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Gigante alemã BMW vê lucro despencar 11%, enfrenta queda de 22% nas vendas na China e anuncia corte de 8 mil empregos na Alemanha
Escrito por Romário Pereira de Carvalho
Publicado em 05/11/2026 às 08:54
Atualizado em 05/11/2026 às 08:55
Indústria
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Montadora alemã enfrenta queda de 22% nas vendas na China, reduz projeção de lucro e acelera reestruturação com 8 mil demissões, enquanto investe em novos veículos elétricos para enfrentar a concorrência das fabricantes chinesas
O lucro da BMW está sob pressão. A montadora alemã reduziu novamente suas projeções financeiras, anunciou uma reestruturação com milhares de demissões e enfrenta dificuldades na China, onde suas vendas despencaram diante das mudanças no mercado automotivo.
BMW reduz previsão de lucro e admite possibilidade de prejuízo
A BMW revisou sua previsão de margem de lucro para uma faixa entre -0,5% e 0,5% neste ano. Antes, a empresa trabalhava com uma estimativa bem mais alta, entre 4% e 6%.
Na prática, a nova projeção significa que a montadora poderá terminar o período com prejuízo ou lucro muito pequeno, dependendo dos resultados finais.
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A revisão ocorre após a empresa contabilizar despesas relacionadas à reestruturação de suas operações, incluindo a redução de aproximadamente 8 mil empregos na Alemanha.
Vendas na China caem 22% e pressionam resultados
A situação ficou mais complicada no mercado chinês. Nos primeiros nove meses do ano, as vendas da BMW na China recuaram 22%.
A concorrência das fabricantes chinesas, que oferecem veículos com preços mais baixos, tem pressionado as montadoras tradicionais. O movimento também acompanha o avanço das exportações chinesas para a Europa.
No terceiro trimestre, o lucro antes dos impostos da BMW caiu 11%, chegando a € 2,1 bilhões.
A receita também diminuiu. Foram € 30,4 bilhões no trimestre, uma queda de 6%, influenciada pelo desempenho mais fraco na China.
Montadora acelera demissões e mudanças na produção
Para enfrentar o cenário, a BMW decidiu acelerar seu programa de reestruturação, incluindo a redução de cargos de gestão.
Parte das despesas está ligada à chegada de uma nova geração de veículos elétricos. A empresa está reduzindo o valor contábil de componentes e tecnologias anteriores.
A margem operacional do negócio automotivo ficou em 3,4%, abaixo dos 5,2% registrados no mesmo período do ano anterior.
Apesar da queda, o resultado superou a expectativa de 3,1% dos analistas.
Segundo a empresa, desconsiderando os custos da reestruturação, a margem prevista ficaria acima de 2%, dentro da faixa anteriormente projetada.
Nova geração de elétricos será aposta da BMW na China
Mesmo com a retração das vendas, a China continua sendo um mercado prioritário para a fabricante alemã.
A BMW prepara o relançamento de sua linha Neue Klasse no país, começando pelo SUV elétrico iX3.
O movimento acontece enquanto outras fabricantes alemãs também revisam suas operações.
A Mercedes-Benz reduziu recentemente sua previsão de lucros. Já a Volkswagen enfrenta despesas relacionadas à reorganização de seus negócios.
A Porsche apresentou uma recuperação discreta, após os elevados custos registrados anteriormente com mudanças em sua linha de modelos e a retirada de operações na China.
Com isso, a BMW entra na próxima etapa de sua reestruturação tentando equilibrar os gastos com novos veículos elétricos e a necessidade de recuperar suas margens financeiras.
Matéria elaborada com base em dados e informações de The Guardian.
Fonte
https://www.theguardian.c
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Romário Pereira de Carvalho.

