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Como trabalhar no Japão em 2027: salário mínimo de Tóquio passa a 1.280 ienes por hora e o visto sobe para R$ 576
Escrito por Maria Heloisa Barbosa Borges
Publicado em 04/11/2026 às 21:57
Atualizado em 04/11/2026 às 22:02
Economia
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Para trabalhar no Japão, a média nacional do piso chegou a 1.177 ienes por hora, alta de 5,0%; em 160 horas de trabalho, Tóquio paga cerca de R$ 7,1 mil por mês pela cotação do Banco Central
Quem pensa em trabalhar no Japão em 2027 vai encontrar um salário mínimo mais alto em todas as províncias do país. O anúncio do Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar (MHLW), de 3 de setembro de 2026, fixou a média nacional em 1.177 ienes por hora, contra 1.121 ienes no ano anterior.
A alta é de 56 ienes, ou 5,0%. Segundo o ministério, é o segundo maior aumento desde que o sistema atual começou, em 1978.
O piso mais alto é o de Tóquio, com 1.280 ienes por hora. O mais baixo é o de Miyazaki, com 1.085 ienes. Os novos valores entram em vigor entre 1º de outubro de 2026 e 2 de dezembro de 2026, conforme a província.
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Quanto o Japão paga por hora e por mês?
No Japão, o salário mínimo é fixado por hora e por província. A tabela do MHLW com os valores de cada província mostra altas de 54 a 65 ienes.
A conversão usa a cotação de venda do iene no fechamento do Banco Central de 3 de novembro de 2026, R$ 0,03467. O mês considera 160 horas de trabalho, uma jornada de 40 horas por semana (conta nossa).
Em ienes, as 160 horas de Tóquio somam 204.800 ienes por mês (conta nossa). Em 12 meses, o piso de Tóquio dá R$ 85.204,99 (conta nossa).
Para quem vai trabalhar no Japão, o valor convertido muda com o câmbio. O valor oficial é o número em ienes por hora.
Quanto pagam Aichi, Shizuoka e Gunma?
Para trabalhar no Japão fora de Tóquio, vale olhar a tabela do MHLW, que traz os pisos de cada província. Em Aichi, Shizuoka, Gunma e vizinhas, os valores ficaram assim:
Na Grande Tóquio, Saitama paga 1.196 ienes e Chiba, 1.195 ienes. Kumamoto (1.092 ienes) e Iwate (1.090 ienes) só aplicam o novo piso em 1º de dezembro de 2026.
Quanto o salário mínimo do Japão subiu em Tóquio?
Em Tóquio, o salário mínimo passou de 1.226 para 1.280 ienes por hora, alta de 4,4%. Em reais, pela mesma cotação, a hora foi de R$ 42,51 para R$ 44,38 (conta nossa).
O ministério também destaca a diferença entre a província que mais paga e a que menos paga. O piso mais baixo, o de Miyazaki, equivale a 84,8% do piso de Tóquio. Segundo o MHLW, essa relação melhora há 12 anos seguidos.
Para quem quer trabalhar no Japão e compara destinos, a diferença entre Tóquio e Miyazaki é de 195 ienes por hora, ou R$ 6,76 (conta nossa).
Que vistos de trabalho o consulado lista?
A página de vistos do Consulado-Geral do Japão em São Paulo separa os pedidos de longa duração por categoria. Entre elas estão:
- Visto de Trabalho, com categorias como engenheiro e especialista em humanas e trabalhos qualificados;
- Visto Específico, para filho, neto e cônjuge de japonês, e para dependentes de quem tem residência de longo prazo;
- Atividades determinadas, a categoria listada para descendentes de quarta geração (yonsei).
Vários itens da lista aparecem em duas versões, com e sem o certificado de elegibilidade, e cada um tem a sua lista de documentos em PDF.
Para viagens curtas, brasileiros com passaporte com chip estão dispensados de visto desde 30 de setembro de 2023, segundo o consulado. A dispensa não vale para trabalhar no Japão.
Quanto custa o visto japonês e onde pedir no Brasil?
A página de taxas do consulado em São Paulo mostra uma alta forte em 2026. Para pedidos feitos a partir de 1º de julho de 2026, o visto de uma entrada custa R$ 576,00.
De um período para o outro, o visto de uma entrada ficou R$ 460,00 mais caro, quase cinco vezes o valor anterior (conta nossa). A prorrogação de reentrada passou a custar R$ 116,00.
Para trabalhar no Japão, o pedido é feito no consulado que atende o estado onde a pessoa mora. Antes de juntar os papéis, vale abrir a lista da categoria certa no site do consulado. Nenhum desses passos garante visto, emprego ou residência no Japão.
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Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Maria Heloisa Barbosa Borges.

