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São Paulo prepara 17 quilômetros de túneis subterrâneos e 15 estações para levar o metrô até Guarulhos enquanto propostas para a Linha 19 chegam a R$ 18,6 bilhões
Escrito por Valdemar Medeiros
Publicado em 12/10/2026 às 15:23
Atualizado em 12/10/2026 às 15:25
Construção
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Linha 19-Celeste terá 17,6 km e 15 estações entre São Paulo e Guarulhos. Propostas para obras civis somam R$ 18,6 bilhões.
Três máquinas gigantes estão previstas para escavar o subsolo entre o centro de São Paulo e Guarulhos, abrindo caminho para uma nova linha de metrô com 17,6 quilômetros e 15 estações. O empreendimento avançou nas licitações e recebeu propostas vencedoras que somam aproximadamente R$ 18,6 bilhões para projetos executivos e obras civis. Segundo a Revista O Empreiteiro, em reportagem publicada em 6 de outubro de 2026, o Metrô de São Paulo concluiu os estudos e projetos básicos da Linha 19-Celeste e trabalha com a previsão de iniciar as atividades em 2027.
A companhia também informou uma estimativa atualizada de R$ 38,3 bilhões para a implantação do empreendimento completo, que deverá transportar cerca de 630 mil passageiros diariamente.
Linha 19-Celeste terá 17,6 quilômetros de extensão entre São Paulo e Guarulhos
O projeto prevê a construção de uma linha inteiramente subterrânea, ligando a estação Anhangabaú, no centro da capital paulista, à futura estação Bosque Maia, na região central de Guarulhos.
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Ao longo do percurso, os trens passarão por bairros residenciais, áreas comerciais e regiões industriais que atualmente dependem de ônibus e outras conexões para acessar a rede metroviária.
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A infraestrutura terá 15 estações, sendo dez no município de São Paulo e cinco em Guarulhos. O empreendimento também contará com um pátio para estacionamento e manutenção dos trens.
A previsão é que a nova ligação transporte aproximadamente 630 mil passageiros por dia, distribuindo os deslocamentos entre os dois municípios e as demais linhas da rede.
Três tatuzões serão utilizados para escavar os túneis subterrâneos
A execução dos túneis principais deverá utilizar três tuneladoras, máquinas conhecidas popularmente como tatuzões.
Esses equipamentos escavam o solo e instalam estruturas de sustentação enquanto avançam pelo subsolo. A técnica permite construir túneis sem precisar abrir grandes valas em toda a extensão do percurso.
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O planejamento prevê utilizar uma tuneladora em cada frente de construção, permitindo que diferentes trechos avancem simultaneamente.
Além dos túneis ferroviários, a construção exigirá acessos às estações, estruturas subterrâneas de apoio e conexões entre os diferentes setores da linha.
A utilização dessas máquinas depende da conclusão das contratações e da preparação dos canteiros onde os equipamentos serão montados.
Propostas para as obras civis alcançam R$ 18,61 bilhões
O Metrô organizou a contratação das obras em três lotes, cada um abrangendo cinco estações e os respectivos trechos subterrâneos.
Segundo informações publicadas pelo portal especializado MetrôCPTM em outubro de 2026, as propostas vencedoras dos três lotes somam aproximadamente R$ 18,61 bilhões.
O Consórcio AGIS-OHLA-Cetenco foi selecionado para o trecho de Guarulhos, com proposta de aproximadamente R$ 5,01 bilhões.
Os outros dois lotes tiveram como vencedores os consórcios Via Celeste 2 e Via Celeste 3, formados pela Odebrecht Engenharia & Construção, Álya e pela italiana Ghella.
As propostas foram de R$ 6,705 bilhões e R$ 6,896 bilhões, respectivamente.
Esses valores correspondem às contratações de projetos executivos e obras civis. Não representam o custo total necessário para colocar a Linha 19 em funcionamento.
Investimento total estimado para a nova linha chega a R$ 38,3 bilhões
A dimensão financeira do empreendimento vai além dos contratos destinados à construção dos túneis e das estações.
Em outubro de 2026, a Revista O Empreiteiro informou que o Metrô trabalha com uma estimativa de investimento da ordem de R$ 38,3 bilhões para a implantação completa da Linha 19-Celeste.
A infraestrutura precisa receber sistemas de energia, sinalização, comunicação, ventilação, equipamentos de segurança e estruturas operacionais.
Também serão necessários investimentos em trens, desapropriações e instalações utilizadas para a manutenção da frota.
O valor de R$ 18,6 bilhões corresponde às propostas das obras civis em contratação, enquanto os R$ 38,3 bilhões representam a estimativa mais ampla divulgada para o empreendimento.
Cinco estações serão construídas dentro do município de Guarulhos
O trecho de Guarulhos terá as estações Itapegica, Dutra, Vila Augusta, Guarulhos-Centro e Bosque Maia.
A estação Bosque Maia será o ponto final da linha e ficará próxima de áreas comerciais e residenciais da região central do município.
A estação Guarulhos-Centro deverá atender a uma área de grande movimento de passageiros, próxima de serviços, comércios e corredores de transporte.
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Já a estação Dutra foi planejada para permitir integração futura com a Linha 2-Verde do Metrô.
A nova ligação permitirá que passageiros de Guarulhos cheguem diretamente ao centro de São Paulo por transporte sobre trilhos, sem depender exclusivamente das linhas rodoviárias existentes.
