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Anel Rodoviário de BH vai receber até R$ 1 bilhão em viadutos, passarelas e área de escape para cortar 40% dos acidentes com vítimas até 2030
Escrito por Bruno Teles
Publicado em 08/11/2026 às 04:00
Atualizado em 08/11/2026 às 04:01
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Lei sancionada em Belo Horizonte libera a busca do dinheiro no banco do Brics; veja onde estão as obras do Anel Rodoviário e quando elas devem sair
O Anel Rodoviário de Belo Horizonte pode ganhar até R$ 1 bilhão em obras. O prefeito Álvaro Damião (União Brasil) sancionou a Lei nº 12.167, publicada no Diário Oficial do Município em 6 de novembro de 2026, como informou a Rede 98 em 6 de novembro de 2026.
O dinheiro pode vir do Novo Banco de Desenvolvimento, o banco do Brics, presidido por Dilma Rousseff. A lei também aceita outra instituição financeira, segundo O Tempo, em 6 de novembro de 2026. A autorização ainda não é o contrato assinado.
O que será feito no Anel Rodoviário de BH?
A lista inclui ampliação de viadutos, melhoria dos acessos e recuperação de passarelas. Também prevê novas estruturas para pedestres. Os pontos prioritários do Anel Rodoviário são:
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- Praça São Vicente, no bairro Padre Eustáquio, região Noroeste de BH;
- viadutos Teresa Cristina e São Francisco;
- acessos da avenida Amazonas e da BR-040;
- viaduto na altura da avenida Presidente Antônio Carlos.
A meta do Executivo é reduzir em 40% os acidentes com vítimas no Anel até 2030, segundo a Rede 98. Parte do R$ 1 bilhão pode ir para habitação, saneamento e áreas de risco de BH. A prefeitura terá de mostrar na internet onde aplicou cada real.
Por que o Anel Rodoviário precisa tanto de obra?
Porque é uma das vias mais perigosas de Minas Gerais. A prefeitura assumiu 22,4 quilômetros do Anel Rodoviário em junho de 2025. Só entre janeiro e abril daquele ano, foram 1.474 acidentes, cerca de 12 por dia, segundo a Prefeitura de Belo Horizonte. Houve 206 feridos e 5 mortes.
A descida do Betânia é o trecho mais temido. Entre 2024 e 2026, seis acidentes graves com caminhões deixaram duas mortes e pelo menos 34 feridos. Os dados são do Diário do Comércio. Em julho de 2026, um caminhão sem freio atingiu 18 veículos ali.
Quando as obras ficam prontas?
O cronograma da Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura saiu no Hoje em Dia em 14 de agosto de 2026:
Os viadutos das avenidas Antônio Carlos e Cristiano Machado dependem de projetos do Dnit, segundo o Hoje em Dia. “O Anel Rodoviário é grande, com muitas intervenções, muitas remoções”, disse o secretário Leonardo Gomes.
Quanto custa cada obra?
O valor já fechado é o da nova área de escape: até R$ 12,4 milhões, segundo o Diário do Comércio. A licitação está marcada para 12 de fevereiro de 2027. A obra alarga 450 metros de pista e traz drenagem, iluminação e câmeras.
Para ter escala, R$ 1 bilhão dividido por 22,4 quilômetros dá cerca de R$ 44,6 milhões por quilômetro (conta nossa). A área de escape equivale a pouco mais de 1% do teto.
Quem paga o empréstimo de R$ 1 bilhão?
O município de Belo Horizonte. A lei permite contratar com ou sem garantia da União. Também deixa a cidade oferecer receitas públicas como garantia. O orçamento terá de reservar dinheiro para parcelas e juros.
O texto passou na Câmara Municipal de Belo Horizonte em 15 de setembro, por 36 votos a 4. A conversa com o banco do Brics começou em outubro de 2025. Naquele mês, Damião se reuniu com Dilma em Xangai, segundo a Prefeitura de Belo Horizonte. Para quem passa pelo Anel Rodoviário todo dia, a próxima etapa é a assinatura do contrato com o banco.
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Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Bruno Teles.

