RN
Faça um comentário
4 min de leitura
SENAI apresenta projeto de planta-piloto para geração de energia eólica no mar de Areia Branca, no RN
Escrito por Andriely Medeiros de Araújo
Publicado em 29/10/2026 às 21:29
Atualizado em 29/10/2026 às 21:41
Energia Renovável
Grupo
Seja o primeiro a reagir!
Prefira o CPG no Google
Projeto de energia eólica offshore do SENAI-RN, previsto para Areia Branca, recebe licença prévia do Ibama e busca desenvolver tecnologias e profissionais.
O diretor regional do SENAI-RN, Rodrigo Mello, apresentou, em 23 de outubro, um projeto de planta-piloto de energia eólica offshore previsto para o litoral de Areia Branca, no Rio Grande do Norte. A iniciativa foi apresentada durante o VII Congresso Brasileiro de Direito do Mar, em Natal, e tem como objetivo ampliar as pesquisas, desenvolver tecnologias e preparar profissionais para atuar na geração de energia em alto-mar. O projeto também alcançou um marco importante: foi o primeiro do setor no Brasil a receber licença prévia do Ibama.
Desenvolvida pelo Instituto SENAI de Inovação em Energias Renováveis (ISI-ER), a proposta busca produzir conhecimentos que possam ajudar o país a avançar na implantação de empreendimentos eólicos marítimos. O tema ganhou espaço em um painel do congresso dedicado aos desafios que ainda precisam ser superados para o desenvolvimento dessa atividade no Brasil.
Planta-piloto de energia eólica offshore recebeu licença prévia do Ibama
A estrutura planejada para Areia Branca foi concebida como um ambiente de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação. A intenção é aprofundar os estudos sobre o aproveitamento dos ventos no mar e compreender as condições técnicas necessárias para desenvolver essa modalidade de geração no país.
ARTIGO CONTINUA ABAIXO
Veja também
A obtenção da licença prévia do Ibama representa uma etapa importante do projeto, que se tornou a primeira iniciativa brasileira do segmento a alcançar essa fase do licenciamento ambiental.
Durante o congresso, Rodrigo Mello destacou a necessidade de considerar as características do território brasileiro no desenvolvimento de novas tecnologias. Segundo o diretor, os conhecimentos adquiridos poderão orientar decisões sobre futuros empreendimentos e contribuir para a construção de regras mais adequadas ao setor.
Qualificação profissional e desenvolvimento tecnológico estão entre os desafios
Além dos aspectos técnicos, Rodrigo Mello chamou a atenção para a necessidade de preparar trabalhadores para as atividades ligadas à geração de energia no mar. Segundo ele, o crescimento desse mercado também depende da formação de profissionais e do desenvolvimento de soluções capazes de atender às suas necessidades.
Nesse cenário, a proposta do SENAI-RN busca aproximar a pesquisa da qualificação profissional, permitindo que os estudos contribuam para compreender melhor as exigências envolvidas na instalação e operação de estruturas eólicas marítimas.
Mello também relacionou esses investimentos à possibilidade de transformar o potencial energético brasileiro em desenvolvimento econômico. Para isso, ressaltou a importância de produzir conhecimento que ajude a orientar os próximos passos da atividade no país.
Marinha aborda segurança das áreas destinadas aos parques eólicos
A instalação de parques eólicos no mar exige atenção a questões que vão além da produção de eletricidade. Entre elas está a segurança das áreas marítimas que poderão receber esses empreendimentos.
Esse foi um dos assuntos abordados pelo Contra-Almirante Sérgio Guida, da Marinha, durante o congresso. Ele destacou a importância do planejamento estratégico para garantir a segurança dos territórios destinados às futuras instalações offshore.
Guida também comentou a experiência planejada para Areia Branca, destacando a oportunidade de conhecer gradualmente as etapas necessárias à implantação de um empreendimento dessa natureza.
A discussão mostrou a importância de reunir conhecimento operacional e planejamento territorial antes do avanço de novos projetos no litoral brasileiro.
Marco Legal da geração offshore também foi discutido
As regras para o desenvolvimento da geração de energia no mar estiveram entre os assuntos debatidos no encontro realizado em Natal.
O ex-senador Jean Paul Prates, chairman do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (Cerne), participou da discussão e abordou o Marco Legal da Geração de Energia Offshore, estabelecido pela Lei nº 15.097, de 2025.
Mediado pelo advogado Diogo Pignatari, o painel reuniu diferentes perspectivas sobre a regulamentação do setor, a segurança das áreas marítimas e o desenvolvimento tecnológico.
Os participantes trataram desses temas como desafios importantes para que a implantação de empreendimentos eólicos offshore avance de maneira planejada e adequada às condições brasileiras.
Congresso em Natal teve previsão de público superior a mil pessoas
O VII Congresso Brasileiro de Direito do Mar aconteceu entre os dias 22 e 24 de outubro, na sede da Justiça Federal, em Natal, no Rio Grande do Norte. A expectativa dos organizadores era reunir mais de mil participantes ao longo dos três dias de programação.
O encontro contou com pesquisadores, estudantes, especialistas e profissionais de diferentes áreas, que participaram de palestras e debates sobre temas relacionados ao ambiente marítimo.
A organização ficou a cargo do Centro de Estudos em Direito do Mar “Vicente Marotta Rangel” (CEDMAR), da Universidade de São Paulo, com apoio do Observatório de Direito Internacional do Rio Grande do Norte (OBDI).
O congresso também recebeu patrocínio da Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte (FIERN), do Sindicato da Indústria da Pesca do RN (SINDIPESCA-RN) e do Sindicato da Indústria de Extração de Sal do RN (SIESAL).
Fonte
SENAI
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Andriely Medeiros de Araújo.