Dez estações vão atravessar a Zona Norte e alcançar o centro de São Paulo
Na capital, estão previstas as estações Jardim Julieta, Vila Sabrina, Cerejeiras, Santo Eduardo, Vila Maria, Catumbi, Silva Teles, Cerealista, São Bento e Anhangabaú.
O trajeto atenderá áreas da Zona Norte que ainda não possuem ligação direta com uma estação de metrô.
A estação Cerealista ficará na região próxima ao Mercado Municipal e às atividades comerciais do centro paulistano.
São Bento e Anhangabaú terão papel importante nas conexões com as linhas já existentes.
A construção exigirá adaptações nos acessos e nas estruturas das estações atuais para permitir a circulação dos passageiros entre os diferentes ramais.
Nova linha permitirá integração com três linhas do Metrô
A Linha 19-Celeste foi planejada para funcionar conectada à rede metroviária da capital. Na estação Anhangabaú, os passageiros poderão acessar a Linha 3-Vermelha, que atravessa São Paulo no sentido leste-oeste.
A estação São Bento permitirá conexão com a Linha 1-Azul, responsável por atender importantes regiões da cidade no sentido norte-sul.
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Outra integração está prevista com a Linha 2-Verde, na futura estação Dutra, em Guarulhos.
O planejamento também considera conexões futuras com as linhas ferroviárias 10-Turquesa e 11-Coral na região da estação Cerealista.
A disponibilidade dessas transferências dependerá da implantação das respectivas estruturas de integração.
Pátio Vila Medeiros será responsável por apoiar a operação dos trens
Além das estações, o projeto prevê a implantação do Pátio Vila Medeiros, destinado ao estacionamento e à manutenção das composições.
O espaço deverá receber estruturas para inspeção, limpeza, reparos e preparação dos trens antes da entrada em circulação.
O planejamento divulgado pelo Governo de São Paulo prevê uma frota de 31 trens para atender à demanda estimada da nova linha.
Também estão previstos 18 poços de ventilação e saídas de emergência distribuídos ao longo do percurso.
Esses poços são estruturas que conectam os túneis à superfície. Eles permitem a circulação de ar e fazem parte dos sistemas utilizados em situações de emergência.
Licitações enfrentaram recursos administrativos e disputas judiciais
O processo de contratação começou a avançar em 2025, quando o Metrô recebeu propostas de empresas brasileiras e estrangeiras interessadas na construção.
Ao longo de 2026, os resultados passaram por questionamentos administrativos e judiciais apresentados por participantes das concorrências.
No primeiro lote, o Consórcio Nove de Julho, que havia apresentado a menor oferta, foi desclassificado após questionamentos relacionados à comprovação de capacidade técnica.
Com isso, o Consórcio AGIS-OHLA-Cetenco avançou no processo de contratação.
Nos outros lotes, também ocorreram recursos envolvendo os grupos participantes.
Até o início de outubro de 2026, os três contratos principais ainda não haviam sido assinados, segundo o MetrôCPTM.
Orçamento de 2027 reserva inicialmente R$ 11,5 milhões para a Linha 19
Enquanto as propostas para obras civis alcançam R$ 18,61 bilhões, a proposta orçamentária apresentada pelo Governo de São Paulo para 2027 prevê R$ 11.475.314 para a Linha 19-Celeste.
O valor representa aproximadamente 0,06% da soma das três propostas vencedoras.
A dotação inicial não corresponde ao financiamento completo da construção, já que os pagamentos serão realizados ao longo de vários anos.
A previsão orçamentária também poderá receber alterações, suplementações ou remanejamentos durante sua execução.
Em comparação, a expansão da Linha 2-Verde possui R$ 3,178 bilhões previstos para 2027, enquanto a Linha 15-Prata conta com R$ 1,021 bilhão.
O início efetivo da construção dependerá da conclusão dos procedimentos administrativos e das etapas de contratação.
Construção terá prazo contratual previsto de 75 meses
O planejamento das obras civis considera um prazo de execução de até 75 meses, equivalente a seis anos e três meses.
A previsão inicial, divulgada em 2025, apontava para o início dos trabalhos em 2026. Entretanto, o cronograma foi atualizado durante o avanço das licitações.
Em outubro de 2026, o Metrô manteve 2027 como referência para começar as atividades, condicionando a programação à conclusão dos procedimentos administrativos.
O prazo de execução será contado conforme as condições estabelecidas nos contratos e nas ordens de serviço.
Até outubro de 2026, não havia confirmação de uma nova data definitiva para a inauguração da linha.
Linha 19 poderá reduzir em até uma hora os deslocamentos entre os municípios
A nova ligação foi projetada para atender passageiros que utilizam diferentes meios de transporte para circular entre Guarulhos e São Paulo.
Segundo o Governo de São Paulo, a implantação da Linha 19-Celeste poderá reduzir em até uma hora o tempo de deslocamento em determinados trajetos.
A economia dependerá da origem e do destino de cada passageiro, além das conexões necessárias durante o percurso.
O ramal também permitirá acesso a áreas comerciais, centros de emprego e serviços públicos localizados próximos às futuras estações.
Com 17,6 quilômetros de extensão, 15 estações e demanda prevista de 630 mil passageiros por dia, a Linha 19 permanece na fase de contratação antes do início das grandes escavações.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Valdemar Medeiros.

