O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, autorizou nesta terça-feira (13) o funcionamento do canal de WhatsApp “Exército do Lula”, criado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) para mobilizar apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A liberação ocorreu após a campanha petista registrar oficialmente o endereço eletrônico do canal na Justiça Eleitoral, cumprindo uma exigência estabelecida pelo próprio ministro horas antes. Com a regularização, Nunes Marques considerou superada a condição que impedia o funcionamento do espaço.
O canal, que já reúne mais de 4 milhões de seguidores, tornou-se alvo de uma disputa judicial depois que a campanha de Flávio Bolsonaro (PL) acusou Janones de utilizar a ferramenta para disseminar informações falsas contra o candidato.
No domingo (11), Nunes Marques determinou a suspensão do canal, embora, segundo a Folha, não houvesse na ocasião documentos que comprovassem a circulação das publicações denunciadas pela campanha de Flávio.
A medida foi posteriormente revertida pelo corregedor-geral eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, que considerou insuficientes os elementos apresentados para justificar a suspensão.
Mensagens apagadas
A controvérsia ganhou um novo capítulo após uma análise técnica do TSE identificar que mensagens publicadas entre 25 e 29 de setembro haviam sido excluídas ou modificadas a partir de 7 de outubro. As alterações impediram a verificação integral do conteúdo anteriormente divulgado no canal.
A campanha de Flávio apresentou um levantamento com 499 mensagens apagadas. Segundo o documento enviado à Justiça Eleitoral, três delas já haviam sido consideradas falsas em decisões anteriores do TSE, com determinação de remoção.
Janones confirmou nesta terça-feira que apagou cerca de 500 publicações. O deputado afirmou que costumava excluir as mensagens depois que os seguidores cumpriam as orientações de compartilhamento e disse que deixaria de adotar essa prática.
Ao estabelecer as condições para o funcionamento do canal, Nunes Marques levou em consideração as dificuldades apontadas pela área técnica para reconstruir o histórico das publicações.
Com o registro realizado pela campanha de Lula, o ministro autorizou a retomada das atividades. A discussão sobre o conteúdo divulgado no canal, entretanto, continua sob análise da Justiça Eleitoral.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Ecos da Notícia por Infomoney.

