O delegado-geral da Polícia Civil do Acre (PCAC), Pedro Paulo Buzolin, afirmou nesta sexta-feira (6) que a morte da médica Elyne de Assis Nogueira, de 39 anos, foi um crime mandado e que a investigação trabalha agora para comprovar o vínculo entre o executor e quem teria encomendado o assassinato. Dois suspeitos estão presos, e a corporação não descarta a participação de outras pessoas.
Elyne foi morta a tiros na noite de segunda-feira (2), na calçada de um gastrobar no Centro de Brasiléia. Imagens de câmeras de segurança mostram que um homem se aproximou da médica por trás e disparou duas vezes contra a cabeça dela. Antes do ataque, a médica o botão do pânico foi acionado, dispositivo ligado a uma medida protetiva que possuía contra o ex-companheiro, o procurador municipal Francisco Valadares Neto. A PCAC informou, em nota, que não houve tempo hábil para impedir o crime.
O suspeito de executar a médica, Lucival Lopes de Souza, conhecido como Pitaca, foi preso na noite de quinta-feira (5), em área rural de Epitaciolândia. Segundo Buzolin, policiais lotados em Epitaciolândia e Brasiléia iniciaram as diligências logo nos primeiros momentos após o crime, o que permitiu identificar o autor dos disparos. A Polícia Civil representou pela prisão, o Judiciário acolheu o pedido e expediu o mandado, cumprido ainda no período noturno. O delegado-geral parabenizou as equipes pelo compromisso com a instituição e com a elucidação do caso, que classificou como um crime cruel.
Em entrevista aos policiais, o preso não confessou a autoria. Buzolin disse, porém, que a investigação reuniu diversos indícios que o apontam como autor. O suspeito permanece detido em Brasiléia e será transferido em breve para Rio Branco, onde será inserido no sistema prisional. Ele ainda será submetido a interrogatório.
O procurador Francisco Valadares Neto, apontado como suspeito de mandar matar a médica, também está preso preventivamente. Ele foi encontrado desacordado em casa na manhã de terça-feira (3), foi levado ao Hospital Regional do Alto Acre e transferido para o Pronto-Socorro de Rio Branco. Na quarta-feira (4), o boletim médico indicava estado grave e estável, com o paciente intubado. Segundo o delegado-geral, a família estuda transferi-lo por UTI aérea para tratamento fora do estado. Buzolin afirmou que, mesmo com a prisão em vigor, a saída é possível se houver comprovação da necessidade médica. “A gente não pode descartar essa possibilidade”, declarou.
Sobre a extensão da apuração, o delegado-geral disse que as linhas de investigação seguem abertas. “Nós ainda não descartamos nenhuma linha de investigação”, afirmou. De acordo com ele, os indícios reunidos até agora apontam apenas para as duas pessoas presas, mas a participação de terceiros não está excluída.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Ecos da Notícia por ac24horas.

