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Reduzir a potência das velas rotativas pode aumentar a economia de um superpetroleiro
Escrito por Fabio Lucas Carvalho
Publicado em 05/11/2026 às 18:01
Atualizado em 05/11/2026 às 18:19
Indústria Naval
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Simulações com dados reais de um superpetroleiro de 300 mil toneladas de porte bruto indicam que limitar a potência das velas rotativas eleva a economia de combustível de 2,6% para 3,6%.
Um superpetroleiro pode gastar menos combustível quando suas velas rotativas operam abaixo da potência máxima.
Em simulações com dados reais de navegação de um navio da classe de 300 mil toneladas de porte bruto, pesquisadores elevaram de 2,6% para 3,6% a economia estimada de combustível e a redução das emissões de CO₂.
O ganho veio de um ajuste no funcionamento das velas, que passaram a respeitar a potência elétrica disponível a bordo.
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O estudo, assinado por Donghun Yu e Myung-Il Roh, saiu na edição de 1º de setembro de 2026 da revista Ocean Engineering.
Os autores compararam o consumo do navio inteiro em diferentes formas de operação. Na prática, colocaram na mesma conta o combustível queimado pelo motor principal e pelos geradores a diesel.
Velas rotativas aliviam o motor, mas consomem eletricidade
As velas rotativas são cilindros que giram e aproveitam o vento para ajudar a empurrar o navio. Com esse impulso extra, o motor principal precisa entregar menos potência. Só que manter os cilindros girando também gasta eletricidade, fornecida pelos geradores da embarcação.
Nas simulações, a operação convencional deixou geradores trabalhando com carga baixa, uma condição em que eles gastam mais combustível por unidade de energia produzida. Em alguns cenários, esse gasto extra chegou a superar a economia obtida no motor principal.
Sistema calcula em cerca de um segundo quanto as velas podem exigir
O método proposto ajusta a operação das velas à margem de potência da rede elétrica do navio. O cálculo usa um modelo que combina uma rede neural com uma técnica de otimização. Segundo os autores, ele alcançou 99,7% de precisão em cerca de um segundo.
Ajuste evitou sobrecarga dos geradores na simulação
Com as velas operando à potência máxima, a probabilidade de sobrecarga dos geradores chegou a 13,3% na simulação. Com o ajuste, o modelo eliminou esse risco nos cenários avaliados sem precisar ligar um gerador auxiliar.
A passagem de 2,6% para 3,6% representa um ganho de 1 ponto percentual na economia total estimada. Em relação à economia do método convencional, a melhora foi de cerca de 38,4%. Os percentuais resultam das simulações feitas com os dados de navegação do superpetroleiro.
Matéria baseada no resumo público do estudo, conferido na prévia da editora e na página do laboratório.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Fabio Lucas Carvalho.

