A articulação nos bastidores para a transferência de Francisco Valadares Neto — apontado como suposto mandante da execução da médica Elyne de Assis Nogueira — gerou forte reação entre os familiares da vítima. Em nota oficial divulgada nesta sexta-feira (6), a família manifestou profunda indignação com a possibilidade de o investigado ser removido em uma UTI aérea para um hospital de referência no Sudeste do país.
Segundo Eduarda Wolter, prima paterna da médica, os familiares temem que a transferência acabe fragilizando o andamento das investigações ou crie barreiras para a efetiva responsabilização de todos os envolvidos no crime. Embora a prisão do suposto executor, realizada na véspera, tenha sido vista como um avanço importante, a família reforça que o caso está longe de ser encerrado. “Nossa preocupação é que se prenda quem executou, mas que quem teria planejado e ordenado o assassinato não seja responsabilizado”, declarou.
Valadares permanece internado na UTI do Pronto-Socorro de Rio Branco, intubado e em estado grave. Embora a Justiça já tenha expedido o mandado de prisão preventiva, a ordem ainda não foi formalmente cumprida devido ao quadro clínico do paciente. Questionado sobre o caso, o delegado-geral da Polícia Civil, Pedro Paulo Buzolin, pontuou que a remoção para fora do estado é juridicamente possível, desde que haja laudos médicos que comprovem a necessidade clínica, mesmo com a ordem de prisão em vigor.
Para dar visibilidade ao caso e cobrar respostas enérgicas das autoridades, a família participa ativamente do ato público marcado para as 17h desta sexta-feira, em frente ao hospital na capital. “Não podemos aceitar que a influência ou o poder de uma família estejam acima da lei”, concluiu Eduarda.
(Com informações do portal ac24horas)
Conteúdo reproduzido originalmente em: Ecos da Notícia por Redação Ecos da Notícia.

