Faça um comentário
2 min de leitura
Cracas e outros organismos no casco elevam a potência exigida dos navios em águas tropicais
Escrito por Fabio Lucas Carvalho
Publicado em 05/11/2026 às 18:42
Atualizado em 05/11/2026 às 18:43
Indústria Naval
Grupo
Seja o primeiro a reagir!
Prefira o CPG no Google
Em águas tropicais, simulação estimou que a incrustação calcária intensa quase dobrou a potência necessária para um porta-contêineres manter 15 nós.
A bioincrustação no casco, causada pela fixação de organismos marinhos, quase dobrou a potência necessária para um porta-contêineres manter 15 nós no cenário mais severo de uma simulação em águas tropicais.
O estudo da Ocean Engineering, publicado online em 17 de abril de 2026, estimou demanda de aproximadamente 5.800 kW com o casco liso. Com incrustação calcária intensa, o valor chegou a aproximadamente 11.000 kW.
Atrito e potência do motor
Em uma condição intermediária, com uma camada fina de limo ou deterioração do revestimento, a potência exigida ficou perto de 6.400 kW, cerca de 10% acima da referência. O aumento da rugosidade amplia o atrito com a água.
ARTIGO CONTINUA ABAIXO
Veja também
O método combinou cálculos de resistência e propulsão com dados de testes de revestimentos em águas tropicais de Singapura e da Indonésia. Os pesquisadores usaram esses dados para estimar a evolução da rugosidade.
Limpeza e tempo no porto
O estudo simulou três anos de operação entre Singapura e Semarang, na Indonésia. Na viagem de referência, o navio passava cinco dias navegando e dois atracado.
Quando o tempo atracado subiu de 28,6% para 44,4%, a rugosidade avançou mais depressa. O consumo acumulado caiu porque o navio percorreu uma distância menor no mesmo período.
Com revestimento anti-incrustante, a limpeza subaquática a cada 12 meses reduziu ligeiramente a intensidade de carbono em relação ao cenário equivalente sem limpeza. O indicador relaciona as emissões de CO₂ à capacidade do navio e à distância percorrida.
Validação com navios em operação
A análise usou um único perfil de embarcação e simplificou parte dos efeitos hidrodinâmicos, incluindo o arrasto associado ao formato das incrustações duras. Os autores apontam como próximo passo confrontar as estimativas com dados independentes de navios em operação.
Tags
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Fabio Lucas Carvalho.

