executar serviços como reconstrução de pontes, recuperação de pavimentos e melhorias em sistemas de drenagem.
A ponte de Sinimbu faz parte desse conjunto de intervenções voltadas a restabelecer a circulação nas regiões atingidas pelas enchentes.
Obras chegaram à fase final com instalação da pista e pavimentação
Em junho de 2026, os trabalhos já estavam próximos da conclusão. As equipes executavam a instalação da laje, parte que forma a base da pista sobre a estrutura.
Também estavam em andamento os serviços de pavimentação. Depois dessa etapa, ainda seria necessário instalar a sinalização rodoviária.
A construção de uma ponte exige que seus diferentes elementos trabalhem em conjunto. Os apoios recebem o peso da pista e dos veículos, transferindo as cargas para as fundações.
No caso de Sinimbu, o projeto também precisou considerar o comportamento do arroio durante períodos de chuva intensa. O objetivo era evitar a repetição das condições que contribuíram para a perda da antiga travessia.
Governo adotou novo modelo de contratação para acelerar a reconstrução
A ponte foi executada em um sistema chamado contratação integrada. Nesse modelo, a empresa contratada assume tanto a elaboração do projeto quanto a execução da obra. O procedimento evita a necessidade de realizar duas contratações separadas para essas etapas.
Segundo o diretor-geral do Daer, Luciano Faustino, esse formato foi adotado para acelerar a recuperação da infraestrutura atingida pelas enchentes.
A contratação integrada não elimina as exigências de fiscalização e qualidade. A empresa continua responsável pelo cumprimento das condições previstas no contrato.
O modelo passou a ser utilizado em diferentes obras financiadas pelo Funrigs no Rio Grande do Sul.
Motoristas voltaram a atravessar o arroio em 26 de agosto de 2026
A ponte foi oficialmente liberada ao tráfego em 26 de agosto, durante uma cerimônia que reuniu autoridades e moradores da região.
A abertura restabeleceu a circulação pela RSC-471 naquele ponto, substituindo a passagem destruída em 2024.
Nos primeiros dias após a liberação, o Daer orientou os motoristas a manter atenção à movimentação de máquinas e caminhões.
Os equipamentos ainda estavam sendo retirados do canteiro, e interrupções parciais poderiam ocorrer durante esses trabalhos.
A entrega devolveu uma ligação importante para o deslocamento diário de moradores, trabalhadores e produtores rurais.
Sinimbu já recebeu sete pontes desde as enchentes de 2024
A nova travessia sobre o Arroio Marcondes não foi a primeira reconstruída no município. Segundo a Prefeitura de Sinimbu, a estrutura representou a sétima ponte entregue desde as enchentes de 2024.
A cidade precisou recuperar diferentes pontos de sua rede de transporte, incluindo pontes, pequenas passagens e estradas.
Mesmo com as entregas, outras estruturas danificadas ainda precisavam de reconstrução quando a ponte foi inaugurada.
A recuperação dessas ligações é necessária para manter o acesso entre comunidades rurais e áreas urbanas, especialmente em regiões onde existem poucas rotas alternativas.
Outra obra de R$ 55 milhões avança no Vale do Rio Pardo
Enquanto a ponte de Sinimbu já recebe veículos, outra intervenção está em andamento na região. O governo estadual executa a recuperação de 12,8 quilômetros da VRS-858, em Candelária, com investimento superior a R$ 55 milhões.
Os trabalhos incluem recuperação do pavimento, melhorias na drenagem, sinalização e obras de contenção.
A drenagem permite direcionar a água da chuva para locais adequados, reduzindo o acúmulo sobre a estrada.
Já as contenções são estruturas utilizadas para ajudar a estabilizar terrenos e encostas próximos às vias.
Essas medidas fazem parte do esforço de recuperação das rodovias atingidas pelos eventos climáticos extremos.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Valdemar Medeiros.

