O Parlamento de Cuba aprovou um pacote de reformas na economia.
A reforma aproxima Cuba de uma economia de mercado e reduz o controle do governo. O Parlamento aprovou o texto por unanimidade. Quando entrar em vigor, o pacote vai abrir a economia para investimentos privados e estrangeiros nos setores de turismo, agricultura, imobiliário, bancário e cambial. Bancos estrangeiros poderão se instalar em Cuba.
O governo vai abrir o capital de empresas estatais, permitindo a entrada de investidores. Também venderá propriedades, mesmo para cubanos que vivem no exterior. Empreendedores serão autorizados a possuir mais de uma empresa e contratar mais de 100 funcionários – o que era proibido. O presidente Miguel Díaz-Canel negou que seja uma mudança de regime:
“O que estamos defendendo é, acima de tudo, o dilema de continuar o processo de construção socialista”.
Na década de 1960, a ditadura de Fidel Castro nacionalizou as empresas privadas cubanas e estrangeiras, assim como pequenos negócios familiares. Só em 2021, o governo voltou a autorizar a criação de pequenas empresas com até 100 funcionários, para conter a crise econômica e o crescente descontentamento social.
A aprovação acontece com a economia debilitada e em um momento tenso da relação entre Cuba e os Estados Unidos. Desde janeiro 2026, os americanos impuseram um bloqueio ao petróleo destinado à ilha, que tem enfrentado apagões. O presidente Trump já chegou a dizer que seria uma honra tomar Cuba. Mas o pacote pode abrir caminho para uma nova relação entre os dois países.


